sexta-feira, abril 10, 2026

Scania amplia presença da rede na Região Norte do País menos tendo a menor frota do País

Mesmo com a terceira menor frota de cavalos mecânicos do Brasil — 1.725 unidades registradas — e 7.302 caminhões rígidos, segundo dados do Ministério dos Transportes, Roraima recebe investimentos da rede de concessionárias Scania do Brasil. A fabricante sueca, em parceria com o Grupo WLM, inaugurou recentemente uma nova filial da Supermac em Boa Vista (RR), ampliando a rede de serviços da marca no Norte do País. Isso, considerando todos os registros do Renavam até julho de 2025 e de todas as marcas.

Expansão da rede Scania no Norte. Em outubro de 2024, o Grupo WLM incorporou a Supermac Máquinas e Caminhões da Amazônia, responsável até então pela operação da Scania na região. O grupo, que atua no agro e como distribuidor Scania desde 1955 com matriz Rio de Janeiro, desde então, vem promovendo uma expansão de infraestrutura e atendimento.

A filial de Boa Vista passou por uma transformação: deixou de ser apenas um posto de serviços e ganhou a estrutura completa de uma Casa Scania. O espaço foi ampliado de 2 mil para 11 mil metros quadrados, oferecendo mais capacidade de atendimento.

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Norte
Yam Diamantino, gerente Casa Scania WLM Supermac, de Boa Vista (RR)

Segundo Yam Diamantino, gerente da nova unidade, a expansão reflete a estratégia de consolidar a presença da marca no Norte: “Acreditamos na força da região e estamos prontos para crescer com nossos clientes, oferecendo soluções de transporte com qualidade e confiabilidade”, afirma.

No Tota, a Scania possui 237 pontos de atendimento no país, entre matrizes de concessionárias, filiais, serviços dedicados na estrutura do cliente, lojas de peças, postos de serviços e atendimento remoto para operações confinadas.

Frota de caminhões na Região Norte

A frota de caminhões na Região Norte do Brasil representa uma pequena parcela do total nacional. Segundo dados do Ministério dos Transportes sobre os registros do Renavam até julho de 2025, entre os 3,2 milhões de caminhões rígidos e quase 1 milhão de cavalos mecânicos registrados no país, a região contabiliza 183,8 mil caminhões rígidos (5,7% do total) e 47,3 mil tratores (4,8% do total).

Conforme a Fenabrave, entidade que representa as concessionárias, o Norte emplacou 6,5% dos licenciamentos de caminhões até agosto de 2025. Vale ressaltar que os dados do Renavam indicam os números de veículos emplacados em cada CEP e não a frota em atividade em uma região. Por exemplo, a filial de uma transportadora em Boa Vista pode ter parte da sua frota emplacada no endereço da matriz.

Distribuição entre os estados

O Pará concentra a maior frota da região, com 77,2 mil caminhões e 16,5 mil cavalos mecânicos, respondendo por quase metade do total nortista. Amazonas (24,2 mil caminhões e 5,8 mil caminhões cavalos mecânicos) e Rondônia (34,1 mil caminhões e 10 mil cavalos mecânicos) aparecem em seguida.

Já estados como Amapá (5,2 mil caminhões e apenas 778 cavalos mecânicos) e Acre (8,4 mil caminhões e 1,6 mil cavalos mecânicos) apresentam estruturas reduzidas, reflexo tanto da menor base econômica quanto das dificuldades de acesso terrestre.

Roraima, que recentemente recebeu novos investimentos da Scania, conta com 7,3 mil caminhões rígidos e 1,7 mil cavalos mecânicos, o que representa apenas 0,2% da frota brasileira, mas se mostra estratégico devido ao crescimento do agronegócio, da mineração e da fronteira comercial com a Venezuela e Guiana.

Perfil da frota nortista

  • Caminhões rígidos predominam: no Norte, há aproximadamente 3,8 caminhões para cada cavalo mecânico, proporção superior à média nacional (3,3). Isso indica maior utilização de veículos menores, mais adequados a percursos curtos e condições de estrada muitas vezes precárias.
  • Baixa densidade da frota: com 7,3 milhões de veículos totais em circulação (incluindo leves e pesados), a região concentra apenas 5,8% da frota nacional, reforçando a dependência de modais alternativos como hidroviário e, em menor escala, ferroviário.
  • Mercado concentrado: Pará, Amazonas e Rondônia respondem juntos por quase 70% de todos os caminhões e tratores registrados na região.

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Tendências e oportunidades

Apesar do tamanho relativamente pequeno, o mercado de caminhões na Região Norte tem particularidades que atraem fabricantes e concessionárias, tanto que os emplacamentos atuais de 6,5% são superiores ao percentual da frota atual de 5,8%.

  • Agronegócio em expansão: áreas de grãos no Pará, Tocantins e Rondônia demandam veículos de maior capacidade.
  • Mineração e energia: especialmente no Pará e em Roraima, o transporte de insumos e equipamentos pesados exige cavalos mecânicos robustos.
  • Infraestrutura logística em evolução: melhorias em rodovias federais, como BR-163 e BR-319, podem aumentar a circulação de caminhões de grande porte nos próximos anos.
  • Serviços especializados: devido às condições severas de operação, cresce a importância de manutenção, assistência técnica e soluções personalizadas para frotistas.

Conheça o super rodotrem de 24 eixos e 181,5 toneladas de PBTC

A Duraquip é um dos maiores fabricantes de implementos rodoviários da Austrália e, agora, ela avalia o primeiro ano de operação do seu novo rodotrem Super quad Duraquip HaulFORCE, equipado com eixos e suspensão SAF-Holland, na frota da Darwin Logistics.

Em apenas um ano de existência, a frota da Darwin Logistics já transportou 22 mil toneladas de ilmenita, minério usado na produção de pigmentos, metais e cerâmicas. O super quad já acumula mais de 250 mil quilômetros rodados em pouco tempo de operação.

Antes da aquisição, o transporte era realizado com veículos terceirizados, incluindo caminhões basculantes triplos e quádruplos. Três meses após iniciar suas atividades, a empresa decidiu investir em uma solução própria para ampliar eficiência e carga útil.

