sábado, abril 4, 2026

VW Meteor atinge 5 anos de mercado e movimenta R$ 14 bilhões em vendas com o modelo

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A Volkswagen Meteor completa 5 anos como o caminhão topo de linha da marca. Nesse período, ele acumula mais de 16 mil unidades emplacadas no Brasil e em mercados internacionais como Argentina, Costa Rica, Panamá, Paraguai e Uruguai.

Estimativas apontam que, neste período, o Meteor já garantiu um retorno em torno de R$ 14 bilhões em vendas totais — considerando o ticket médio de venda, segundo a Fipe.

A família Meteor é composta pelos modelos 28.480 6×2 e 29.530 6×4. “Os caminhões Meteor representam os maiores veículos já desenvolvidos pela Volkswagen Caminhões e Ônibus. No total, investimos no projeto mais de R$ 1 bilhão na época do lançamento para garantir um produto à altura das demandas do mercado”, comenta Roberto Cortes, presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus.

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O investimento na nova família contemplou, além de pesquisa e desenvolvimento, a construção de uma nova linha de montagem de cabines de pesados, desde a armação até o acabamento. Ela também incorpora o motor MAN D26 13l e transmissão automatizada de 12 velocidades produzida pela ZF, e fornecida para outros fabricantes, como DAF e Iveco.

+ Notícias

Transcopi Transportes — A Volkswagen Caminhões e Ônibus entregou oito unidades do novo VW Constellation 20.480 4×2 à Transcopi Transportes, que utilizará os veículos no transporte de areia com implementos tipo caçamba. O modelo, primeiro da família com configuração 4×2 e motor D26 de 13 litros, oferece 480 cv de potência, 2.400 Nm de torque e CMT de 60 toneladas, ideal para médias e curtas distâncias. Com dois tanques de alumínio de 940 litros e chassi reforçado, o caminhão alia robustez, tecnologia e conforto, destacando-se como solução eficiente e de baixo custo operacional para aplicações severas. A venda reforça a presença da VWCO no segmento de extrapesados e seu compromisso com inovação e produtividade.

Habilitades técnicas — A Ford promove a segunda edição da Competição Nacional de Habilidades Técnicas (CNHT), que avalia os melhores técnicos de sua rede. Em 2025, 167 profissionais participaram da primeira fase on-line, e os 20 melhores avançam para provas práticas até a final, que reunirá os seis mais qualificados. A competição integra o programa de treinamento da marca, que soma 112 cursos e 600 horas de capacitação no Ford Academy, estruturados em três níveis de conhecimento e especialização. O objetivo é aprimorar continuamente diagnósticos e reparos, alinhados às inovações tecnológicas e à satisfação dos clientes.

Hospital de Amor — A Volkswagen do Brasil doou uma unidade da série especial Amarok 70 Anos de Barretos ao Hospital de Amor, referência no tratamento e pesquisa contra o câncer. O veículo será sorteado em uma ação beneficente que busca arrecadar pelo menos R$ 2 milhões para a manutenção da instituição filantrópica. Os números para participar podem ser adquiridos até 28 de novembro de 2025, via aplicativo H APP DO BEM ou em cupons físicos, ao valor de R$ 1.000 cada. O sorteio ocorrerá em 29 de novembro.

 

Santa Brígida renova frota com 20 ônibus elétricos Volvo

A Viação Santa Brígida adquiriu 20 unidades do modelo Volvo BZRLE, chassi elétrico de piso baixo recém-lançado pela marca. “Nosso novo modelo atende cidades que precisam conciliar embarques e desembarques facilitados aos passageiros com a meta de zero emissões“, afirma Paulo Arabian, head de vendas de ônibus da Volvo.

A preferência pela marca sueca é de longa data. Da frota atual de 656 veículos da Santa Brígida, 489 são Volvo, representando 74% do total. “Conhecemos muito bem o pós-venda, a disponibilidade de peças, fatores importantíssimos para nós“, assegura Fernando Marques, diretor da Santa Brígida. A venda dos 20 chassis elétricos foi fechada pela NORS, concessionária que representa a Volvo na região de São Paulo.

