segunda-feira, março 2, 2026

Tags de pedágio para frotas: novas regras, tecnologias e as empresas credenciadas pela ANTT

As empresas atualmente credenciadas pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) para fornecer tags de pagamento eletrônico de pedágio – utilizadas tanto no Vale-Pedágio Obrigatório (VPO) quanto na arrecadação automática em rodovias – formam hoje um mercado cada vez mais competitivo, impulsionado pela digitalização do transporte rodoviário e pela consolidação do modelo de interoperabilidade nacional.

Interoperabilidade significa que uma mesma TAG de pagamento eletrônico de pedágio pode ser usada em qualquer rodovia pedagiada do país, independentemente de qual empresa emitiu a tag ou qual concessionária opera a praça, segundo informações da ANTT.

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De acordo com a lista oficial da agência reguladora, 14 instituições estão habilitadas a operar com TAG física e/ou leitura de placa (OCR), conforme as regras estabelecidas na Resolução nº 6.024/2023. A regulamentação determina que os dispositivos sejam aceitos em todas as praças de pedágio federais, estaduais e municipais, além de assegurar interoperabilidade no modelo Free Flow.

Mercado de tags credenciadas: quem são os players

Entre as principais empresas habilitadas estão:

  • Sem Parar Instituição de Pagamento Ltda
  • Repom Instituição de Pagamento Husa S.A.
  • Roadcard Instituição de Pagamento Integrado da Logística S.A.
  • Target Instituição de Pagamento S.A.
  • Move Mais Meios de Pagamento Ltda
  • Pagbem Serviços Financeiros e de Logística S.A.
  • Veloe – Alelo Instituição de Pagamento S.A. (inclui a Veloe Go)
  • ConectCar Instituição de Pagamento e Soluções de Mobilidade Eletrônica S.A.
  • LogCard Meios de Pagamento Ltda
  • Strada Pay Instituição de Pagamento Ltda
  • NDD Tech Ltda
  • Extratta Administração de Meios de Pagamento Ltda
  • Ailog Tecnologia e Instituição de Pagamento Ltda
  • Ailog Bank Meios de Pagamento Ltda

TAG ou OCR: dois caminhos para o mesmo pedágio

O mercado hoje se divide basicamente em dois modelos tecnológicos:

  • TAG física (RFID): dispositivo instalado no para-brisa.
  • OCR (leitura automática de placa): identificação por câmeras, dispensando o adesivo.

Empresas como Roadcard, Target, ConectCar e Extratta oferecem modelo híbrido (TAG/OCR). Já companhias como Sem Parar, Veloe, LogCard e NDD Tech concentram sua operação principalmente em TAG física integrada a sistemas de gestão.

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O modelo OCR ganhou força principalmente entre caminhoneiros autônomos, por reduzir barreiras de adesão e eliminar a necessidade de instalação física do dispositivo.

Foco em carga: quem atende melhor a frota pesada?

Embora todas estejam habilitadas pela ANTT, o foco de mercado varia significativamente.

Empresas como Veloe Go, Roadcard, Target, Ailog, NDD Tech e LogCard têm atuação fortemente voltada ao transporte de cargas, integrando: Emissão de CIOT, gestão de frete, conta digital, controle de múltiplas tags, integração com RNTRC.

O que diz a regra da ANTT sobre custos

A regulamentação da ANTT estabelece que:

  • A tag deve ser fornecida sem mensalidade ou taxa de manutenção obrigatória.
  • Pode haver taxa de adesão ou modelos de franquia de uso.
  • Planos podem incluir modalidade pré-paga, pós-paga ou “não usa, não paga”.

Na prática, cada operadora define sua política comercial.

Quanto custa uma tag hoje?

Entre as operadoras com tabela pública:

Sem Parar (pessoa física)

Planos a partir de R$ 18,90 a R$ 25,90 por mês de uso.

Veloe (pessoa física)

Mensalidade média de R$ 18,90 por tag ativa. Para pessoa física, a divisão Veloe Go faz a negociação individualmente conforme o perfil da frota.

ConectCar (pessoa física)

Modelos que vão de plano mensal (~R$ 17,90) até pré-pago, com cobrança proporcional à recarga.

Já empresas como Veloe Go, Roadcard, LogCard, NDD Tech, Ailog, Strada Pay, Move Mais e Pagbem operam majoritariamente no modelo corporativo, com negociação direta por frota.

Interoperabilidade e Free Flow: o novo cenário

Com a expansão do pedágio eletrônico sem cancelas (Free Flow), a interoperabilidade entre operadoras se tornou estratégica. Todas as instituições credenciadas precisam garantir aceitação nacional.

Esse novo ambiente amplia a concorrência e pressiona por redução de custos, melhoria na leitura, integração com sistemas de gestão e transparência nas tarifas

O desafio para transportadoras

Para transportadoras e embarcadores, a escolha deixou de ser apenas “qual tag é mais barata”. Hoje, entram na conta: integração com CIOT, gestão de fluxo de caixa, relatórios consolidados, suporte a caminhoneiros autônomos, e compatibilidade com Free Flow.

A digitalização do Vale-Pedágio Obrigatório, somada ao avanço do Free Flow e à exigência de interoperabilidade nacional, consolida um novo momento do pedágio brasileiro: mais tecnológico, mais integrado — e cada vez mais competitivo.

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Marcos Villela Hochreiter
Marcos Villela Hochreiterhttps://www.frotanews.com.br
Atuo como jornalista no setor da mobilidade desde 1989 em diversas redações. Também nas áreas de comunicação da Fiat e da TV Globo, e depois como editor da revista Transporte Mundial por 22 anos, e diretor de redação de núcleo da Motor Press Brasil. Desde 2018, represento o Brasil no grupo do International Truck of the Year (IToY), associação de jornalistas de transporte rodoviário de 34 países. Desde 2021, também atuo como colaborador na Fabet (Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte, entidade educacional sem fins lucrativos). Em 2023, fundei a plataforma de notícias de transporte e logística Frota News, com objetivo de focar nos temas que desafiam as soluções para gestão de frotas.
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