Carga recorde e ganhos de produtividade

O super quad é formado por quatro semirreboques basculantes laterais acoplados a um Kenworth T909 6×4. A configuração garante uma carga útil de 128 toneladas, contra as 100 toneladas transportadas pelos quads convencionais da empresa.

Segundo o diretor administrativo Jake Eggleton, o impacto foi imediato: “Aumentamos nossa eficiência em 30%. Mantemos os mesmos custos de combustível e salários, mas transportamos muito mais carga.”

Com PBTC (Peso Bruto Total Combinado) de 181,5 toneladas, a composição alcança 53,4 metros de comprimento – dentro do limite máximo permitido no Território do Norte da Austrália, da mesma forma que ocorre com os hexatrens Volvo FMX 540 da Suzano no Brasil. A densidade do minério (2,5 t/m³) também favorece o uso de reboques mais curtos sem comprometer a capacidade de peso.

Suspensão e freios

Um dos diferenciais do super quad está no conjunto SAF-Holland Modul de suspensões a ar e eixos de freio a disco ZI9. Ao todo, são 94 rodas, sendo 84 distribuídas em grupos de três eixos nos implementos e 10 rodas no cavalo mecânico.

Além da dirigibilidade, os freios a disco se destacam pela eficiência em paradas rápidas e pelo menor desgaste. Em viagens vazias, a combinação opera com 11 eixos levantados e 10 no solo, reduzindo manutenção e prolongando a vida útil dos componentes.

“Os freios puxam a combinação muito rapidamente. Para manutenção e desgaste consistente, é difícil superá-los”, acrescenta o gerente de operações Matt Costello.

Custos controlados e manutenção mínima

A robustez dos eixos e suspensões SAF-Holland tem resultado em economia para a empresa. Até o momento, os componentes exigiram apenas inspeções de rotina, sem falhas ou necessidade de reparos significativos. “Isso significa menos paradas e menor custo operacional. É crucial em uma operação tão exigente”, destaca Costello.

Diante dos resultados, a Darwin Logistics já planeja ampliar sua frota com novos super quads, consolidando sua posição no transporte de cargas pesadas no norte australiano.

Fonte: Trailer Magazine

Como funciona e que estágio está a pesagem em movimento

O combate ao excesso de peso em veículos de carga sempre foi um dos grandes desafios da logística e da infraestrutura rodoviária no Brasil. Tradicionalmente, a fiscalização se basea em Postos de Pesagem Veicular (PPVs) estáticos, onde os caminhões precisavam entrar em uma fila para a checagem, um processo lento, com custos operacionais e baixa eficiência. No entanto, a aprovação de uma nova tecnologia, o HS-WIM (High Speed Weigh in Motion), pode mudar este cenário.

O HS-WIM não é apenas uma balança, mas um sistema integrado de fiscalização que permite a aferição do peso de veículos em movimento e em velocidade cruzeiro, eliminando a necessidade de paradas ou desvios. Ele atua como uma ferramenta de gestão e controle que, pela primeira vez no Brasil, foi homologada para fiscalização direta, elevando a segurança e a produtividade do setor.

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A EcoRodovias concluiu dois anos de operação do HS-WIM. Desde 2023, a tecnologia está em uso na Ecovias Cerrado, concessionária que administra 437 km das BRs 364 e 365, em Minas Gerais e Goiás. Ao longo desse período, o equipamento fiscalizou mais de 480 mil veículos, identificando cerca de 10% deles com sobrecarga. Alguns com até 30 toneladas acima do limite legal.

Enquanto no modelo tradicional apenas 1.139 veículos foram pesados, o sistema em movimento alcançou 3.328 no mesmo período. Ademais, mesmo com apenas seis pórticos em operação, frente a 38 postos físicos nas rodovias concedidas, o HS-WIM respondeu por quase um terço das autuações por excesso de peso no país entre dezembro de 2024 e julho de 2025.

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Como a tecnologia fnciona na prática

O sistema HS-WIM é uma arquitetura inteligente que se integra à própria rodovia. Seu funcionamento pode ser compreendido em três etapas principais:

1. Sensores e Câmeras: O coração do sistema são os sensores de pesagem instalados sob o pavimento da rodovia. Ao passar sobre eles, o veículo exerce uma força que é convertida em dados de peso por eixo e peso bruto total. Conectadas a pórticos sobre a via, câmeras com tecnologia de Reconhecimento Óptico de Caracteres (OCR) capturam a placa do veículo e outros dados como tipo e dimensão.

2. Processamento de Dados em Tempo Real: As informações de peso e identificação do veículo são enviadas para um sistema central de processamento. Em questão de segundos, algoritmos avançados analisam se o peso está dentro do limite legal, considerando fatores como a velocidade do veículo, as características de sua suspensão e até mesmo a condição do pavimento.

3. Ação Imediata: Se o peso do veículo estiver acima do limite, um Painel de Mensagens Variáveis (PMV) posicionado adiante na rodovia informa o motorista sobre o excesso de carga e o orienta a se dirigir a um ponto de fiscalização de precisão para a autuação. Caminhões com peso regular continuam a viagem sem qualquer interrupção.

Essa dinâmica permite uma fiscalização contínua e abrangente, 24 horas por dia, 7 dias por semana, de 100% da frota que passa pelo trecho.

O caminho para a validação do HS-WIM no Brasil foi pavimentado por uma iniciativa da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em parceria com a concessionária EcoRodovias. O projeto-piloto, o primeiro do tipo no País, ocorreu nas rodovias BR-364 e BR-365, administradas pela Ecovias do Cerrado.

A culminação desse esforço foi a aprovação pelo Inmetro, que certificou o HS-WIM com o nível de exatidão Classe 1A, o mais alto para a categoria. Com essa homologação, a tecnologia passa a ter a mesma validade jurídica das balanças estáticas. Essa conquista posiciona o Brasil na vanguarda da fiscalização de sobrecarga, ao lado de poucos países europeus.

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Benefícios para o profissional de transporte

A adoção do HS-WIM traz vantagens para transportadoras, motoristas e toda a cadeia logística:

Agilidade e produtividade: Ao permitir a pesagem sem parar, o sistema elimina as longas filas e os gargalos nos PPVs, otimizando o tempo de viagem e aumentando a produtividade da frota.