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Dados técnicos do chassi

O chassi Volvo BZRLE é equipado com quatro ou cinco baterias de íons-lítio de 90 kWh cada. Com tomada CCS2, recebe carregamento de até 250 kWh. Nessa potência, as baterias podem ser recarregadas em até uma hora.

O novo modelo da família de chassis elétricos Volvo utiliza plataforma dos demais ônibus da marca, com o mesmo quadro de chassi, freios e eixos da versão a diesel.

+ Notícias do setor de ônibus

Para acionistas e investidores — A Marcopolo realizou o “Marcopolo Day”, evento que reforça sua estratégia de crescimento com foco em inovação e mobilidade sustentável. A empresa destacou avanços em tecnologias limpas e apresentou iniciativas voltadas à ampliação de sua presença global, além de fortalecer parcerias estratégicas. A ação reafirma o compromisso da Marcopolo com soluções de transporte mais eficientes e ambientalmente responsáveis.

Biometano — A IVECO BUS entregou 20 ônibus movidos a gás natural à empresa Metropol, marcando o início das primeiras linhas sustentáveis na Área Metropolitana de Buenos Aires. Os veículos, modelo BUS 17-210 G, foram fabricados na Argentina e operarão nas linhas 504 e 507 no município de Escobar, tornando-o o primeiro do país com frota 100% a GNV.

Liderança do biometano — Um estudo técnico apresentado na FIESP revela que o estado de São Paulo tem grande potencial para liderar o uso de biometano como combustível renovável em setores intensivos em diesel, como transporte público, logística e indústria pesada. Com produção estimada em 6,4 milhões de m³ por dia, o biometano pode substituir o diesel fóssil, promovendo descarbonização e ganhos econômicos. O relatório propõe medidas estratégicas como criação de polos regionais de produção, incentivos fiscais e planejamento territorial integrado, visando estruturar uma nova indústria verde, gerar empregos e consolidar São Paulo como referência nacional e latino-americana na transição energética.

Comparativo: Composição Super B-double (Austrália) x Super Rodotrem (Brasil)

O transporte rodoviário de cargas pesadas é um dos pilares da economia tanto da Austrália quanto do Brasil. Nos dois países, onde as distâncias são imensas e o modal rodoviário é a solução para alta capilaridade, surgiram combinações veiculares de altíssima produtividade capazes de movimentar volumes e pesos impressionantes, como Super B-double e o Super Rodotrem.

Na Austrália, o destaque é o Super B-double, que acaba de atingir a marca de 50 000 unidades fabricadas, com capacidade de 77,5 toneladas de PBTC. Já no Brasil, o protagonista é o Super Rodotrem, com 91 toneladas de PBTC, essencial para o agronegócio. Mais do que números, essas duas soluções representam diferentes filosofias de logística pesada, moldadas pela geografia, pela infraestrutura e pelas necessidades econômicas de cada país.

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Conheça as diferenças!

Característica Super B-double (Austrália) Super Rodotrem (Brasil)
Configuração Cavalo mecânico 6×4, 2 semireboques tipo B-double (quad-quad, 2B), totalizando 11 eixos Cavalo mecânico 6×4, dois semirreboque de 3 eixos cada, uma dolly (mini-chassi de 2 eixos), totalizando 11 eixos
PBTC/GCM 77,5 toneladas 91 toneladas
Carga útil >43 toneladas ~55 a 57 toneladas (dependendo da tara)
Dimensões típicas Até 30 m de comprimento; altura 4,3–4,6 m; largura 2,5 m Até 30 m de comprimento; altura máxima 4,4 m; largura 2,6 m
Capacidade volumétrica 42 pallets em Titeliner de plataforma dupla (215 m³) Varia conforme implemento: graneleiro, basculante, tanque ou sider, chegando a 140–150 m³ em graneleiros
Regulamentação Performance Based Standards (PBS) – exige projeto e certificação especial para rodar em rede pré-aprovada Regulamentado pelo Contran/Denatran; exige Autorização Especial de Trânsito (AET) e rodovias homologadas
Tecnologia embarcada EBS, suspensão road-friendly, eixos autoguiados, underrun protection Freios ABS/EBS, rastreamento eletrônico, em alguns casos suspensão pneumática
Aplicações Contêineres, cargas paletizadas, combustíveis, bens de consumo Grãos, minérios, combustíveis, celulose, fertilizantes e carga geral
Cenário logístico Focado em alta produtividade em corredores de exportação (ex.: Porto de Melbourne) Essencial para escoamento agrícola e minério em longas distâncias no Brasil

Movecta anuncia Michael Dieter como novo diretor de Recursos Humanos

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A Movecta, empresa de logística integrada, anunciou Michael Dieter como diretor de Recursos Humanos (CHRO). Formado em Administração pela PUC-SP e com MBA em Gestão de Negócios pela FIA, o executivo tem mais de 20 anos de experiência na área, com passagens por empresas como Danone e Bimbo.

