segunda-feira, março 16, 2026

São Paulo amplia frota elétrica com mais 110 ônibus e frota eletrificada do transporte urbano a 1.259 unidades

A Prefeitura de São Paulo apresentou, em 11 de março de 2026, mais 110 ônibus elétricos para o sistema municipal de transporte coletivo. Com a incorporação das novas unidades, a cidade passa a contar com 1.259 veículos de tração elétrica, incluindo modelos a bateria e trólebus, consolidando a maior frota do tipo no país — responsável por mais de 80% do total nacional, e a terceira maior da América Latina, atrás de Santiago (2.550) e Bogotá (1.486), conforme dados do E-Radar Bus.

O novo lote reúne tecnologias nacionais e internacionais e inclui veículos de diferentes configurações, desde modelos básicos até articulados e superarticulados para corredores de alta demanda.

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A fabricante brasileira Eletra Industrial foi responsável pela entrega de 53 dos 110 veículos, incluindo superarticulados de 21,5 metros, capazes de transportar até 146 passageiros. Os veículos utilizam chassi da Mercedes-Benz e motores e baterias fornecidos pela WEG, formando um conjunto com forte conteúdo nacional.

Entre os destaques tecnológicos também estão unidades equipadas com sistema KERS, tecnologia de recuperação de energia de frenagem inspirada na Fórmula 1 e utilizada para melhorar a eficiência energética em ciclos urbanos.

Outro fornecedor relevante é a chinesa BYD, cuja plataforma tem presença dominante nas entregas recentes do sistema paulistano. Os ônibus elétricos da marca utilizam baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP) com capacidade entre 324 e 344 kWh, autonomia aproximada de 250 quilômetros e carregamento rápido em corrente contínua.

Independentemente da tecnologia, os novos veículos contam com piso baixo, ar-condicionado, Wi-Fi, tomadas USB e suspensão pneumática com sistema de ajoelhamento, ampliando acessibilidade e conforto aos passageiros.

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Operação nas zonas Leste e Sul

Os 110 ônibus foram distribuídos entre oito concessionárias do sistema municipal, ampliando a operação de veículos elétricos principalmente nas zonas Leste e Sul da capital.

Entre as operadoras, a Viação Metrópole Paulista recebeu cerca de 40 unidades, incluindo 27 superarticulados Eletra, destinados a linhas de grande demanda na região do Itaim Paulista.

Já a Transunião Transportes recebeu aproximadamente 30 veículos do modelo e-Básico, distribuídos entre diferentes áreas operacionais. A Allibus Transportes também integrou o lote com unidades do mesmo modelo.

Segundo o prefeito Ricardo Nunes, enquanto um ônibus a diesel consome cerca de R$ 25 mil por mês em combustível na cidade de São Paulo, o custo energético de um elétrico gira em torno de R$ 5 mil. São cerca de R$ 20 mil de economia mensal, afirmou. Com essa economia, a prefeitura acredita que pode compensar o maior custo do ônibus elétrico, três vezes maior do que um convencional a diesel, e variando entre R$ 3 milhões e R$ 3,5 milhões. No entanto, o maior benefício está na redução de ruídos e emissões de poluentes.

O prefeito também destacou que somente a Eletra possui aproximadamente 600 ônibus elétricos programados para entrega ao sistema paulistano ao longo de 2026, o que deve ampliar significativamente a presença de tecnologia nacional na frota. Para a diretora-presidente da Eletra, Milena Braga Romano, a experiência da empresa no transporte coletivo é um diferencial no desenvolvimento dos veículos.

“Nosso diferencial é que nascemos de um grupo operador e conhecemos a realidade da operação nas ruas. Não vendemos ônibus prontos, mas desenvolvemos veículos de acordo com as necessidades de cada sistema”, afirmou.

Programa de financiamento

A renovação da frota integra o Programa Ônibus Elétrico, estabelecido pela Lei Municipal nº 17.254/2019, que prevê a transição gradual da frota de transporte público para tecnologias de baixa ou zero emissão.

O pacote de financiamento pode alcançar R$ 6,5 bilhões, com recursos provenientes de instituições públicas como o BNDES, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

Somente em 2026, a prefeitura empenhou R$ 663,8 milhões para amortização, juros e encargos relacionados aos contratos de financiamento dos veículos.

A meta inicial do programa previa 2,6 mil ônibus elétricos até 2024, mas o cronograma foi impactado por desafios de infraestrutura energética, especialmente na expansão da rede de recarga pela concessionária Enel.

Mesmo com atrasos, a cidade mantém a liderança nacional na eletrificação do transporte urbano e avança para atingir cerca de 1.300 ônibus elétricos em operação em 2026.

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