Redução de custos operacionais: A fluidez do tráfego resulta em menos frenagens e retomadas, o que se traduz em uma redução do consumo de combustível e, consequentemente, das emissões de CO₂. O projeto-piloto da Ecovias do Cerrado registrou uma redução de 21,1% nas emissões por veículo.

Segurança e manutenção: Ao combater efetivamente o excesso de peso, o HS-WIM contribui para a durabilidade da malha rodoviária. Veículos com sobrecarga são uma das principais causas de deterioração do asfalto, e sua fiscalização rigorosa ajuda a preservar a infraestrutura, prevenindo acidentes e garantindo mais segurança.

Competição Justa: A fiscalização abrangente e contínua ajuda a coibir a concorrência desleal, criando um ambiente mais justo para as empresas de transporte que cumprem as normas.

Integração e otimização: A tecnologia pode ser integrada com bancos de dados oficiais, permitindo a fiscalização remota e eletrônica de outros documentos e auxiliando no combate à evasão fiscal e ao roubo de cargas.

O futuro do setor

O sucesso do HS-WIM já abriu caminho para sua adoção em outros pontos da malha rodoviária. A CCR RioSP, por exemplo, utiliza o sistema na Via Dutra (BR-116) para fazer a pré-seleção dos veículos, direcionando para a balança apenas aqueles com suspeita de sobrecarga. O DNIT também estuda a instalação de Postos Integrados Automatizados de Fiscalização (PIAFs), onde o HS-WIM será o componente central para fiscalizar o fluxo de veículos.

Caminhões 11 toneladas: Mercedes-Benz Accelo 1117 x VW Delivery 11.180 x Iveco Tector 11-190

O segmento de caminhões com PBT em torno de 11 toneladas é relativamente recente no mercado brasileiro, mas rapidamente se consolidou como um dos mais competitivos e estratégicos para as montadoras. Para se ter uma ideia, o VW Delivery 11.180 não é só o caminhão mais vendido da Volkswagen, mas também o mais vendido considerando todos os segmentos: 4.365 unidades no acumulado de 2025, seguido dos competidores Mercedes-Benz Accelo 1117 (963 unidades e quinto mais vendido da marca) e Iveco Tector 11-190 (532 unidades e o segundo mais vendido da marca). Mas não foram essas fabricantes que criaram esta categoria há pouco mais de uma década. 

A origem remete a 2013, quando a Ford Caminhões apresentou o Cargo 1119, modelo que combinava a agilidade típica de um caminhão leve urbano com a capacidade de carga de um médio. O resultado foi imediato: sucesso de vendas e a abertura de um novo nicho para operações de distribuição e serviços urbanos mais exigentes.

Poucos anos depois, em 2017, a Volkswagen Caminhões e Ônibus ampliou sua linha Delivery com o lançamento do 11.180, posicionado exatamente para disputar clientes do Cargo 1119. A aposta deu muito certo: o modelo se tornou o mais vendido da montadora de Resende e até hoje lidera a preferência dos frotistas da logística urbana.

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Em 2019, foi a vez da Iveco apostar no segmento com o Tector 11-190. Embora não tenha atingido os volumes de vendas do concorrente da Volkswagen, o modelo figura entre os mais comercializados da marca italiana, consolidando sua presença nesse mercado.

Mais recentemente, durante a Fenatran 2024, a Mercedes-Benz oficializou sua entrada nessa disputa com o lançamento do Accelo 1117 BlueTec 6, ampliando a família Accelo e conquistando a vice-liderança de médios em apenas um ano.

A batalha dos 11 toneladas

Neste artigo, analisamos em detalhes as fichas técnicas e características de uso dos três modelos. Cada modelo traz o PBT similar e características distinta: a Mercedes aposta na capacidade de carga, a Volkswagen na modernidade do projeto e a Iveco em um equilíbrio entre robustez e versatilidade.

caminhões de 11 toneladas
A variante 4×4 ajuda a aumentar as vendas do VW Delivery 11.180
Tabela comparativa
Característica Accelo 1117 (4×2) Delivery 11.180 Tector 11-190 (4×2)
Motor MB OM 924 LA – 4,8 L – 4 cil. Cummins ISF 3.8 – 3,8 L – 4 cil. FPT NEF 4 – 4,5 L – 4 cil.
Potência 163 cv @ 2.200 rpm 175 cv @ 2.500 rpm 190 cv @ 2.200-2.500 rpm
Torque 610 Nm (62,2 kgfm) @ 1.200-1.600 rpm 600 Nm (61,2 kgfm) @ 1.100-1.800 rpm 700 Nm (71,4 kgfm) @ 1.200 rpm
Transmissão Eaton ESO 6206 (manual) ou MB G 90-6 AMT Eaton ESO 6106A (manual) ou automatizada EAO 6106A Eaton ESO 6206B (manual)
Tração 4×2 4×2 e 4×4 integral com reduzida 4×2
Velocidade Máx. 120 km/h 110 km/h 115 km/h
Capacidade de rampa (PBT) até 39% até 76% (com reduzida) 38%
Entre-eixos 3.100 / 3.900 / 4.600 mm 4.000 mm 3.886 / 4.441 mm
Comprimento total 6.135 a 7.965 mm 6.535 mm 7.066 / 7.625 mm
Ângulo de entrada / saída 23° / 11° 30° / 39° 20° / 18°
PBT legal 10.700 kg 10.800 kg 10.600 kg
PBTC / CMT 14.000 kg  13.200 kg 13.000 kg
Carga útil máxima até 7.260 kg até 6.895 kg até 7.077 kg
Suspensão Molas parabólicas + amortecedores Parabólicas (dianteira) / trapezoidais (traseira) Parabólicas com amortecedores telescópicos (frente) / parabólicas de duplo estágio (traseira)
Freios Tambor (opção disco), ABS, ASR, ESC, EBD, ESS, Top Brake Tambor, ABS, EBD, ATC, HSA, ESC, freio motor borboleta Tambor, ABS, EBD, ESC, ESS, Hill Holder, freio motor borboleta
Tanques Diesel / Arla até 2 x 150 L / até 25 L 150 L (+80 opcional) / 23 L (16 opcional) 190 L (+90 opcional) / 22 L
Pneus 235/75 R17.5 235/75 R17.5 (uso misto no caso do modelo 4×4) 235/75 R17.5
Peso em ordem de marcha ~3.440 a 3.656 kg 3.905 kg 3.523 a 3.673 kg

