Empresa apresentará novos motores, sistemas de controle de emissões, eixos para diferentes aplicações e iniciativas no mercado de reposição durante a feira realizada de 9 a 13 de novembro, no São Paulo Expo
A Cummins Brasil apresentará na Fenatran 2026, realizada entre os dias 9 e 13 de novembro, no São Paulo Expo, em São Paulo (SP), um conjunto de lançamentos e atualizações envolvendo motores, sistemas de pós-tratamento, eixos e soluções para o mercado de reposição. As novidades serão exibidas durante a principal feira latino-americana do transporte rodoviário de cargas e fazem parte da estratégia da empresa para atender diferentes aplicações do mercado brasileiro, considerando as condições operacionais, a disponibilidade de combustíveis e as exigências dos veículos comerciais.
Segundo Adriano Rishi, presidente da Cummins Brasil, a escolha das tecnologias considera fatores como infraestrutura disponível, viabilidade econômica e características específicas de cada operação de transporte. “Inovar exige compreender os desafios dos nossos clientes e o que determina o sucesso de seus negócios. As decisões sobre tecnologia precisam considerar a realidade de cada operação, a infraestrutura disponível e a viabilidade econômica. Nosso papel é oferecer opções e conhecimento para apoiar essas escolhas e ser o parceiro certo para ajudá-los a competir e crescer”, afirmou.
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Ampliação da linha de motores
Entre os destaques da exposição está a nova geração do motor F4.5, destinada a aplicações que demandam maior potência e torque. O equipamento passa de 210 hp para 240 hp de potência máxima, crescimento superior a 14% em comparação à geração anterior. O motor recebeu novo turbocompressor, atualizações no sistema de injeção e calibração revisada.
A configuração desenvolvida para o mercado brasileiro também recebeu adaptações realizadas pela engenharia local, incluindo componentes compatíveis com a utilização de biodiesel B20. De acordo com a fabricante, testes realizados no País indicam potencial de redução de até 9% no consumo de combustível, dependendo da aplicação.
A empresa também lançará o F3.0, motor de três litros voltado a veículos comerciais leves. O equipamento entrega até 200 hp de potência e 620 Nm de torque. Desenvolvido a partir de uma nova arquitetura, o motor reúne avanços nos sistemas de combustão, injeção, gerenciamento térmico e pós-tratamento de emissões.
Segundo a Cummins, os dois motores fazem parte da expansão da família de propulsores de quatro cilindros destinada aos segmentos leves e médios do transporte comercial.

Sistemas de pós-tratamento recebem atualizações
No segmento de controle de emissões, a empresa apresentará a nova geração do Single Module para motores F3.8 e F4.5. O sistema foi desenvolvido para reduzir peso e dimensões, facilitando sua integração aos veículos.
De acordo com a fabricante, o novo conjunto é 30% mais leve, 5% menor e 2% mais eficiente do que a geração anterior. O equipamento incorpora atualizações em componentes como mixer, sensores e eletrônica embarcada. A solução passou por aproximadamente dois anos de validações e testes em condições brasileiras de operação e abastecimento.
Outra tecnologia que estará em exposição é o sistema de dosagem de ureia UL2.2. O equipamento utiliza uma bomba para pressurizar e enviar o fluido ao injetor, permitindo maior controle no processo de dosagem utilizado no pós-tratamento dos gases de escapamento. Segundo a empresa, a solução também reduz a quantidade de componentes periféricos e simplifica a integração aos veículos.
Engenharia local adapta tecnologias globais
A Cummins informou que os produtos destinados ao mercado brasileiro passam por processos específicos de adaptação às condições locais de operação. Embora as plataformas sejam desenvolvidas globalmente, os sistemas recebem calibrações e ajustes voltados às características da frota nacional, incluindo adequações em sistemas de combustível e outros componentes.
De acordo com a Adriano Rishi, a estratégia combina o desenvolvimento tecnológico realizado em diferentes mercados com a adaptação local conduzida pelas equipes de engenharia instaladas no Brasil. O objetivo é adequar as soluções às particularidades operacionais do transporte rodoviário nacional.

Novos eixos atendem operações de carga pesada e média
No segmento de eixos, a empresa exibirá o MT-17XHE, destinado a veículos com configuração 6×4. O modelo inaugura a plataforma High Efficiency e foi projetado para operações pesadas com Peso Bruto Total Combinado (PBTC) de até 91 toneladas.
Segundo a fabricante, a engenharia brasileira participou da adaptação do produto às condições de uso no País. O eixo encontra-se em fase final de homologação e tem lançamento previsto para julho de 2027.
A Cummins também apresentará o MS-18X HD, desenvolvido no Brasil para aplicações 6×2. Produzido em Osasco (SP), o modelo foi concebido em resposta aos limites de carga definidos pela Resolução 882 do Contran e suporta até 58,5 toneladas de PBTC, capacidade 11% superior à do MS-18X.
A empresa informou ainda que mantém ofertas com sistemas de freio a tambor e a disco para atender diferentes perfis operacionais do mercado. Segundo a avaliação da fabricante, a adoção de freios a disco em veículos comerciais pesados ainda é limitada no Brasil, representando aproximadamente 5% do mercado. Entre os fatores apontados estão o custo da tecnologia e características da infraestrutura rodoviária utilizada em determinadas operações.
A companhia também destacou que a aplicação de sistemas pneumáticos mais avançados permanece concentrada em nichos específicos do setor, sendo influenciada principalmente pelos custos de aquisição e manutenção das tecnologias disponíveis.
Mercado de reposição ganha novos produtos e ações de monitoramento
Na área de pós-venda, a Cummins ampliará a oferta dos motores parciais remanufaturados da linha Backbone ReCon para aplicações que vão do F3.8 ao L9.
Segundo a fabricante, a solução utiliza uma mesma base remanufaturada para diferentes configurações de motores, reduzindo a quantidade de códigos de peças necessários para estoque. Os conjuntos são fornecidos sem determinados componentes externos, que podem ser reaproveitados conforme o estado de conservação do motor anterior e as necessidades da aplicação. A montagem final é realizada pela rede autorizada da marca e conta com garantia de fábrica de 12 meses.
Durante a Fenatran, a empresa também divulgará resultados de testes realizados com um cabeçote e um kit de reforma falsificados adquiridos fora dos canais oficiais de comercialização. Os componentes foram submetidos a um ensaio com previsão de 500 horas de duração, interrompido antes da conclusão após o aumento da pressão interna do motor acima dos parâmetros previstos para segurança da operação.
Segundo Kleber Assanti, diretor geral da divisão de eixos da Cummins, os resultados demonstraram que a aparência visual ou o funcionamento inicial de componentes não originais não asseguram equivalência técnica com peças desenvolvidas pelo fabricante. A empresa informa que diferenças em materiais, tolerâncias e especificações de fabricação podem afetar desempenho, consumo de combustível, emissões e durabilidade dos motores.
Ao comentar os desafios futuros do setor, Adriano Rishi afirmou que a evolução tecnológica do transporte exige soluções compatíveis com as necessidades atuais da mobilidade e da sustentabilidade. “A transformação do transporte exige visão de futuro e compromisso com os desafios do presente. O Brasil tem relevância global e uma capacidade única de impulsionar soluções para os desafios da mobilidade e da sustentabilidade. Nossa trajetória no País reforça a responsabilidade de seguir investindo em inovação, gerando valor para nossos clientes e contribuindo para o desenvolvimento do setor”, concluiu.
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