sexta-feira, abril 10, 2026

NTC&Logística mobiliza setor para pesquisa global sobre escassez de motoristas

A Frota News sempre divulgou a pesquisa global da IRU (União Internacional dos Transportes Rodoviários) sobre a escassez de motoristas. Na América do Sul, o levantamento era realizado apenas na Argentina, e a publicação sempre sugeriu que ele fosse estendido ao Brasil. A partir de agora, isso será possível: a NTC&Logística, representante oficial da IRU no país, está apoiando a realização da Driver Shortage Survey 2025, convidando empresas e profissionais do transporte rodoviário de cargas a participarem ativamente e contribuírem para um retrato mais preciso da realidade brasileira.

Uma iniciativa internacional com impacto local

Desde 2019, a IRU realiza anualmente essa pesquisa em parceria com entidades nacionais e empresas do setor. O levantamento busca compreender o tamanho do déficit de motoristas profissionais, identificar suas causas e propor soluções viáveis para um problema que ameaça a eficiência e a sustentabilidade do transporte rodoviário de cargas em todo o mundo.

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A edição de 2024 trouxe alertas importantes: entre eles, a queda de 5,8% na proporção de motoristas jovens, reforçando a necessidade urgente de renovar a força de trabalho e de adotar políticas mais efetivas de atração e retenção de novos profissionais.

Por que a participação do Brasil é estratégica

No Brasil, a realidade não difere do cenário global. Jornadas extensas, custos de habilitação, condições de trabalho desafiadoras e a baixa entrada de jovens na profissão aumentam a pressão sobre as transportadoras. Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, a participação brasileira na pesquisa é fundamental:

“A escassez de motoristas é uma realidade também no Brasil e precisa ser superada com dados, planejamento e ação. Ao participar da pesquisa da IRU, estamos contribuindo para um diagnóstico global, mas também para termos um retrato mais claro da situação no nosso país. A NTC&Logística seguirá comprometida em promover iniciativas que fortaleçam o setor e valorizem o profissional do volante”.

A expectativa da IRU é que o relatório final traga análises específicas por país, desde que haja número suficiente de respostas nacionais. Por isso, a NTC&Logística reforça o convite para que empresários, transportadoras e entidades incentivem motoristas e equipes a participarem ativamente da pesquisa.

Benefícios para os participantes

A edição de 2025 da pesquisa já está disponível e pode ser respondida até 30 de setembro de 2025. Os participantes terão acesso antecipado a dados estratégicos, análises de tendências e insights sobre o comportamento e preferências dos motoristas, incluindo a escolha entre rotas de longa ou curta distância, além de informações sobre retenção e expectativas da categoria.

Caminhos para soluções sustentáveis

A escassez de motoristas não é apenas uma questão operacional: ela impacta diretamente a competitividade do setor e a sustentabilidade econômica do transporte de cargas. A Driver Shortage Survey 2025 busca oferecer dados que permitam estratégias mais eficientes de gestão de profissionais, políticas públicas mais eficazes e ações que valorizem o trabalho do motorista, garantindo que o transporte rodoviário continue seguro, eficiente e competitivo.

Link para responder a respquisa em portguês: Annual Driver Shortage survey 2025

Scania anuncia corte de 750 cargos na Suécia em reestruturação que será global

A Scania anunciou na segunda-feira (1º) uma ampla reestruturação em sua organização global, começando pela Suécia. O plano prevê o corte de 750 cargos administrativos, dos quais aproximadamente 400 em Recursos Humanos, Pessoas e Cultura, e outros 350 em unidades comerciais, como Vendas, Marketing e Operações Comerciais. A medida não afetará funcionários da linha de produção.

Segundo a fabricante em comunicado para a imprensa, a decisão foi motivada pela necessidade de tornar a empresa mais ágil e competitiva diante de transformações tecnológicas, regionais e de mercado. “Nosso mundo está mudando rapidamente. Para permanecermos fortes no futuro, precisamos nos adaptar, desenvolver nossas formas de trabalhar e rever como estamos organizados. Esta é uma decisão difícil, mas necessária”, afirmou Christian Levin, presidente e CEO da Scania.

A empresa emprega cerca de 18 mil pessoas na Suécia — o que significa que aproximadamente 4% da força de trabalho local será atingida. Globalmente, a Scania conta com 60 mil colaboradores. As negociações com os sindicatos já estão em andamento e devem definir detalhes do processo de desligamento.

Jeanna Tällberg, vice-presidente executiva e diretora de Pessoas e Cultura da Scania, destacou que a prioridade é conduzir a transição com respeito. “Nosso objetivo e responsabilidade é realizar esta transformação de forma respeitosa e eficaz para todos os colaboradores, ao mesmo tempo que construímos uma organização mais bem preparada para o futuro”, declarou.

Contexto econômico e organizacional

Embora a empresa reforce que a decisão reflete uma reestruturação interna, o movimento ocorre após um segundo trimestre desafiador, marcado por queda de 10% nas vendas e retração significativa na margem operacional. A leitura entre analistas é de que a montadora busca não apenas ajustes estratégicos, mas também respostas a uma conjuntura de mercado mais difícil.