 

Análise comparativa

Cabines

Mercedes-Benz Accelo 1117 — Foi lançada em 2003 em substituição ao histórico “Mercedinho”. Uma segunda geração foi lançada em 2015 com visual inspirada nas famílias maiores e também a versão estendida. Em 2024, a Mercedes-Benz fez uma atualização visual e outras melhorias. A nova frente ficou mais clean e com menor número de peças. O conjunto ótico frontal em LED aumentou a vida útil em até 30% maior. O ângulo de entrada do veículo ficou maior. A Mercedes-Benz não informa no site e nem na ficha técnica quais são os equipamentos de série e opcionais, o que deve ser consultado em um aconcessionário.

caminhões de 11 toneladas
O Accelo é o única a oferecer as opções de cabine curta e estendida

VW Delivery 11.180 — Ela é a mais nova do mercado brasileiro entre os modelos deste segmento e com características bastante modernas para um caminhão leve. Lançada em 2017, ela é oferecida apenas na versão curta e muito bem-equipada. A versão de série é a  com o pacote Prime, o que inclui ar-condcionado, trio-elétrico, rádio com bluetooth, banco do motorista com suspensão pneumática, bancos com revestimentos premium, DRL integrado aos faróis, luzes de posição, lanternas traseiras em LED, com suporte de celular e novas entradas USB e USB-C. Ainda há, como opcional, o novo pacote Highline que traz painel de instrumentos 100% digital com tela de 10 polegadas e mais 80 funcionalidades, e central multimídia de 7 polegadas.

caminhões de 11 toneladas
VW Delivery com pacote Prime à esquerda e a versão com Highline que se diferença pelo novo painel digital e o multimídia

Iveco Tector 11-190 — Os pontos mais fortes da cabine da Iveco são o espaço interno e a maior visibilidade. Por ser derivada do Iveco EuroCargo e desenvolvida para caminhões médios e semipesados, ela foi uma solução que a montadora teve para substituir a frágil cabine Vertis no segmento de leves. Da mesma forma que a Mercedes-Benz, as informações sobre equipamentos de série e opcionais devem ser obtidos em uma concessionárias.

caminhões de 11 toneladas
O Iveco Tector tem o interior mais simples, porém, mais espaçoso e com maior área envidraçada
Motores e transmissões

Mercedes-Benz Accelo 1117 — A montadora utiliza o motor OM-924 LA de fabricação própria e também utilizado em outros modelos da marca, como Accelo 917 e 1417, além de outros modelos da linha Atego, porém com potência maior, e também alguns chassis de ônibus, como o OF 1617.

E um ponto a favor a opção da caixa automatizada Mercedes-Benz G90 PowerShift 3, de terceira geração, que possui seis marchas. A tecnologia ajuda os frotistas a melhorar a qualidade de trabalho dos motoristas, melhorando a entrada de novos profissionais na profissão e, principalmente, melhorar o TCO (total custo de propriedade do caminhão). Ela melhora o desempenho do veículo e contribui para a redução no consumo de combustível, além da segurança da operação, pois o uso do câmbio manual e da embreagem manual estressam e esgotam os condutores em uma longa jornada de trabalho. Outra vantagem dele é a sexta marcha overdrive, portanto, com a relação 0,73:1, o que permite o giro menor em velocidade cruzeiro e redução do consumo de diesel.

VW Delivery 11.180 — Este é equipado com motor Cummins ISF 3.8, mais compacto e mais leve. Embora o motor seja da Cummins, a sua aplicação no Brasil está fortemente associada à Volkswagen e utilizado em outros modelos da marca, ele também faz parte do portfólio da Foton, nos modelos Foton Aumark S 916 e 1217.

Assim como a Mercedes-Benz, a VW também oferece a opção do câmbio automatizado fabricado pela Eaton. Trata-se do modelo Eaton EAO 6106A de seis velocidades desenvolvido no Brasil para as nossas características de topografia e temperaturas. Esta caixa também tem a sexta marcha overdrive, mas com a relação um pouco mais curta, de 0,78:1.

Iveco Tector 11-190 — Este é o mais potente do trio, com 190 cv e 700 Nm de torque. Ele não é fabricado pela Iveco, mas é como se fosse, pois é produzido pela FPT Industrial, empresa do mesmo Iveco Group, inclusive, fornecedora do motor do VW Delivery Express, o F1C 3.0. No caso do Tector, o motor é o FPT NEF 4. Este propulsor, além de ser aplicado em modelos da Iveco e geradores de energia, também é utilizado em máquinas agrícolas e de construção da Case e New Holland.

Em termos de transmissão, a Iveco conta apenas com a opção da transmissão manual de 6 velocidades, bastante similar às dos concorrentes. A solução para a Iveco seria utilizar a mesma caixa do VW Delivery, já que a Eaton é uma fabricante independente e já fornece caixa automatizada para outros modelos da marca.

Capacidades, pesos e entre-eixos

Em termos de PBT, a diferença entre três opções é muito pequena e, o que realmente fará diferença para a capacidade de carga útil, é a marca que tiver o menor peso em ordem de marcha nas mesmas medidas de entre-eixos. Nesse quesito, o VW Delivery leva vantagens entre os seus concorrentes quando comparamos chassis com medidas similares entre 3.880 mm e 4.000 mm:

  • VW Delivery 11.180: 4.000 mm e peso em ordem de marcha de 3.350 kg.
  • Mercedes-Benz Accelo 1117: 3.900 mm e 3.579 kg na versão cabine simples e 3.589 na versão cabine estendida. Vale destacar que o Accelo conta com a menor opção de entre-eixos (3.100 mm), indicada para cargas com alta concentração de peso ou para equipamentos de serviços mais pesados.
  • Iveco Tector 11-190: 3.880 mm e 3.523 kg. No caso do Tector, por ser um modelo derivado de caminhões semipesados, vale acrescentar que ele não conta com entre-eixos mais curtos.