Na Danone, além de liderar o RH, atuou em frentes estratégicas como Inovação, Planejamento Estratégico, Sustentabilidade e Transformação Digital.

Na nova função, Dieter terá como principais desafios fortalecer a cultura organizacional e acelerar projetos alinhados ao plano estratégico Movecta 2030. Ao assumir o cargo, ele destacou: “Chego à Movecta com o propósito de valorizar e desenvolver profissionais, potencializando a nova cultura organizacional e consolidando a empresa como referência no setor de logística”.

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Notícias curtas

Mercedes-Benz VansElke Pusskeiler foi nomeada Chefe de Operações da Mercedes-Benz Vans, assumindo o cargo em 1º de outubro de 2025 no lugar de Francesco Ciancia, que deixa a empresa por decisão própria. Com uma trajetória iniciada em 1991 na antiga Daimler-Benz AG, Elke acumulou vasta experiência em logística, planejamento e produção, tendo liderado áreas estratégicas como gerenciamento da cadeia de suprimentos e infraestrutura sustentável. Sua nomeação é vista como um passo importante para o futuro da nova arquitetura de vans da marca, reforçando a integração global entre engenharia, fabricação e logística.

Frota Educação 1 — O curso “Gestão da Jornada do Motorista de acordo com o STF”, promovido pelo SETCESP, será realizado online em 6 de setembro de 2025, das 8h30 às 14h30, com o objetivo de esclarecer profissionais de RH, jurídico e empresários do transporte rodoviário de cargas sobre as mudanças legais na jornada dos motoristas profissionais. Ministrado por Adauto Bentivegna Filho, o curso abordará temas como jornada flexível, tempo de direção, descanso legal, controle eletrônico, remuneração por produtividade e responsabilidades legais, com investimento a partir de R$ 308 para associados.

Frota Educação 2 — A Dunlop está comemorando o primeiro aniversário da Universidade TBR, iniciativa voltada à capacitação técnica de profissionais do setor de transportes. Em seu primeiro ano, o projeto já formou mais de 1.500 alunos, oferecendo treinamentos gratuitos e conteúdos especializados sobre pneus radiais para caminhões e ônibus.

“Névoa” estreia no Teatro Itália e expõe os impactos do bullying e do cancelamento

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A partir de 2 de setembro, o Teatro Itália, em São Paulo, será palco da nova temporada de Névoa – From White Plains, peça que aborda de forma contundente temas urgentes como bullying, homofobia e cancelamento nas redes sociais. Dirigida por Lavínia Pannunzio, a montagem permanece em cartaz até 8 de outubro, sempre às terças e quartas-feiras, às 20h.

Embora parta de uma narrativa ficcional, a peça encontra eco em dados preocupantes da realidade brasileira: o bullying cresce em média 12% ao ano, enquanto, segundo a Associação Acontece Arte e Política LGBTI+, uma pessoa da comunidade LGBTQIA+ morre de forma violenta a cada 38 horas. O espetáculo conecta esses dados a um drama humano contemporâneo, explorado com intensidade e humor ácido.

O texto é do dramaturgo norte-americano Michael Perlman, com tradução de Jorge Minicelli. A trama acompanha Dennis Sullivan, cineasta que, ao receber o Oscar, transforma o discurso de agradecimento em uma denúncia pública contra um ex-colega de escola, acusado de ter provocado o suicídio de seu melhor amigo após episódios de bullying homofóbico. A revelação desencadeia uma avalanche de reações e coloca em evidência as feridas do passado, o peso da responsabilidade e o impacto do cancelamento digital.

