Rivais históricas na Suécia, fabricantes chegam ao último trimestre separadas por apenas sete unidades no mercado sueco dominado pelas duas marcas
A rivalidade entre Scania e Volvo, tão presente nas estradas brasileiras, ganha contornos ainda mais dramáticos na Suécia, país onde as duas fabricantes nasceram. Enquanto no Brasil a Volvo abriu vantagem de 4.692 caminhões sobre a Scania nos primeiros nove meses do ano, no mercado sueco apenas sete unidades separam as concorrentes. Segundo dados da Mobility Sweden, a Scania lidera com 1.697 emplacamentos e 45,2% de participação, seguida pela Volvo, com 1.690 unidades e 45%, em uma das disputas mais equilibradas do setor de veículos pesados no país.
Com três meses restantes para o fim do ano, as duas marcas dividem praticamente todo o mercado sueco de caminhões pesados. Juntas, acumulam 90,2% dos emplacamentos registrados entre janeiro e setembro.
A liderança atual pertence à Scania, mas a vantagem é mínima. O resultado representa uma reviravolta em relação ao ano anterior, quando a fabricante liderava com maior folga, alcançando 1.923 caminhões e participação de 52,5%. A Volvo, por sua vez, reduziu a diferença de forma significativa ao saltar de 1.376 unidades e 37,5% de participação para os atuais 1.690 veículos e 45% do mercado.
Virada da Scania acontece na reta final
A recuperação da liderança ocorreu após um desempenho mais forte da Scania em setembro. No último mês apurado, a fabricante registrou 261 caminhões pesados, contra 242 da Volvo. O resultado coincidiu com a introdução dos caminhões mais pesados da marca no mercado sueco.
O mercado como um todo também apresentou crescimento. Em setembro foram registrados 582 novos caminhões pesados, volume superior às 477 unidades contabilizadas no mesmo mês de 2025. No acumulado dos nove meses, os emplacamentos chegaram a 3.757 unidades, avanço de 3% sobre o ano anterior.
Para o observador brasileiro, a disputa chama a atenção pelo contraste entre a acirrada rivalidade e o domínio absoluto exercido pelas duas fabricantes em seu país de origem. Enquanto em muitos mercados europeus a concorrência é mais pulverizada, na Suécia a batalha pelo topo praticamente se resume ao duelo entre as duas marcas nacionais.
Caminhões elétricos ganham espaço
Além da disputa pela liderança, os números revelam mudanças na composição da frota sueca. Os caminhões elétricos continuam ampliando sua participação e alcançaram 387 emplacamentos entre janeiro e setembro, o equivalente a 10,3% do mercado. No mesmo período do ano anterior, haviam sido registrados 260 veículos, com participação de 7,1%.
Os modelos movidos a gás também mantêm presença relevante, com 447 unidades e participação de 11,9%. Somados, caminhões elétricos e a gás representam mais de 22% dos emplacamentos de pesados na Suécia.
O diesel segue predominante, mas perdeu participação. Foram registrados 2.924 caminhões movidos pelo combustível, representando 77,8% do mercado, contra 80,6% observados no mesmo período de 2025.
Importadas observam a disputa de longe
Enquanto Scania e Volvo protagonizam o principal duelo do mercado sueco, as marcas importadas disputam uma fatia inferior a 10% dos emplacamentos. A Mercedes-Benz permanece como a principal fabricante estrangeira, com 220 unidades e 5,9% de participação.
A DAF aparece na sequência com 101 caminhões registrados e 2,7% de fatia de mercado. A MAN acumulou 40 unidades e participação de 1,1%. BYD e Ford registraram uma unidade cada durante o período analisado.
Se a disputa brasileira entre Scania e Volvo já desperta paixões nas estradas, os números mostram que, na terra natal das duas fabricantes, o clássico está ainda mais equilibrado. Com apenas sete caminhões de diferença e um trimestre inteiro pela frente, a definição do campeão de vendas na Suécia permanece em aberto.
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