Segurança auxiliar

Os caminhões atuais contam com um conjunto avançado de tecnologias, como ABS (Sistema Antitravamento dos Freios), EBD (Distribuição Eletrônica da Força de Frenagem), ESC (Controle Eletrônico de Estabilidade), assistente de partida em rampa, entre outros.

No entanto, vale lembrar que, por muito tempo, a presença desses sistemas era um diferencial das montadoras. A boa notícia é que virou padrão após os últimos lançamentos da geração Euro 6. Em também foi para atender a Resolução 799 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), pois o Controle de Estabilidade (ESC) passou a ser um item obrigatório para todos os novos projetos e modelos de caminhões, ônibus e vans lançados no país. Mas há diferenciais no sistema de freio motor.

Mercedes-Benz Accelo 1117 com Top Brake

O sistema Top Brake do Accelo 1117 é um freio-motor de alta potência, que atua diretamente nos cilindros do motor. Ele não se limita a restringir a saída dos gases de escape, mas sim cria uma contrapressão nos cilindros, aumentando a força de frenagem do motor.

  • Tecnologia: É um freio-motor de cabeçote. Ele utiliza um mecanismo que, através de um balancim, aciona a válvula de escape do motor em um momento específico do ciclo, mantendo-a aberta. Isso faz com que a pressão dos gases de escape seja liberada no cilindro, criando uma força contrária ao movimento dos pistões.
  • Diferencial: Sua principal vantagem é a alta eficiência em descidas longas e íngremes. A força de frenagem adicional ajuda a manter a velocidade controlada sem a necessidade de usar o freio de serviço (rodas) constantemente, prolongando a vida útil dos componentes do freio e aumentando a segurança.
Iveco Tector 11-190 e VW Delivery 11.180 com freio-motor borboleta

Eles utilizam um freio-motor do tipo borboleta no escapamento. Este sistema é mais simples em comparação com o Top Brake e atua de maneira diferente.

  • Tecnologia: Uma válvula tipo borboleta é instalada no coletor de escapamento do motor. Quando acionada, ela se fecha, impedindo a saída dos gases de escape. A contrapressão gerada dentro do coletor e dos cilindros do motor cria um efeito de frenagem, ajudando a segurar o veículo. O acionamento é eletrônico e pode ter dois estágios, permitindo ao motorista variar a intensidade da frenagem.
  • Diferencial: Sua principal vantagem é a simplicidade e a confiabilidade. Além disso, a sua calibração está alinhada com a cabine COE (Cab Over Engine), que facilita a manutenção do motor e outros componentes localizados sob a cabine.

Mercado e preço

O embate no segmento de 11 toneladas está longe de acabar. Com a Volkswagen liderando as vendas com o Delivery 11.180, a Mercedes-Benz e a Iveco se firmam como fortes competidoras, cada uma com seus pontos fortes.

A escolha final dependerá das prioridades do frotista e questões mercadológicas, como preço, taxas de juros e o atendimento do concessionário na região do cliente. Segundo a FIPE, esses modelos têm o seguintes preços médios:

  • Mercedes-Benz Accelo 1117: R$ 411.035
  • Volkswagen Delivery 11.180 4×2:  R$ 426.344
  • Volkswagen Delivery 11.180 4×4: R$ 638.655
  • Iveco Tector 11-190: R$ 395.370

: modernidade e tecnologia da VW, a versatilidade e força do Tector, ou a tradição e robustez do novo Accelo. A disputa, que começou com a Ford, consolidou um dos nichos mais estratégicos do mercado, e os próximos anos prometem uma corrida ainda mais acirrada por um pedaço desse mercado lucrativo.

 

RFID na logística: como funciona e por que melhora a rastreabilidade

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A identificação por radiofrequência (RFID) está ganhando espaço nas cadeias de suprimentos como ferramenta para conectar o mundo físico ao digital. A tecnologia permite criar uma identidade única para cada item, oferecendo rastreamento contínuo desde a origem até o consumidor final. Essa integração gera maior visibilidade, precisão no controle de estoques e contribui para operações mais sustentáveis.

Segundo Thiago Cergol, gerente de desenvolvimento de novos negócios da Avery Dennison, o RFID é um recurso essencial para empresas que atuam no e-commerce, no varejo omnichannel e em operações logísticas internacionais. “Ao associar etiquetas RFID a produtos, é possível conectar o físico ao digital e apoiar decisões baseadas em dados confiáveis”, explica.

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Contribuição para a sustentabilidade

Um dos principais ganhos é a automação de processos antes executados manualmente. A leitura simultânea de itens reduz falhas humanas e acelera atividades como inventário e expedição. O resultado é maior precisão no preparo de pedidos e menor necessidade de retrabalho.

A tecnologia também auxilia no planejamento da demanda. Com informações em tempo real sobre o nível de estoque, empresas podem evitar rupturas e direcionar melhor o abastecimento. Em operações de transporte, o RFID ajuda a identificar desvios de rota e inconsistências, aumentando a confiabilidade das entregas.

Além da eficiência operacional, o RFID pode reduzir desperdícios em setores que lidam com produtos perecíveis, como alimentos, bebidas e medicamentos. O monitoramento contínuo do ciclo de vida de cada item evita perdas desnecessárias e descarte prematuro.

Cergol lembra que o Brasil descarta anualmente cerca de 46 milhões de toneladas de alimentos e afirma que a tecnologia pode apoiar práticas mais responsáveis ao longo da cadeia. A rastreabilidade também ajuda empresas a cumprir normas regulatórias e ambientais, reduzindo impactos financeiros e ambientais.

Apoio às estratégias omnichannel

O RFID tem papel relevante em modelos de integração entre lojas físicas e canais digitais. Ele viabiliza práticas como envio a partir da loja mais próxima, retirada em pontos físicos e compras em sistemas de autoatendimento.

Essas soluções ampliam a rastreabilidade dos produtos e dão mais previsibilidade ao consumidor. Segundo Cergol, a tecnologia contribui para que o item certo esteja disponível no momento e no local adequados, garantindo maior transparência em toda a jornada.

