A Volkswagen Caminhões e Ônibus celebra os 20 anos da família Constellation, consolidada como a linha mais completa da marca, com 18 modelos que atendem operações entre 14 e 74 toneladas. Ao longo de duas décadas, o Constellation tornou-se um dos maiores sucessos comerciais da empresa, acumulando mais de 365 mil unidades emplacadas no Brasil e mais de 47 mil exportadas, principalmente para Argentina, México e Chile.
Em 2025, a família registrou mais de 15 mil emplacamentos no mercado brasileiro, com destaque para os estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. A linha também iniciou o ano com liderança no segmento de pesados 6×2, somando mais de 280 unidades emplacadas em janeiro. Segundo Ricardo Alouche, vice-presidente de Vendas, Marketing e Pós-Vendas da montadora, o desempenho reflete o alinhamento dos produtos às demandas do mercado, combinando engenharia nacional, soluções sob medida e evolução constante.
Presente em setores como bebidas, construção civil e coleta de resíduos, o Constellation ganhou espaço pela robustez, versatilidade e baixo custo operacional. A trajetória começou em 2006 com o 24.250 e incluiu marcos como a ampliação da linha em 2007, a introdução de versões V-Tronic, a série Prime, os modelos Robust, a nova geração Euro 6 em 2023 e o pacote Highline em 2024. Em 2026, a família completa duas décadas mantendo protagonismo no transporte de cargas no país.
Leia também:
- Frota Sustentável: mais de 220 artigos sobre descarbonização do transporte
- Diesel B15: qualidade sob suspeita e a opacidade na cadeia: o que acontece entre a origem e o tanque das frotas?
Alpha Cargo conquista certificação OEA e projeta crescimento imediato de 20%
A Alpha Cargo recebeu a certificação OEA, publicada no Diário Oficial da União em 23 de fevereiro, passando a integrar o grupo de operadores reconhecidos pela Receita Federal por sua conformidade aduaneira, segurança logística e rastreabilidade. Com sede em Campinas e atuação desde 2008, a empresa prevê um crescimento imediato de cerca de 20% em novos negócios, impulsionado pelos benefícios do programa — como redução de conferências, maior previsibilidade nos fluxos aduaneiros e fortalecimento da imagem institucional junto a importadores e exportadores.
Segundo os diretores Rafael Constancio e Alexandre Anicetti, a conquista é resultado de investimentos em compliance, gestão de riscos e segurança da cadeia logística, reforçando a competitividade da transportadora no comércio exterior. A certificação se soma a outras iniciativas recentes, como a ampliação da frota para cargas refrigeradas e as certificações ISO 9001 e SASSMAQ, preparando a empresa para atender demandas crescentes por armazenagem e transporte de produtos sensíveis. A publicação no D.O.U. marca o início de um novo ciclo de expansão, com projeções de crescimento consistente até 2026, sustentado pela confiança do mercado e pela eficiência operacional.
Leia também:
- Frota Sustentável: mais de 220 artigos sobre descarbonização do transporte
- Diesel B15: qualidade sob suspeita e a opacidade na cadeia: o que acontece entre a origem e o tanque das frotas?
Diesel oscila centavos em fevereiro, mas mantém tendência de estabilidade no País, apontam ANP e IPTL
Os preços do diesel seguem praticamente estáveis no mercado brasileiro neste início de fevereiro, reforçando um cenário de acomodação após os ajustes registrados em janeiro. Levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), referente à semana de 8 a 14 de fevereiro de 2026 (edição 07/2026), aponta o óleo diesel B S10 com preço médio nacional de R$ 6,11 por litro — recuo de 0,16% frente à semana anterior e queda acumulada de 5,56% em 12 meses.
Na semana imediatamente anterior (1º a 7/02), o valor médio havia sido de R$ 6,12 (+0,16%). Na prática, o combustível permanece oscilando entre R$ 6,11 e R$ 6,12 nas últimas quatro semanas, indicando estabilidade no varejo.
-
Leia mais:
- Caminhões e ônibus fecham 2025 sob pressão dos juros, aponta Anfavea
- Frota News amplia alcance global ao firmar parceria com a Newstex
Esse movimento está alinhado com os dados da mais recente análise do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que consolida o comportamento das transações realizadas em postos por frotas. Segundo o índice, na primeira quinzena de fevereiro o diesel S-10 foi comercializado a R$ 6,26 (-0,16%), enquanto o diesel comum registrou média de R$ 6,23 (-0,32%).
Evolução recente do diesel S-10 (ANP)
| Semana terminada | Preço Médio (R$/L) | Variação Semanal |
|---|---|---|
| 24/01/2026 | 6,12 | 0,00% |
| 31/01/2026 | 6,11 | -0,16% |
| 07/02/2026 | 6,12 | +0,16% |
| 14/02/2026 | 6,11 | -0,16% |
A leitura combinada da ANP — que captura preços médios de revenda ao consumidor final — com o IPTL — baseado em transações efetivas de frotas — oferece uma visão complementar do mercado. Enquanto o levantamento da ANP reflete o comportamento geral dos postos, o índice da Edenred traduz o impacto direto no custo operacional das transportadoras.