Possíveis desdobramentos

Os cortes anunciados abrangem apenas a Suécia neste momento, mas a Scania já admite que o processo pode se estender a outros países. “Começamos por aqui, mas não podemos descartar medidas semelhantes em outros mercados”, disse Tällberg em entrevistas à imprensa sueca.

Entre os riscos da decisão estão um possível clima de insegurança entre equipes não diretamente afetadas e a reação de sindicatos, que podem pressionar por alternativas aos cortes. Por outro lado, especialistas apontam que a reorganização pode reduzir sobreposição de funções, acelerar decisões e preparar a empresa para novos investimentos, sobretudo em soluções de transporte sustentável — área em que a Scania tem se posicionado como líder.

Olhar para o futuro

A Scania reforça que as mudanças fazem parte de um plano mais amplo de adaptação às novas demandas da indústria, incluindo eletrificação, digitalização e regionalização das cadeias produtivas. A forma como a empresa conduzirá o processo — equilibrando eficiência com sensibilidade social — será determinante para preservar sua imagem em um momento de transição estratégica.

Toyota Hiace estreia no Brasil com DNA Hilux e mira protagonismo em vans

A Toyota entra em um segmento importante: o de vans de porte médio e 16 lugares (15+1). A Frota News esteve presente em seu lançamento, em Campinas (SP), conversou com os executivos e teve as primeiras impressões no Autódromo Capuava. Com o lançamento da Hiace, a montadora japonesa traz ao país um produto com histórico mundial de mais de meio século, apostando na robustez mecânica da picape Hilux e custo operacional baixo que mira diretamente aliviar o bolso do transportador. Em breve, serão realizados os lançamentos das versões furgão, furgão refrigerado e ambulância.

Segundo Evandro Maggio, presidente da Toyota do Brasil, a Hiace chega ao Brasil integrada ao plano de expansão da marca na América Latina que hoje já responde por mais de 500 mil veículos vendidos por ano e cerca de 12% de participação de mercado. A Hiace é produzida na fábrica da Argentina.

Mecânica da picape Hilux

Se há um trunfo no lançamento da Hiace, é o motor. A van herda o 2.8 turbodiesel 1GD da Hilux e do SW4, com 174 cv de potência e 449,2 Nm de torque já a partir de 1.600 rpm. O câmbio é automático de seis marchas, tração traseira e calibração feita para suportar operações intensas, seja no transporte de passageiros urbanos, seja em fretamentos rodoviário de curta e média distância.

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A suspensão foi adaptada para uso intenso, com McPherson na dianteira e feixe de molas na traseira. O raio de giro é de apenas 6,9 m, e a altura total de 2,28 m facilita acesso a garagens e prédios residenciais, algo raro entre rivais.

A escolha não é aleatória: a Hilux é uma referência em confiabilidade no Brasil. Colocar esse conjunto em uma van é a forma que a Toyota encontrou de reduzir a resistência natural dos frotistas a novos players no segmento.

Hiace
A distribuição interna dos assentos

A primeira versão oferecida por aqui é a Hiace Minibus AT DX, configurada para 15+1 lugares, com bancos individuais reclináveis, cintos de três pontos em todos os assentos e ar-condicionado com saídas dedicadas para o salão de passageiros.

A lista de itens de série impressiona: multimídia de 9 polegadas, portas USB distribuídas, câmera de ré, sensores dianteiros e traseiros, três airbags (frontais e de joelho), além de controles de estabilidade, tração e partida em rampa. A altura de 2,28 m é outro diferencial: permite acesso a garagens comuns, onde rivais mais altos não entram.

Durante o lançamento, Rogério Sasaki, gerente de Planejamento de Produto e Preço da Toyota do Brasil, acrescentou mais informações sobre o modelo. “O capô em formato semi-bonnet amplia o espaço interno e reduz vibrações e ruídos para motorista e passageiros. Pensamos a ergonomia em cada detalhe: painel inclinado para aumentar a visibilidade, central multimídia de 9 polegadas em posição elevada e console rebatível que se transforma em apoio de mesa para quem usa o veículo no dia a dia.”

Segundo Sasaki, todos os 16 assentos foram distribuídos para melhorar a circulação, com bancos reclináveis, revestimentos claros que transmitem sensação de amplitude e saídas de ar individuais no teto. A última fileira, rebatível, permite também o transporte ocasional de cargas.

Estamos falando de uma ferramenta de trabalho que precisa ser eficiente e versátil. O motor 2.8 turbodiesel aliado ao câmbio automático da Hilux entrega força, economia e confiabilidade. A Hiace foi submetida a dezenas de milhares de quilômetros de testes para assegurar que não vai deixar o transportador na mão”, completou

Embora a estreia seja com a configuração de passageiros, a Toyota já confirmou que ainda em 2025 a Hiace terá versão furgão (H2L2) com cabine para três pessoas e 9,3 m³ de capacidade volumétrica, além de transformações para ambulância e frigorífico/isotérmico. O objetivo é disputar espaço também no transporte de cargas leves e no setor de serviços públicos e privados.