Iveco Group vai investir R$ 93 milhões em novo centro logístico em Minas Gerais

Para atender o crescimento das marcas do Iveco Group na América Latina, a empresa anunciou novo Centro de Distribuição de Peças na cidade de Pouso Alegre (MG). A empresa irá investir R$93 milhões em uma estrutura que ocupará um espaço de 20 mil m2. “Temos crescido de maneira consistente no Brasil e sabemos que podemos avançar ainda mais. Renovamos nossa linha de produtos e temos investido muito em nossa capacidade de atender o cliente com excelência. O novo Centro Logístico é pilar fundamental e permitirá ganhos operacionais expressivos“, afirma Marcio Querichelli, presidente da IVECO para a América Latina, que em 2025 completa 5 anos à frente da marca na região.

Localizada no sul de Minas Gerais, Pouso Alegre, assim como Extrema, está em crescimento – com destaque para os setores automotivo, logístico e tecnológico – e oferece vantagens estratégicas, com acesso rápido a polos industriais do sudeste do Brasil.

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Mais notícias curtas

GPTW Paraná — A Volvo foi novamente reconhecida como uma das Melhores Empresas para Trabalhar no Paraná, liderando o setor automotivo no ranking 2025 do Instituto Great Place to Work (GPTW). A avaliação, realizada com mais de 5 mil colaboradores entre maio e junho, destacou o alto engajamento e confiança dos funcionários, além de aspectos como desenvolvimento, liderança e benefícios. O sentimento de orgulho e pertencimento à empresa foi um dos pontos mais citados, reforçando a reputação da Volvo como referência em clima organizacional. Com esse resultado, a marca se qualifica para o ranking nacional, previsto para outubro.

Volvo
Equipe Volvo recebe o prêmio em Curitiba

Coleta de lixo mais segura — Ribeirão das Neves e Machado, em Minas Gerais, estão modernizando a coleta de lixo com 29 caminhões equipados com câmeras inteligentes que monitoram o comportamento dos motoristas e registram todo o trajeto, aumentando a segurança e eficiência do serviço. A iniciativa, liderada pela Sinarco via Consórcio Neves Mais Limpa, já mostrou resultados práticos, como a prevenção de um prejuízo de R$ 20 mil em apenas uma semana. Além de otimizar rotas e reduzir descartes irregulares, a tecnologia será integrada a um aplicativo que permitirá aos moradores acompanhar a coleta em tempo real e receber orientações sobre descarte correto. A expectativa é que toda a frota esteja equipada até o fim do ano, tornando a coleta mais transparente e conectada.

Valvoline — A Usiblend, unidade industrial do grupo Usiquímica, assumiu integralmente a produção nacional da Valvoline no Brasil, consolidando a planta de Diadema (SP) como centro estratégico da marca no país. Com um portfólio de cerca de 130 produtos, dos quais 87% já são fabricados localmente, a operação passa a ser totalmente nacionalizada, ampliando a flexibilidade, o controle de qualidade e a capacidade de resposta às demandas do mercado. A mudança também prepara o terreno para a expansão da linha Valvoline, incluindo novos segmentos como lubrificantes industriais e graxas.
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Sua logística tem futuro? A luta contra a escassez de mão de obra e a revolução tecnológica

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A mão de obra na intralogística não quer mais as tarefas 3K (sujas, perigosas e pesadas). A escassez de profissionais qualificados impulsiona a automação e a tecnologia, que oferecem soluções inovadoras para otimizar processos e reduzir custos. Descubra como a evolução tecnológica está transformando a logística no artigo de Reinaldo A. Moura, engenheiro industrial com mais de 60 anos de experiência, fundador do Grupo IMAM (1979) e atual conselheiro.

Os embates na intralogística com a mão de obra e a evolução tecnológica

Por Reinaldo A. Moura*

Os efeitos da escassez ainda de mão de obra qualificada na intralogística são perturbadores. Os novos trabalhadores de movimentação e armazenagem de materiais não desejam hoje se sujeitar as tarefas 3K (que, em japonês, significam: sujas, perigosas e pesadas).  Os operários mais experientes também não querem continuar praticando as tarefas de carga/descarga de caminhões, carregar caixas para o estoque e abri-las para executar o picking fracionado de acordo com os pedidos, e embalar e conferir as remessas a serem expedidas e assim sucessivamente.

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Em síntese, as tarefas de intralogística, tornaram-se um forte potencial a automação. Assim, observa-se a tecnologia evoluir e solucionar estas questões e outras similares. Neste momento há diversos meios e ferramentas que já estão sendo aplicadas em indústrias e centros de distribuição e que serão apresentados ao mercado principalmente por meio das feiras de negócios em logística, além de outras ações pontuais.

Apesar de muita inovação, nada foi descoberto ou criado sem uma base de conhecimentos que evoluiu nas últimas décadas. A intralogistica é a nova forma de ver o clássico material handling (manuseio) dos norte-americanos, enquanto manutention evoluiu para o loger (abastecer em francês), e vale destacar ainda o sistema Toyota de Produção que, nos anos 1990, motivou o pensamento Lean.

Partindo do todo, na Cadeia de Suprimentos ou Supply Chain, vemos uma integração cada vez maior dos sistemas de planejamento e gestão (ERP, TMS, WMS, WCS, MES e outros) proporcionando uma visibilidade de ponta a ponta, com o emprego de sensores, IoT, RFID, etiquetas inteligentes e dispositivos conectados para monitorar em tempo real inúmeras variáveis como temperatura, inventário, ocupação, entre outras.

Há uma comunicação ultrarrápida e estável dos robôs por meio de tecnologias de conectividade, sistemas de apoio à decisão avançados, com apoio da IA para otimização de recursos e processos.

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Surgiram também os veículos autônomos e drones para vencer os desafios da logística e que fazem interface com a intralogística. Os sistemas logísticos (inbound e outbound), gestão de fretes, devoluções, logística reversa/circular também contribuem para agilização e avanços no processo.

A lista de novidades na logística é animadora com a automação de processos de compras, programação, transporte, armazenagem, e programação de entregas/docas. Em nossos dias, há grande presença de armazéns automáticos com transelevadores, shuttles, empilhadeiras autônomas, conveyors sorters inteligentes e paletes, e unitizadores que evoluem a cada edição de nossos treinamentos ou seminários nesta área tão complexa, mas fascinante.