Elenco

O elenco da nova temporada reúne Felipe Hintze (Verdades Secretas, Família é Tudo), Fernando Billi (Gênesis – Record), Felipe Ramos e Fernando Vitor. Hintze destaca que a entrada de novos atores trouxe frescor à encenação:

“Os temas que abordamos – bullying LGBT e o impacto do cancelamento – são mais urgentes do que nunca, especialmente na era das redes sociais. Essa nova fase da peça tem uma energia especial”, afirma o ator, que também assina os figurinos.

Com produção de Maurício Inafre, a montagem aposta em uma atmosfera imersiva, equilibrando drama e momentos de humor desconcertante, capazes de gerar tanto risos nervosos quanto reflexões profundas. “Mais do que um drama sobre acusações, Névoa investiga como palavras e ações, muitas vezes esquecidas, podem ressurgir com intensidade no presente”, resume a diretora Lavínia Pannunzio.

A peça, que já conquistou público e crítica em temporadas anteriores em São Paulo e no Rio de Janeiro, reforça seu papel no debate cultural contemporâneo ao trazer para a cena teatral discussões atuais e necessárias sobre identidade, memória e justiça social.

Serviço

Névoa – From White Plains
De 2 de setembro a 8 de outubro
Terças e quartas-feiras, às 20h
Teatro Itália – Av. Ipiranga, 344 – Edifício Itália – Subsolo – República, São Paulo
Gênero: Comédia dramática
Duração: 80 minutos
Classificação: 12 anos
Ingressos: R$ 80,00 | R$ 40,00 (meia)
Vendas online: Sympla

Caminhoneiros recebem cuidados especiais em projeto itinerante da VAMOS

A Caravana “Vamos até Você”, promovida pela VAMOS, empresa do Grupo SIMPAR, está em Betim (MG) até 6 de setembro, oferecendo serviços de saúde, bem-estar e acolhimento aos caminhoneiros. A unidade móvel montada no Posto Barra Sete, na BR-381, disponibiliza corte de cabelo, massagem antiestresse e distribuição de brindes, além de uma loja itinerante e exposição de caminhões e utilitários seminovos. O objetivo é valorizar e cuidar de profissionais que enfrentam uma rotina intensa nas estradas, muitas vezes deixando de lado a própria saúde.

O projeto, iniciado em Uberlândia em agosto, percorrerá 20 cidades brasileiras até maio de 2026, permanecendo dez dias em cada parada. As ações são realizadas em pontos das rotas de transporte, transformando-se em espaços de encontro e reconhecimento do papel essencial dos caminhoneiros na logística e no desenvolvimento do país.

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Além do caráter social, a Caravana também abre espaço para negócios com a VAMOS Seminovos. A empresa apresenta soluções em compra e venda de veículos e equipamentos, com modalidades para autônomos e grandes frotas. Entre os diferenciais estão crédito facilitado, documentação rápida e veículos à pronta-entrega, a maioria com único dono anterior.

Depois de Betim, a Caravana seguirá para Ribeirão Preto, Campinas e Guarulhos, todas em São Paulo, entre setembro e outubro.

Mais notícias curtas

Crescimento do transporte — O transporte brasileiro registrou crescimento em todos os modais no primeiro semestre de 2025, segundo o Panorama Transportes da Infra S.A. O destaque foi o aumento de 7% no rodoviário de combustíveis, que movimentou 42,5 milhões de m³, enquanto os grãos somaram 49,1 milhões de toneladas (+0,8%). Nos portos, o volume superou 483 milhões de toneladas (+0,8%), puxado por minérios e escórias, e o aéreo ultrapassou 700 milhões de quilos (+1,5%). As ferrovias tiveram alta tímida de 0,1%, com 252,7 milhões de toneladas. Também houve avanço no transporte de passageiros, com crescimentos de 16,25% nos voos internacionais, 8,62% nos domésticos e 10,27% no rodoviário interestadual.

Máquinas de construção — A John Deere mais que dobrou sua rede de pontos de venda de construção no Brasil, expandindo de 46 para mais de 100 unidades e tornando-se a maior distribuidora do setor no país. A empresa passa a contar com nove parceiros, como AgroBaggio, Iguaçu Máquinas, Nissey Máquinas e RZK Equipamentos, garantindo presença em regiões-chave como Centro-Oeste, Norte e parte do Nordeste. Com centros de soluções conectadas e unidades fabris em Indaiatuba (SP), a John Deere Construção atua nos  segmentos de construção, pavimentação e mineração.

