A transportadora gaúcha Buzin é comunica que conseguiu, entre janeiro e dezembro de 2025, o consumo de 1,19 milhão de litros de diesel. O reflexo ambiental representa, aproximadamente, 3 mil toneladas de CO₂ a menos em suas emissões.
Em 2024, a economia havia sido de 987 mil litros, com redução estimada de 2,5 mil toneladas de CO₂. A curva de evolução indica que o ganho não foi pontual, mas resultado de um processo estruturado de gestão orientada por dados.
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“O mercado amadureceu para entender que ganho ambiental e ganho econômico caminham juntos. Ao otimizar cada rota, entregamos uma logística mais limpa — e isso hoje é exigência dos grandes contratantes”, afirma o CEO da Buzin, Leonardo Busin. Segundo ele, a transformação exigiu mudança cultural, treinamento de equipes e monitoramento contínuo de indicadores operacionais.
Do volante ao algoritmo
A chamada “logística de precisão” nasce da integração entre telemetria embarcada, análise de performance, roteirização inteligente e acompanhamento em tempo real. A estrada passou a ser monitorada por dashboards.
O diretor comercial da GoBrax, Ronaldo Lemes, explica que o diferencial competitivo está na capacidade de agir imediatamente sobre as informações coletadas.
“O transporte de cargas no Brasil sempre conviveu com altos índices de ociosidade e rotas ineficientes. A tecnologia dá visibilidade a esses gargalos e permite que a gestão transforme informação em redução efetiva de emissões e economia real”, destaca.
Entre os principais vetores de eficiência estão: Roteirização dinâmica para reduzir quilômetros rodados vazios, monitoramento do comportamento do motorista com foco em condução econômica, controle de consumo e manutenção preditiva e análise comparativa de performance por veículo e por operação.
Carbono virou critério de contratação
O pano de fundo dessa transformação é contundente: o Brasil emite cerca de 270 milhões de toneladas de CO₂ por ano no setor de transportes. Com grandes embarcadores incorporando métricas ambientais aos contratos, a pegada de carbono começa a influenciar diretamente a competitividade das transportadoras.
Nesse contexto, eficiência energética deixou de ser diferencial reputacional e passou a ser requisito comercial. Empresas incapazes de comprovar indicadores auditáveis de redução de emissões tendem a perder espaço.
Casos como o da Buzin mostram que a descarbonização não é antagonista da rentabilidade — ao contrário, tornou-se um dos pilares dela. Menos diesel queimado significa menos CO₂ emitido e maior margem operacional.
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A Transpanorama alcançou uma redução expressiva de 93% em sua taxa de acidentes ao adotar a plataforma unificada de inteligência artificial e vídeo‑telemetria da Platform Science. Entre 2018 e 2024, o índice caiu de 0,653 para 0,047 acidentes por milhão de quilômetros rodados — um desempenho que coloca a empresa em padrões internacionais de excelência. Essa queda representa não apenas ganhos operacionais, mas uma transformação estrutural na segurança, preservando vidas, reduzindo custos, fortalecendo a confiança dos embarcadores e garantindo maior continuidade logística.
O avanço foi impulsionado pelo monitoramento em tempo real do comportamento dos motoristas, combinando sensores, câmeras internas e algoritmos capazes de identificar fadiga, distrações e outras situações de risco. O sistema gera alertas instantâneos e relatórios detalhados, permitindo intervenções preventivas e rápidas. Para a Transpanorama e a Platform Science, os resultados demonstram como a união entre dados, disciplina operacional e IA pode mudar a cultura de segurança no transporte brasileiro, reforçando a proteção aos motoristas e a eficiência das operações.
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