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Já estão ficando frequentes robôs (manipuladores), com visão computacional e machine learning, que evoluem também para a forma humanoide. E há mais novidades ainda, como a IA analytics, gêmeos digitais e dashboards inteligentes que são aplicados cada vez mais em um ambiente de segurança cibernética e operacional para uma gestão robusta da operação.

Os adventos abrangem também a sustentabilidade e eficiência energética, racionalização de embalagens e fluxos para reduzir a emissão de C0₂. Estes tópicos são apenas uma amostra do estado da arte da intralogística pelo mundo e que também se apresenta no Brasil. Não se pode, portanto, lutar contra os avanços tecnológicos e operacionais, pois ninguém jamais venceu essa batalha. O caminho certeiro é a tecnologia.

*Reinaldo A. Moura é engenheiro industrial com mais de 60 anos de experiência, é fundador do Grupo IMAM (1979) e atual conselheiro. Pioneiro na introdução de conceitos como Intralogística, Kanban, 5S e Lean no Brasil, atuou em mais de 100 empresas com treinamento e assessoria. Diretor técnico das Missões de Estudo da IMAM ao Exterior, é também publisher da Revista LOGÍSTICA desde 1980, atual conselheiro da INTRA-LOG Expo & Fórum. Possui formação pela FEI e mestrado pela Poli-USP, além de ter lecionado em instituições como FEI, Mackenzie e Mauá. Autor de diversos livros.

 

Mercedes-Benz avança 10,7% em vendas enquanto mercado tem queda de 6,7%

A Mercedes-Benz, segunda colocada no mercado brasileiro de caminhões, segue de perto a líder Volkswagen Caminhões com 17.712 unidades emplacadas, o que representa 23,9% de participação de mercado. Os números são divulgados pela Anfavea (associação dos fabricantes) e são acumulados de janeiro a agosto deste ano, com um crescimento de 10,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Um dos poucos resultados positivos da indústria de caminhões, considerando que o mercado como todo registra queda de 6,7%. 

 A reportagem da Frota News mergulha nos números da Anfavea e da Fenabrave para entender o desempenho da marca, destacando a posição de seus modelos em cada segmento e a dinâmica peculiar do ranking.  

O ranking interno da Mercedes-Benz mostra a liderança do Accelo 1017 (1º lugar na marca e no segmento de leves), com 2.607 unidades emplacadas. Esse modelo, junto com o Accelo 817 (6º) e o Accelo 917 (8º), garante à marca a liderança no segmento de leves, com 3.566 unidades no total. 

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Volvo e VW dominam ranking Top 10 caminhões mais vendidos

Volkswagen Caminhões: Os números que a colocam no topo do mercado brasileiro

Nos segmentos de peso médio e semipesado, a marca também se destaca: 
  • Semipesados: O Atego 1719 e o Atego 2429 ocupam, respectivamente, a 2ª e a 5ª posições, contribuindo para a vice-liderança da Mercedes-Benz nesse segmento, com 6.161 caminhões vendidos. 
  • Médios: O Accelo 1117 é o 2º mais vendido da categoria, ajudando a Mercedes-Benz a conquistar o 2º lugar no segmento, com 1.809 veículos. 

Apesar do bom desempenho geral, a Mercedes-Benz não aparece no ranking de pesados da Fenabrave. A razão para isso está na forma como a entidade segmenta os modelos. Enquanto a Volvo, por exemplo, agrupa todas as configurações do FH 540, a família Actros da Mercedes-Benz tem seus números fragmentados, como 2045 LS, 2548 LS e outros, o que dilui seus números. 

No entanto, quando analisados os dados da Anfavea, que contabiliza a família de forma mais abrangente, a Mercedes-Benz se revela a terceira em vendas de pesados, com 6.176 unidades. 

Outras questões esclarecidas no relatório incluem: 
  • Modelos Euro 5 ainda no ranking: Veículos como o Accelo 817, 1017 e 1317 aparecem porque ainda estão em estoque ou aguardando a instalação de carrocerias para o licenciamento final. 
  • Vendas diluídas: A razão pela qual apenas nove modelos aparecem no ranking, apesar do grande portfólio da marca, é justamente a vasta gama de produtos. As vendas se espalham por uma variedade de modelos de nicho que não atingem volumes suficientes para entrar no ranking principal, como a linha Axor e Arocs. 

O artigo também explica a ausência da Mercedes-Benz no segmento de semileves. Desde 2020, a família de utilitários Sprinter (que inclui modelos de semileves) passou a ser responsabilidade da Mercedes-Benz Cars & Vans, operando de forma independente da Mercedes-Benz Trucks (caminhões e ônibus). 

Confira o ranking dos 9 caminhões Mercedes-Benz mais vendidos: 
Modelo MB  Posição dentro da marca  Segmento  Posição dentro do segmento  Unidades emplacadas (participação dentro do segmento) 
Accelo 1017    Leves    2.607 (42,7%) 
Atego 1719    Semipesados    2.067 (08,7%) 
Atego 2429    Semipesados    1.892 (07,9%)  
Atego 3030    Semipesados    1.032 (04,3%) 
Accelo 1117    Médios    963 (12,3%) 
Accelo 817    Leves    737 (12,1%) 
Accelo 1317    Médios    257 (03,3%) 
Accelo 917    Leves    195 (03,2%) 
Accelo 1417    Médios    107 (01,4%) 

 

Buzin compra 20 Mercedes-Benz Actros e meta é chegar a 100 unidades

A Buzin Transportes, com sede em Porto Alegre e uma das frotas mais novas do País, realizou a aquisição de 20 novos caminhões Mercedes-Benz Actros e carretas rodotrem, em um investimento total de R$ 25 milhões. Todos os caminhões são do modelo Actros 2653 6×4, na versão Evolution, que trazem uma série de tecnologias de segurança, motor Euro 6 e câmbio automatizado.

O motor é o Mercedes-Benz OM 471 LA de 530 cavalos de potência, com torque de 2.600 Nm, versão mais potente da marca oferecido no Brasil. Ele também conta com sistema de freio-motor de 580 cv de potência de frenagem.