Três décadas A JOST Brasil, fruto da parceria entre a Randoncorp e a alemã JOST Werke SE, celebra 30 anos de atuação no fornecimento de sistemas de acoplamento para o transporte rodoviário de cargas no Brasil. Fundada em 1995 em Caxias do Sul (RS), a empresa expandiu para Campinas (SP) e hoje conta com mais de 400 colaboradores, fornecendo tecnologia de ponta para montadoras globais.

NTC&Logística mobiliza setor para pesquisa global sobre escassez de motoristas

A Frota News sempre divulgou a pesquisa global da IRU (União Internacional dos Transportes Rodoviários) sobre a escassez de motoristas. Na América do Sul, o levantamento era realizado apenas na Argentina, e a publicação sempre sugeriu que ele fosse estendido ao Brasil. A partir de agora, isso será possível: a NTC&Logística, representante oficial da IRU no país, está apoiando a realização da Driver Shortage Survey 2025, convidando empresas e profissionais do transporte rodoviário de cargas a participarem ativamente e contribuírem para um retrato mais preciso da realidade brasileira.

Uma iniciativa internacional com impacto local

Desde 2019, a IRU realiza anualmente essa pesquisa em parceria com entidades nacionais e empresas do setor. O levantamento busca compreender o tamanho do déficit de motoristas profissionais, identificar suas causas e propor soluções viáveis para um problema que ameaça a eficiência e a sustentabilidade do transporte rodoviário de cargas em todo o mundo.

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A edição de 2024 trouxe alertas importantes: entre eles, a queda de 5,8% na proporção de motoristas jovens, reforçando a necessidade urgente de renovar a força de trabalho e de adotar políticas mais efetivas de atração e retenção de novos profissionais.

Por que a participação do Brasil é estratégica

No Brasil, a realidade não difere do cenário global. Jornadas extensas, custos de habilitação, condições de trabalho desafiadoras e a baixa entrada de jovens na profissão aumentam a pressão sobre as transportadoras. Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, a participação brasileira na pesquisa é fundamental:

“A escassez de motoristas é uma realidade também no Brasil e precisa ser superada com dados, planejamento e ação. Ao participar da pesquisa da IRU, estamos contribuindo para um diagnóstico global, mas também para termos um retrato mais claro da situação no nosso país. A NTC&Logística seguirá comprometida em promover iniciativas que fortaleçam o setor e valorizem o profissional do volante”.

A expectativa da IRU é que o relatório final traga análises específicas por país, desde que haja número suficiente de respostas nacionais. Por isso, a NTC&Logística reforça o convite para que empresários, transportadoras e entidades incentivem motoristas e equipes a participarem ativamente da pesquisa.

Benefícios para os participantes

A edição de 2025 da pesquisa já está disponível e pode ser respondida até 30 de setembro de 2025. Os participantes terão acesso antecipado a dados estratégicos, análises de tendências e insights sobre o comportamento e preferências dos motoristas, incluindo a escolha entre rotas de longa ou curta distância, além de informações sobre retenção e expectativas da categoria.

Caminhos para soluções sustentáveis

A escassez de motoristas não é apenas uma questão operacional: ela impacta diretamente a competitividade do setor e a sustentabilidade econômica do transporte de cargas. A Driver Shortage Survey 2025 busca oferecer dados que permitam estratégias mais eficientes de gestão de profissionais, políticas públicas mais eficazes e ações que valorizem o trabalho do motorista, garantindo que o transporte rodoviário continue seguro, eficiente e competitivo.

Link para responder a respquisa em portguês: Annual Driver Shortage survey 2025

Scania anuncia corte de 750 cargos na Suécia em reestruturação que será global

A Scania anunciou na segunda-feira (1º) uma ampla reestruturação em sua organização global, começando pela Suécia. O plano prevê o corte de 750 cargos administrativos, dos quais aproximadamente 400 em Recursos Humanos, Pessoas e Cultura, e outros 350 em unidades comerciais, como Vendas, Marketing e Operações Comerciais. A medida não afetará funcionários da linha de produção.

Segundo a fabricante em comunicado para a imprensa, a decisão foi motivada pela necessidade de tornar a empresa mais ágil e competitiva diante de transformações tecnológicas, regionais e de mercado. “Nosso mundo está mudando rapidamente. Para permanecermos fortes no futuro, precisamos nos adaptar, desenvolver nossas formas de trabalhar e rever como estamos organizados. Esta é uma decisão difícil, mas necessária”, afirmou Christian Levin, presidente e CEO da Scania.

A empresa emprega cerca de 18 mil pessoas na Suécia — o que significa que aproximadamente 4% da força de trabalho local será atingida. Globalmente, a Scania conta com 60 mil colaboradores. As negociações com os sindicatos já estão em andamento e devem definir detalhes do processo de desligamento.

Jeanna Tällberg, vice-presidente executiva e diretora de Pessoas e Cultura da Scania, destacou que a prioridade é conduzir a transição com respeito. “Nosso objetivo e responsabilidade é realizar esta transformação de forma respeitosa e eficaz para todos os colaboradores, ao mesmo tempo que construímos uma organização mais bem preparada para o futuro”, declarou.

Contexto econômico e organizacional

Embora a empresa reforce que a decisão reflete uma reestruturação interna, o movimento ocorre após um segundo trimestre desafiador, marcado por queda de 10% nas vendas e retração significativa na margem operacional. A leitura entre analistas é de que a montadora busca não apenas ajustes estratégicos, mas também respostas a uma conjuntura de mercado mais difícil.

Possíveis desdobramentos

Os cortes anunciados abrangem apenas a Suécia neste momento, mas a Scania já admite que o processo pode se estender a outros países. “Começamos por aqui, mas não podemos descartar medidas semelhantes em outros mercados”, disse Tällberg em entrevistas à imprensa sueca.

Entre os riscos da decisão estão um possível clima de insegurança entre equipes não diretamente afetadas e a reação de sindicatos, que podem pressionar por alternativas aos cortes. Por outro lado, especialistas apontam que a reorganização pode reduzir sobreposição de funções, acelerar decisões e preparar a empresa para novos investimentos, sobretudo em soluções de transporte sustentável — área em que a Scania tem se posicionado como líder.

Olhar para o futuro

A Scania reforça que as mudanças fazem parte de um plano mais amplo de adaptação às novas demandas da indústria, incluindo eletrificação, digitalização e regionalização das cadeias produtivas. A forma como a empresa conduzirá o processo — equilibrando eficiência com sensibilidade social — será determinante para preservar sua imagem em um momento de transição estratégica.

Toyota Hiace estreia no Brasil com DNA Hilux e mira protagonismo em vans

A Toyota entra em um segmento importante: o de vans de porte médio e 16 lugares (15+1). A Frota News esteve presente em seu lançamento, em Campinas (SP), conversou com os executivos e teve as primeiras impressões no Autódromo Capuava. Com o lançamento da Hiace, a montadora japonesa traz ao país um produto com histórico mundial de mais de meio século, apostando na robustez mecânica da picape Hilux e custo operacional baixo que mira diretamente aliviar o bolso do transportador. Em breve, serão realizados os lançamentos das versões furgão, furgão refrigerado e ambulância.

Segundo Evandro Maggio, presidente da Toyota do Brasil, a Hiace chega ao Brasil integrada ao plano de expansão da marca na América Latina que hoje já responde por mais de 500 mil veículos vendidos por ano e cerca de 12% de participação de mercado. A Hiace é produzida na fábrica da Argentina.

Mecânica da picape Hilux

Se há um trunfo no lançamento da Hiace, é o motor. A van herda o 2.8 turbodiesel 1GD da Hilux e do SW4, com 174 cv de potência e 449,2 Nm de torque já a partir de 1.600 rpm. O câmbio é automático de seis marchas, tração traseira e calibração feita para suportar operações intensas, seja no transporte de passageiros urbanos, seja em fretamentos rodoviário de curta e média distância.

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A suspensão foi adaptada para uso intenso, com McPherson na dianteira e feixe de molas na traseira. O raio de giro é de apenas 6,9 m, e a altura total de 2,28 m facilita acesso a garagens e prédios residenciais, algo raro entre rivais.