“O início de fevereiro trouxe um alívio para o bolso dos caminhoneiros. Os preços do diesel comum e S-10 apresentaram queda, influenciada por ajustes pontuais de mercado e diferenças regionais de oferta. O combustível segue sendo um componente relevante de custo para o transporte e para toda a cadeia logística”, analisa Renato Mascarenhas, diretor de Rede Abastecimento da Edenred Mobilidade.
Norte segue mais caro; Sul mantém menores preços
O recorte regional confirma as distorções históricas do mercado brasileiro.
Pelos dados da ANP, o Norte permanece como a região com preços mais elevados. Em Rio Branco (AC), por exemplo, o S-10 foi encontrado a R$ 7,32 na semana de 8 a 14 de fevereiro. Já no Sul e Sudeste aparecem os menores valores — Curitiba (PR) registrou média de R$ 6,02.
No estado de São Paulo, maior mercado consumidor do País, o diesel S-10 foi vendido a R$ 6,22, com recuo semanal de 1,3%.
Segundo o IPTL, todas as regiões apresentaram queda no preço do diesel S-10 em fevereiro, com exceção do Nordeste, que teve leve alta de 0,16%, atingindo R$ 6,29. No caso do diesel comum, o cenário foi misto: Nordeste e Sudeste registraram alta de 0,32%.
O Sul segue como a região mais competitiva:
- Diesel comum: R$ 5,98 (-0,66%)
- Diesel S-10: R$ 6,03 (-0,50%)
Já o Norte continua liderando os maiores valores:
- Diesel S-10: R$ 6,62 (-0,30%)
- Diesel comum: R$ 6,74 (-0,74%)
Estados: variações expressivas no Norte e Nordeste
Entre os estados, os maiores preços médios do diesel comum foram registrados no Amapá e no Acre (R$ 7,43). O Amapá também lidera no S-10, com média de R$ 7,47.
No outro extremo, o Paraná mantém o diesel mais barato do País: R$ 5,97 (comum) e R$ 5,99 (S-10). O Rio Grande do Sul também aparece entre os menores valores, com R$ 6,02 para o S-10.
As maiores variações estaduais chamam atenção:
- Diesel comum:
- Maior alta: Alagoas (+3,29%, R$ 6,59)
- Maior queda: Paraíba (-3,49%, R$ 6,36)
- Diesel S-10:
- Maior alta: Ceará (+2,06%, R$ 6,43)
- Maior queda: Pernambuco e Rio Grande do Sul (-0,82%)
Estrutura de custos ainda pesa no frete
Mesmo com a estabilidade recente, o diesel continua sendo o principal componente de custo do transporte rodoviário de cargas. A composição do preço inclui:
- Diesel A S-10: R$ 0,96
- Adição obrigatória de biodiesel
- ICMS médio: R$ 1,17 por litro
- Margens de distribuição e revenda
Para as transportadoras, variações aparentemente pequenas — de 0,16% ou 0,32% — podem representar impacto relevante quando multiplicadas por grandes volumes mensais de abastecimento.
O IPTL é construído a partir de abastecimentos realizados em 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log, com base em mais de 1 milhão de veículos administrados e média de 55 transações por segundo, o que confere robustez estatística ao indicador.
Expectativa para as próximas semanas
Os dados mais recentes da ANP, referentes à semana de 15 a 21 de fevereiro, devem ser divulgados nos próximos dias. O mercado acompanha com atenção possíveis reflexos de ajustes na cadeia de distribuição e variações internacionais do petróleo, que podem influenciar o comportamento do diesel nas próximas semanas.
Para o setor de transporte, o cenário atual representa uma trégua momentânea — mas ainda distante de aliviar de forma estrutural os custos do frete no Brasil.
Saiba mais:
Novo aditivo da PACCAR Parts promete proteger motores contra diesel de baixa qualidade

A TRP, linha multimarcas da PACCAR Parts, lançou o Actioil A550, aditivo desenvolvido para caminhões DAF e de outras marcas, com foco na restauração da eficiência dos sistemas de injeção e na proteção do motor contra os efeitos do diesel de baixa qualidade.
O Actioil A550 atua na otimização do consumo, aumento do índice de cetano e melhoria das partidas, além de formar uma película com ação anticorrosiva, antioxidante e biocida, que protege os componentes internos. A formulação também promove a dispersão da água e a remoção de depósitos, reduzindo riscos de entupimento e danos ao motor. Segundo Gustavo Novicki, diretor de Vendas da PACCAR Parts Brasil, o lançamento amplia o portfólio com uma solução voltada a manter os caminhões em operação. O produto está disponível em embalagens de 0,5 litro, 1 litro e 5 litros.
Cummins Brasil nacionaliza diferencial para os eixos de caminhões rodoviários
A nacionalização de componentes é uma das maiores demandas da indústria de veículos comerciais para obtenção de financiamentos, como o BNDES Finame, o que favorece também a indústria nacional, criação de empregos, previsibilidade da cadeia logística e maior garantia ao mercado de reposição.
Nesse sentido, a Cummins Brasil anuncia a nacionalização do diferencial MD-160, aplicado em eixos estradeiros para caminhões pesados rodoviários de até 80 toneladas de Capacidade Máxima de Tração (CMT).
Acompanhe nossas redes sociais: LinkedIn, Instagram e Facebook
Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast



