Nova usina de biometano amplia oferta de combustível renovável para frotas no Rio Grande do Sul

Nova planta do Grupo Solví reforça infraestrutura energética limpa, mas percentual destinado ao transporte  do Rio Grande do Sul ainda não é divulgado

A Biometano São Leopoldo S.A., empresa do Grupo Solví, inaugurou sua nova usina de produção de biometano na última quinta-feira, 13, em São Leopoldo, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Com capacidade de produzir 36.744 metros cúbicos por dia, o empreendimento recebeu financiamento de R$ 76,4 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sendo 80,1% provenientes do banco. O projeto inclui recursos do Fundo Clima e da linha BNDES Finem, reforçando o papel dos recursos dos contribuintes.

O biometano será obtido a partir da purificação do biogás gerado no aterro sanitário da Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos (CRVR), controlada pelo Grupo Solví. A tecnologia de purificação empregada na planta é fornecida pela Gruen, fabricante nacional que atua com soluções industriais baseadas em PSA e assistência técnica local.

Segundo a diretora de Infraestrutura e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa, o projeto contribui para diversificar a matriz energética ao oferecer uma alternativa renovável para a indústria e o setor de transportes, substituindo combustíveis fósseis como diesel e gás natural. O Banco foi representado na inauguração pela chefe do Departamento de Gás, Petróleo, Navegação e Descarbonização (Degap), Elisa Salomão Lage.

O Rio Grande do Sul também tem se destacado na produção de bioodiesel de segunda geração. Saiba mais:

A inauguração marca a segunda planta de biometano do Grupo Solví em menos de um ano, evidenciando a expansão da empresa no segmento de energia renovável. De acordo com Rafael Salamoni, diretor responsável pela planta, a escolha por São Leopoldo levou em conta a vocação industrial da região e a necessidade de fornecimento contínuo e previsível para clientes que buscam segurança energética e redução de emissões.

O aterro que abastece a unidade recebe resíduos de 50 municípios, incluindo São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Esteio, Portão, Estância Velha, Dois Irmãos, Ivoti, Nova Petrópolis, Gramado e Canela.

Apesar da relevância da nova usina para o setor de transportes, ainda não há informações oficiais sobre qual percentual da produção será destinado ao abastecimento de veículos movidos a biometano e qual será destinado à geração de energia elétrica para a indústria da região.

Também não há dados públicos sobre o raio de alcance para atendimento de frotas a partir das duas plantas já operadas pelo Grupo Solví. O que se sabe é que o biometano produzido tem potencial para atender tanto indústrias quanto operações logísticas, ampliando as alternativas de combustível limpo para empresas que buscam reduzir sua pegada de carbono.

Com a entrada em operação da unidade de São Leopoldo, o Rio Grande do Sul avança na oferta de combustíveis renováveis e reforça sua infraestrutura para atender frotas que buscam alternativas ao diesel. A expectativa é que, com a consolidação das plantas e a ampliação da demanda, novas informações sobre a destinação da produção e o alcance logístico sejam divulgadas, permitindo ao setor de transporte planejar de forma mais precisa sua transição energética.

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