A escolha não é aleatória: a Hilux é uma referência em confiabilidade no Brasil. Colocar esse conjunto em uma van é a forma que a Toyota encontrou de reduzir a resistência natural dos frotistas a novos players no segmento.

Hiace
A distribuição interna dos assentos

A primeira versão oferecida por aqui é a Hiace Minibus AT DX, configurada para 15+1 lugares, com bancos individuais reclináveis, cintos de três pontos em todos os assentos e ar-condicionado com saídas dedicadas para o salão de passageiros.

A lista de itens de série impressiona: multimídia de 9 polegadas, portas USB distribuídas, câmera de ré, sensores dianteiros e traseiros, três airbags (frontais e de joelho), além de controles de estabilidade, tração e partida em rampa. A altura de 2,28 m é outro diferencial: permite acesso a garagens comuns, onde rivais mais altos não entram.

Durante o lançamento, Rogério Sasaki, gerente de Planejamento de Produto e Preço da Toyota do Brasil, acrescentou mais informações sobre o modelo. “O capô em formato semi-bonnet amplia o espaço interno e reduz vibrações e ruídos para motorista e passageiros. Pensamos a ergonomia em cada detalhe: painel inclinado para aumentar a visibilidade, central multimídia de 9 polegadas em posição elevada e console rebatível que se transforma em apoio de mesa para quem usa o veículo no dia a dia.”

Segundo Sasaki, todos os 16 assentos foram distribuídos para melhorar a circulação, com bancos reclináveis, revestimentos claros que transmitem sensação de amplitude e saídas de ar individuais no teto. A última fileira, rebatível, permite também o transporte ocasional de cargas.

Estamos falando de uma ferramenta de trabalho que precisa ser eficiente e versátil. O motor 2.8 turbodiesel aliado ao câmbio automático da Hilux entrega força, economia e confiabilidade. A Hiace foi submetida a dezenas de milhares de quilômetros de testes para assegurar que não vai deixar o transportador na mão”, completou

Embora a estreia seja com a configuração de passageiros, a Toyota já confirmou que ainda em 2025 a Hiace terá versão furgão (H2L2) com cabine para três pessoas e 9,3 m³ de capacidade volumétrica, além de transformações para ambulância e frigorífico/isotérmico. O objetivo é disputar espaço também no transporte de cargas leves e no setor de serviços públicos e privados.

Hiace
O portfólio programado para a Hiace no Brasil

Preço e custo total de propriedade

A Hiace Minibus chega ao mercado por R$ 364.990, posicionando-se na mesma faixa de concorrentes diretos como Mercedes-Benz Sprinter, Fiat Ducato, Renault Master e Ford Transit.

O diferencial da Toyota está no pós-venda. O programa Toyota 10 garante até 10 anos de cobertura (ou 200 mil km) e as três primeiras revisões são gratuitas. Da 4ª à 6ª, o custo é fixo em R$ 1.199 cada. Assim, até 60 mil km, o gasto total com manutenção programada não passa de R$ 3.597, algo inédito no segmento.

Além disso, a Hiace pode ser adquirida por meio de financiamento pelo Banco Toyota sem entrada e três meses de carência, consórcio com prazos de até 120 meses e até locação pela KINTO, empresa do grupo. A estratégia é clara: flexibilizar a entrada do transportador, seja pequeno frotista ou grande empresa.

Mercado e concorrência

O mercado brasileiro de vans soma cerca de 37 mil unidades/ano e deve chegar a 42 mil unidades/ano até 2030, com demanda crescente no transporte executivo, escolar, turismo, serviços de saúde e cargas leves que cresce acompanhando o crescimento do e-commerce.

Com a Hiace, a Toyota busca atrair clientes que hoje rodam com Sprinter, Ducato e Master, prometendo melhor custo-benefício do segmento, atrelado à confiabilidade da marca e ao ecossistema de serviços que vai do financiamento ao pós-venda em mais de 330 concessionárias da marca.

