Entrega inicial de 27 unidades à Amazon marca a expansão da frota elétrica pesada na Europa, enquanto operações norte‑americanas já somam 35 caminhões elétricos Volvo e avançam para superar 100 veículos até 2026. Com aposta em outras energias renováveis, a frota de caminhões a gás que atende a Amazon ultrapassa 3 mil unidades
A Mercedes-Benz Trucks entregou os primeiros 27 caminhões elétricos Mercedes-Benz eActros 600 para a Amazon na Alemanha. Segundo as empresas, mais de 50 unidades do modelo estarão em operação nas estradas alemãs até o final de 2026, integrando a rede de transporte da companhia.
O acordo entre as duas empresas prevê uma expansão significativa dessa frota, que deve representar 6,7% da frota atual de caminhões a gás que atende a logística da Amazon nos Estados Unidos. No início de 2025, a Amazon e a Mercedes-Benz Trucks assinaram um contrato para mais de 200 caminhões elétricos eActros 600, considerado o maior pedido de veículos elétricos pesados já feito pela Amazon. Este pedido representa 6,7% da frota atual de caminhões a gás que atendem a logística estadunidense da empresa.
Nos Estados Unidos, a Amazon já opera 35 caminhões elétricos pesados Volvo VNR Electric no sul da Califórnia, empregados em operações de drayage e transporte de média distância. Embora a empresa tenha anunciado quase 50 unidades para a região, o número efetivamente em operação é de 35. O plano inclui ainda cerca de 12 veículos destinados aos portos de Los Angeles e Long Beach, além de mais de 140 cavalos mecânicos elétricos de pátio utilizados exclusivamente para movimentação interna de semirreboques em centros logísticos.
A expansão norte‑americana deve avançar em 2026, quando a Amazon anunciou a contratação, via leasing, de 75 caminhões elétricos adicionais da Einride para sua rede middle‑mile. Com isso, a frota de caminhões elétricos pesados da empresa nos EUA poderá superar 100 unidades, sem considerar as vans elétricas Rivian usadas na última milha.

Paralelamente ao avanço dos elétricos, a Amazon mantém uma ampla operação com caminhões movidos a gás natural comprimido (GNC/CNG). A empresa informa operar cerca de 3.000 caminhões a gás natural comprimido na América do Norte, mas não divulga quantos estão especificamente nos Estados Unidos.
Em 2021, havia confirmado a encomenda de mais de 700 caminhões CNG das classes 6 e 8 para o mercado americano, destinados ao transporte de cargas entre armazéns e centros de distribuição. Parte desses veículos pode ser abastecida com gás natural renovável (RNG), combustível produzido a partir da decomposição de resíduos orgânicos.

A infraestrutura de abastecimento também vem sendo ampliada. Em parceria com a Clean Energy Fuels, a Amazon participou da expansão de 19 postos de RNG na América do Norte, incluindo uma instalação em Groveport, Ohio, com capacidade para abastecer até 52 caminhões e distribuir cerca de 700 mil galões de gás natural renovável por ano.
Com a combinação de cerca de 300 caminhões elétricos e mais de 3 mil veículos movidos a gás natural — incluindo o uso crescente de RNG — a Amazon segue ampliando sua estratégia de diversificação energética no transporte de cargas, tanto na Europa quanto na América do Norte.
Para a descarbonização das frotas de veículos comerciais, no entendimento da Frota News, os frotistas precisarão buscar as fontes de bioenergia mais disponíveis em sua região de atuação, o que incluiu o biodiesel puro, gás biometano, etanol e eletricidade. Todas essas alternativas são necessárias, pois nenhuma delas consegue, sozinha, garantir a transição energética do diesel fóssil para combustíveis mais limpos para descarbonização de uma frota comercial gigante como a brasileira — englobando caminhões, ônibus, vans, furgões, picapes, máquinas agrícolas, construção e mineração — estimada em cerca de 8,8 a 9,1 milhões de veículos em circulação real (segundo o Sindipeças), liderada amplamente pelos comerciais leves (pick-ups e furgões urbanos de entrega), seguidos por cerca de 2,2 milhões de caminhões e cerca de 390 mil ônibus.


