O avanço da inteligência artificial e da digitalização das operações tem ampliado a eficiência das empresas de transporte e logística, mas também elevado a exposição a riscos cibernéticos. Por isso, a segurança da informação passou a ocupar espaço estratégico nas transportadoras, operadores logísticos e embarcadores, deixando de ser uma discussão restrita à área de tecnologia.
O cenário global reforça essa pressão. Segundo o Gartner, os gastos mundiais dos usuários finais com segurança da informação devem somar US$ 213 bilhões em 2025, ante US$ 193 bilhões em 2024, o que mostra a dimensão do investimento que empresas de todos os setores estão sendo obrigadas a fazer para proteger dados e operações.
Leia também:
- Frota Sustentável: mais de 230 artigos sobre descarbonização do transporte
- Não é moda”: TransJordano aposta em treinamento e cultura para ampliar presença feminina no transporte
Além disso, o impacto financeiro de uma violação de dados continua alto. De acordo com o relatório IBM Cost of a Data Breach 2025, o custo médio global de uma violação ficou em US$ 4,44 milhões. No Brasil, esse valor chegou a R$ 7,19 milhões em 2025, segundo a mesma base de dados divulgada pela IBM.

Para o transporte e a logística, o risco é ainda mais sensível. Operações com roteirização inteligente, plataformas de atendimento, sistemas de rastreamento e cadeias integradas de suprimentos dependem de informações em tempo real e de múltiplos parceiros conectados, o que amplia a superfície de ataque.
A Pesquisa Global Digital Trust Insights 2025, da PwC, mostra que a IA generativa já aumentou a superfície de ataque das empresas e, ao mesmo tempo, passou a ser usada também para defesa cibernética. Entre os principais usos estão detecção e resposta a ameaças, inteligência de ameaças e detecção de malware e phishing.
Na prática, isso significa que transportadoras e operadores logísticos precisam ir além da compra de ferramentas de segurança. Treinamento contínuo, regras claras de acesso, proteção de senhas, cuidado com phishing e resposta rápida a incidentes são medidas básicas para reduzir riscos no dia a dia.
O tema deste artigo foi uma sugestão de pauta da Jamef Transportes, por meio sua assessoria de imprensa. A reportagem da Frota News, em um investimento próprio e sem patrocínio da transportadora, checou as informações com outras fontes e fez as correções conforme dados apurados com o relatório Global Digital Trust Insights 2025, da PwC, os dados de mercado da Gartner sobre gastos globais com segurança da informação em 2025, o relatório Cost of a Data Breach 2025, da IBM, e materiais de referência sobre cibersegurança aplicada ao transporte e à logística publicados por entidades do setor, incluindo análises sobre a digitalização das operações e os riscos associados à integração de sistemas.
Na sugestão de pauta, Adriana Lago, diretora de TI da Jamef, diz que investir em cibersegurança significa preservar a reputação de uma empresa e evitar interrupções na operação. “O que antes era diferencial tecnológico se consolidou como requisito básico para sustentar crescimento, visibilidade e previsibilidade em operações críticas. É impossível falar de avanço tecnológico sem abordar a segurança de dados, e todos os colaboradores devem estar preparados para lidar com riscos, ameaças e soluções. Uma simples parada nas atividades por conta de vazamento de dados ou roubo pode impactar a imagem da empresa e as atividades de forma significativa, gerando prejuízos financeiros, comprometendo a confiança de clientes e parceiros e afetando diretamente a continuidade do negócio”, explica o executivo por meio de sua assessoria de imprensa.
Acompanhe nossas redes sociais: LinkedIn, Instagram e Facebook
Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast



