quinta-feira, abril 30, 2026

Gestão de riscos vira prioridade máxima para transportadoras em 2026, diz Ana Jarrouge

O início de 2026 marcou uma mudança na forma como as transportadoras encaram a gestão de riscos e a relação com o ambiente regulatório. Para Ana Jarrouge, presidente executiva do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (SETCESP) e diretora da Seção II – Transporte Rodoviário de Cargas da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), o setor vive um ponto de inflexão: a gestão de riscos deixou de ser diferencial competitivo e passou a ser elemento central para a sobrevivência das operações.

Segundo a executiva, a simultaneidade de mudanças regulatórias e econômicas exige das empresas uma postura mais preventiva, apoiada em informação qualificada e em governança interna.

Ela destaca que as entidades patronais têm atuado de forma contínua para antecipar impactos e orientar transportadores sobre possíveis desdobramentos. “Os sindicatos, federações e a confederação atuam informando e conscientizando os empresários de forma incansável. Em toda comunicação, nos eventos e nas reuniões, buscamos antecipar possíveis impactos e trazer mais clareza sobre o cenário”, afirma.

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Essa atuação, segundo Jarrouge, tem permitido que as empresas fortaleçam suas políticas internas de gestão de riscos e aprimorem práticas de governança corporativa — um movimento que, segundo ela, será determinante para enfrentar 2026.

A executiva também reforça que o setor precisa ser ouvido de forma técnica nas discussões regulatórias, especialmente em temas como seguros obrigatórios, piso mínimo do frete e regras de jornada. “Nosso papel é demonstrar aos órgãos reguladores e legisladores os impactos reais das decisões sobre a atividade. O transporte é essencial para a economia, e qualquer aumento relevante de custo impacta toda a cadeia produtiva”, explica.

Para as transportadoras, a proximidade com as entidades representativas tem se consolidado como um fator importante para a coletividade. A participação em debates institucionais reduz riscos de decisões reativas e ampliam a capacidade de planejamento.

Jarrouge avalia que, diante de um ano que tende a permanecer desafiador, a atuação coletiva será indispensável. “Nenhuma empresa resolve esse tipo de desafio sozinha. A organização institucional, o diálogo qualificado com o poder público e a construção conjunta de soluções passam a ser determinantes para manter a competitividade do transporte rodoviário de cargas”, conclui.

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    Roberto Mira
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    Roberto Mira Junior, empresário e conselheiro do Mira Transportes, assumiu a vice‑presidência do SETCESP para o triênio 2025–2027, levando ao cargo sua experiência de mais de 20 anos na empresa e uma trajetória de atuação no sindicato desde 2004, quando ajudou a criar a Comjovem. Ao longo desses anos, ocupou funções como vice‑coordenador, coordenador, diretor e secretário. Ao tomar posse, destacou a responsabilidade de integrar a liderança do maior sindicato patronal da América Latina e reforçou que desafios históricos — como Custo Brasil, carga tributária, infraestrutura deficiente e instabilidade política — exigem união do setor. Para o novo ciclo, afirmou que sua missão será ampliar a representatividade dos profissionais do transporte rodoviário de cargas e fortalecer oportunidades de crescimento.

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