Entre as tecnologias de segurança, os caminhões contam com itens como assistente ativo de frenagem, assistente de ponto cego, assistente de fadiga, sensor de faixa de rolagem, assistente ativo de proximidade, auxílio de partida em rampa, controle eletrônico de estabilidade, piloto automático adaptativo com limitador de velocidade, sensor de chuva e iluminação, alarme de ré com luzes intermitentes, farol para auxílio em manobras e farol alto inteligente, entre outros.

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A Buzin Transportes tem diversificado a sua frota com as marcas DAF, Iveco, Scania e, agora começa esta parceria com a Mercedes-Benz, iniciada em agosto e com previsão de ampliação para os próximos meses.

Segundo a empresa, a diversificação da frota, é pautada em análises detalhadas e testes para saber como cada modelo se comporta em relação aos custos, desempenho e retorno sobre investimento.

Buzin Transportes
Evento de entrega dos caminhões para a Buzin Transportes

Na Buzin a gente acredita em estar sempre um passo à frente. Esse investimento de R$ 25 milhões em caminhões e rodotrens da Mercedes mostra que não estamos apenas comprando equipamentos, estamos investindo no futuro da empresa, dos nossos motoristas e do transporte no Brasil. Quando o mercado retomar com força, estaremos prontos para acelerar com capacidade total e motivação no máximo. E já adianto: o próximo pedido com a Mercedes será de pelo menos 100 unidades”, destacou Leonado Busin, CEO da empresa, que recebeu os caminhões em evento realizado na semana passada.

Pinturas temáticas

Assim como acontece com toda a frota da empresa, todos os novos caminhões serão personalizados com temas inspirados em personagens e ícones culturais. Graças a essa inovação na frota, a empresa coleciona milhares de fãs nas estradas e redes sociais, além de alguns “haters”, o que é normal.

Para aumentar o interesse do público nas redes sociais, a empresa usa esse espaço virtual para que as pessoas escolham os temas que os caminhões vão receber. A frota atual da empresa ostenta motivos de times de futebol, datas especiais e personagens da Cultura Pop, por exemplo. O mesmo irá ocorrer com os novos modelos Mercedes-Benz.

Planejamento

Durante o evento de entrega dos caminhões, realizado pela concessionária Savar Mercedes-Benz de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, Leonardo Busin destacou que as próximas aquisições da marca da estrela poderão chegar às cem unidades.

Tudo isso só é possível com muito planejamento e estudos, mas a Buzin Transportes mostra que é uma empresa que realiza investimentos que garantam excelente desempenho.

Vagas para motoristas

Com a aquisição dos novos caminhões, a empresa também ampliou a contratação de motoristas carreteiros. Os motoristas contratados irão atuar com a nova frota Mercedes-Benz, em rotas para todo o Brasil.

Os motoristas que tenham Carteira Nacional de Habilitação categoria E e experiência com carretas rodotrem podem entrar em contato com a empresa pelo Whatsapp (51) 99472-3561.

Sobre a Buzin Transportes

A Buzin Transportes foi fundada em 1967, e oferece serviços de transporte em diversos segmentos, como siderúrgico, metal mecânico, polímeros, alimentício, químico, máquinas e tratores agrícolas, dentre outros. A empresa, sediada no Rio Grande do Sul, tem filiais em Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Alagoas. Atualmente, a idade média da frota da empresa é inferior a três anos.

 

Caminhões que “pensam”: Volvo aposta em IA para reduzir custos e aumentar segurança

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A Volvo Trucks alcançou a marca de um milhão de caminhões conectados em circulação global. Equipados com sistemas de software, esses caminhões se beneficiam de uma ampla gama de serviços digitais que visam aumentar a eficiência, reduzir o consumo de energia e garantir maior segurança nas operações. Segundo Jan Hjelmgren, vice-presidente sênior da empresa, os serviços conectados contribuem diretamente para a produtividade das transportadoras.

Os serviços oferecidos pela Volvo se dividem em duas frentes principais: Tempo de atividade e Produtividade. A primeira utiliza conectividade sem fio para monitorar componentes, prever falhas e realizar atualizações remotas de software, reduzindo paradas não planejadas. Já os serviços de produtividade incluem ferramentas de gestão de frota, planejamento e soluções para motoristas, com foco em economia de combustível e segurança. Além disso, os dados gerados pelos caminhões conectados alimentam processos de inovação, permitindo à Volvo acelerar o desenvolvimento de novos produtos e tornar o transporte mais sustentável e eficiente.

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Mais notícias curtas

Frota Educação — A Abiclor abriu inscrições para o Encontro Anual de Distribuição e Transporte Seguro da Indústria de Cloro-Álcalis, que ocorrerá em 8 de outubro de 2025, em São Paulo. O evento reunirá especialistas para discutir segurança no transporte de produtos químicos, estratégias econômicas e desafios logísticos na América Latina. Destaques incluem palestras de George Eisenhauer (Argus Media), Carlos Alberto Lopes (ChemVision), e o coronel Silvio Monteiro Junior (FAB), além de debates sobre regulação e boas práticas. A iniciativa também celebra o Prêmio José Tardivo e destaca a redução de 78% nos acidentes com transporte de cloro gás liquefeito entre 2010 e 2025.

Favela Gala — A Ford reforçou sua atuação social ao ampliar a parceria com a ONG Gerando Falcões, patrocinando o Favela Gala 2025 — evento beneficente que arrecada fundos para projetos em favelas e periferias. Após doar um Mustang customizado em 2024, a montadora entregou este ano uma van Transit ao programa ASMARA, que promove geração de renda para mulheres em situação de vulnerabilidade na Grande São Paulo. A iniciativa integra as comemorações dos 60 anos da Transit e reafirma o compromisso da Ford com o desenvolvimento das comunidades onde atua, fortalecendo ações de impacto social e economia circular que já beneficiaram mais de 3 mil mulheres.

Exportação — Sem depender dos Estados Unidos, a Volkswagen do Brasil registrou um crescimento de 50% nas exportações entre janeiro e agosto de 2025, totalizando 83.696 unidades embarcadas — com destaque para agosto, o melhor mês desde 2018, com 15.999 veículos exportados. A Argentina lidera como principal destino, com alta de 99%, seguida por avanços significativos no México, Colômbia e Chile.