Na China, a Coca-Cola já está testando caminhões movidos a hidrogênio na região de Pequim-Tianjin-Hebei, em um polo nacional de desenvolvimento tecnológico em energia limpa. Os veículos utilizados são do modelo Hypot F49, equipados com células de combustível de 200 kW da Hydrogen Power. Com autonomia de até 600 km, os caminhões consomem cerca de 8,6 kg de hidrogênio por 100 km e operam rotas de mais de 200 km entre Langfang e Tianjin. No Brasil, ela também está avança com a renovação das frotas de seus franqueados com caminhões a gás e elétrico.
Na Ásia, a iniciativa da Coca-Cola soma-se a outras já em operação na região, como os veículos movidos a hidrogênio da JD.com, IKEA e Rongcheng Steel, que juntos já eliminaram mais de 10.000 toneladas de CO₂ em mais de 35 milhões de quilômetros percorridos.
Na Europa, a Coca-Cola também participa de um projeto piloto em parceria com a Toyota e a Air Liquide, testando caminhões de longa distância movidos a hidrogênio verde. O objetivo é demonstrar a viabilidade econômica e técnica da célula de combustível para o transporte pesado e acelerar sua adoção em larga escala.
Coca-Cola Brasil: estratégias de logística sustentável em ação
No Brasil, a empresa adota uma abordagem multitecnológica para promover uma logística mais verde. Dividida entre diferentes franqueadas regionais, as operações vêm se modernizando com a adoção de combustíveis alternativos, veículos elétricos e soluções tecnológicas para otimizar rotas.
Frota Verde
Caminhões elétricos: Em Curitiba, a Coca-Cola FEMSA incorporou 14 caminhões à sua frota de distribuição, contribuindo diretamente para a redução das emissões de gases de efeito estufa em centros urbanos.
Gás Natural Veicular (GNV): A Solar Coca-Cola, que cobre cerca de 70% da distribuição nacional, iniciou operações com seu primeiro caminhão movido 100% a gás natural no Nordeste, avaliando a possibilidade de expansão dessa tecnologia para outras rotas com foco em custo-benefício e menor impacto ambiental. modelo Scania G460 cobre a rota entre Maceió (AL) e Aracaju (SE), alinhando-se à estratégia da empresa de reduzir o impacto ambiental em suas atividades. O novo veículo proporciona uma redução de 35% nas emissões de gases poluentes em comparação com caminhões a diesel.

Segundo Orlando Fiorenzano, diretor de Supply Chain da Solar Coca-Cola, o início de 2025 com essa iniciativa reflete o compromisso da empresa com a agenda ESG. “É um marco para nossa produção no Nordeste, pois inclui um veículo 100% movido a gás natural em nossas operações de transferência de produto acabado, atendendo a malha de Alagoas a Sergipe. Vale destacar que o veículo também proporciona menos ruído e vibração, garantindo mais conforto ao motorista”, afirma em entrevista ao portal Carta Logística.
Empilhadeiras elétricas: Também pela Solar, todas as empilhadeiras usadas nos centros de distribuição do Ceará e Mato Grosso já foram substituídas por modelos elétricos, reforçando a meta de reduzir emissões nas operações internas.
A Solar Coca-Cola adotou uma solução tecnológica para execução e otimização de rotas. Ela conseguiu melhorar desempenho da frota em tempo real e reduzir quilômetros rodados desnecessariamente. A ferramenta já cobre 44 centros de distribuição, 13 fábricas e mais de 1.400 motoristas, ampliando a eficiência no atendimento aos mais de 370 mil pontos de venda da marca no país.
Investimento em Inovação e Sustentabilidade
Em 2025, o Sistema Coca-Cola Brasil anunciou um investimento de R$ 7 bilhões para modernização de infraestrutura, novos equipamentos, atualização de frota e construção de centros de distribuição mais eficientes. Parte desses recursos também será aplicada em projetos socioambientais como acesso à água, reciclagem e combate à fome.
Compromissos de Longo Prazo
A Coca-Cola FEMSA Brasil tem como meta, até 2030, aumentar em 25% a eficiência energética da frota e converter 45% dos veículos para modelos elétricos, consolidando uma das maiores iniciativas de mobilidade sustentável do setor privado no país.
Essas ações reforçam a posição da empresa como uma das líderes na transição energética da cadeia logística e mostram que o compromisso com a sustentabilidade vai além do discurso — já se traduz em resultados tangíveis na estrada.