 

Conheça os jogos de ilusões das administradoras de consórcios 

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As administradoras de consórcios mentem muito. Muito mesmo. Essa é uma realidade que a Frota News já vinha investigando. E, nesta semana, o empresário e digital influencer Leonardo Busin, CEO da Bozin Transportes, decidiu escancarar publicamente algumas dessas mentiras. A fala dele ecoa críticas recorrentes do mercado e reforça um ponto central: o sistema de consórcios no Brasil, apesar de ser legal e regulamentado, é cercado de estratégias de venda enganosas. 

Neste artigo, além de contextualizar as declarações de Bosin, vamos trazer dados oficiais, informações de regulação e relatos de clientes para demonstrar como essas práticas afetam diretamente milhares de consumidores. 

Minha experiência negativa com a Embracon

Eu mesmo fui cliente da Embracon. Passei por uma situação em que fui induzido ao erro, mas recorri ao Banco Central do Brasil, órgão que regula e fiscaliza as administradoras de consórcios. Foi o Banco Central que obrigou a empresa a cumprir a lei em menos de oito horas. Ou seja, não é um problema isolado de uma administradora: trata-se de um sistema que opera na fronteira do que é legal e do que é ético. Eu já tinha quitado uma carta de consórcio da Embracon, mas ela criou burocracias ilegais para pagar à Peugeot do Brasil, segundo o Banco Central.  

As três grandes mentiras dos consórcios

“Não tem burocracia” 

A promessa é de adesão rápida e contemplação simples, mas só na hora de comprar a carta de crédito. Mas, na prática, o cliente enfrenta processos de análise de crédito rígidos, exigência de garantias e até recusa de utilização do crédito, o que prolonga prazos e gera frustração. Nenhuma admistradora de consórcio conta isso para o comprador inocente da cota.  

“Não tem juros” 

Tecnicamente, é verdade que não há cobrança de juros como em um financiamento bancário. Mas existe a taxa de administração (pseudônimo para juros), que funciona como a remuneração da empresa, podendo chegar a valores próximos aos de um financiamento tradicional. Além disso, há fundos de reserva e outras tarifas que encarecem o custo final. 

“O consórcio é uma poupança” 

Essa é a mentira mais perversa e mais perigosa. Diferente da poupança ou de um investimento, o consórcio não garante liquidez. O cliente pode demorar anos para ser contemplado e, se desistir no meio do caminho, enfrenta dificuldades para recuperar o que pagou — e quase sempre perde parte considerável do dinheiro. 

O impacto para o consumidor e para o setor de transportes 

No caso de empresas de transporte e logística, as promessas quebradas de consórcio geram planejamento financeiro distorcido, imobilização de capital e perda de oportunidades de renovação de frota. Para o pequeno empresário ou autônomo, o efeito é ainda mais grave: o consórcio vendido como “solução simples” pode virar uma armadilha de longo prazo. 

E as viagens? 

Administradoras de consórcio, como Scania e Iveco, sorteiam ou oferecem viagens para os clientes, como se existisse almoço grátis e o que cliente não percebe é que o custo da viagem está embutido na cota do consórcio.  

O que os clientes precisam saber

  • O Banco Central é o órgão regulador. Reclamações devem ser feitas lá, e não apenas no Procon. 
  • Para registrar uma reclamação no Banco Central, o cliente pode utilizar diversos canais de comunicação para garantir que sua solicitação seja analisada de forma adequada. Entre as opções disponíveis estão o portal do Banco Central, onde é possível registrar reclamações e obter informações sobre serviços e produtos, o canal “Fale Conosco”, que também recebe reclamações e sugestões, e o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor), específico para reclamações sobre produtos e serviços financeiros.
  • Uma dica: o Banco Central é extremamente rigoroso com essas instituições financeiras, com penalizações severas para elas.
  • Caso a reclamação não seja resolvida pelos canais habituais (sempre é resolvida), a Ouvidoria pode ser acionada como um canal independente. Além disso, o telefone 145 está disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, para registro de reclamações.
  • O consórcio pode ser uma alternativa válida em alguns casos, mas nunca deve ser confundido com investimento ou “poupança programada”. 

Conclusão

As declarações de Leonardo Bosin expõem uma realidade que milhares de clientes já viveram na prática: o discurso das administradoras de consórcios está cheio de armadilhas. E a única forma de reduzir os danos é informação clara, regulação mais  

Minha sugestão: as administradoras de consórcios passem a ser mais transparentes.