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O portfólio programado para a Hiace no Brasil

Preço e custo total de propriedade

A Hiace Minibus chega ao mercado por R$ 364.990, posicionando-se na mesma faixa de concorrentes diretos como Mercedes-Benz Sprinter, Fiat Ducato, Renault Master e Ford Transit.

O diferencial da Toyota está no pós-venda. O programa Toyota 10 garante até 10 anos de cobertura (ou 200 mil km) e as três primeiras revisões são gratuitas. Da 4ª à 6ª, o custo é fixo em R$ 1.199 cada. Assim, até 60 mil km, o gasto total com manutenção programada não passa de R$ 3.597, algo inédito no segmento.

Além disso, a Hiace pode ser adquirida por meio de financiamento pelo Banco Toyota sem entrada e três meses de carência, consórcio com prazos de até 120 meses e até locação pela KINTO, empresa do grupo. A estratégia é clara: flexibilizar a entrada do transportador, seja pequeno frotista ou grande empresa.

Mercado e concorrência

O mercado brasileiro de vans soma cerca de 37 mil unidades/ano e deve chegar a 42 mil unidades/ano até 2030, com demanda crescente no transporte executivo, escolar, turismo, serviços de saúde e cargas leves que cresce acompanhando o crescimento do e-commerce.

Com a Hiace, a Toyota busca atrair clientes que hoje rodam com Sprinter, Ducato e Master, prometendo melhor custo-benefício do segmento, atrelado à confiabilidade da marca e ao ecossistema de serviços que vai do financiamento ao pós-venda em mais de 330 concessionárias da marca.

 

Conheça os jogos de ilusões das administradoras de consórcios 

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As administradoras de consórcios mentem muito. Muito mesmo. Essa é uma realidade que a Frota News já vinha investigando. E, nesta semana, o empresário e digital influencer Leonardo Busin, CEO da Bozin Transportes, decidiu escancarar publicamente algumas dessas mentiras. A fala dele ecoa críticas recorrentes do mercado e reforça um ponto central: o sistema de consórcios no Brasil, apesar de ser legal e regulamentado, é cercado de estratégias de venda enganosas. 

Neste artigo, além de contextualizar as declarações de Bosin, vamos trazer dados oficiais, informações de regulação e relatos de clientes para demonstrar como essas práticas afetam diretamente milhares de consumidores. 

Minha experiência negativa com a Embracon

Eu mesmo fui cliente da Embracon. Passei por uma situação em que fui induzido ao erro, mas recorri ao Banco Central do Brasil, órgão que regula e fiscaliza as administradoras de consórcios. Foi o Banco Central que obrigou a empresa a cumprir a lei em menos de oito horas. Ou seja, não é um problema isolado de uma administradora: trata-se de um sistema que opera na fronteira do que é legal e do que é ético. Eu já tinha quitado uma carta de consórcio da Embracon, mas ela criou burocracias ilegais para pagar à Peugeot do Brasil, segundo o Banco Central.  

As três grandes mentiras dos consórcios

“Não tem burocracia” 

A promessa é de adesão rápida e contemplação simples, mas só na hora de comprar a carta de crédito. Mas, na prática, o cliente enfrenta processos de análise de crédito rígidos, exigência de garantias e até recusa de utilização do crédito, o que prolonga prazos e gera frustração. Nenhuma admistradora de consórcio conta isso para o comprador inocente da cota.  

“Não tem juros” 

Tecnicamente, é verdade que não há cobrança de juros como em um financiamento bancário. Mas existe a taxa de administração (pseudônimo para juros), que funciona como a remuneração da empresa, podendo chegar a valores próximos aos de um financiamento tradicional. Além disso, há fundos de reserva e outras tarifas que encarecem o custo final. 

“O consórcio é uma poupança” 

Essa é a mentira mais perversa e mais perigosa. Diferente da poupança ou de um investimento, o consórcio não garante liquidez. O cliente pode demorar anos para ser contemplado e, se desistir no meio do caminho, enfrenta dificuldades para recuperar o que pagou — e quase sempre perde parte considerável do dinheiro. 

O impacto para o consumidor e para o setor de transportes 

No caso de empresas de transporte e logística, as promessas quebradas de consórcio geram planejamento financeiro distorcido, imobilização de capital e perda de oportunidades de renovação de frota. Para o pequeno empresário ou autônomo, o efeito é ainda mais grave: o consórcio vendido como “solução simples” pode virar uma armadilha de longo prazo. 

E as viagens? 

Administradoras de consórcio, como Scania e Iveco, sorteiam ou oferecem viagens para os clientes, como se existisse almoço grátis e o que cliente não percebe é que o custo da viagem está embutido na cota do consórcio.  

O que os clientes precisam saber

  • O Banco Central é o órgão regulador. Reclamações devem ser feitas lá, e não apenas no Procon. 
  • Para registrar uma reclamação no Banco Central, o cliente pode utilizar diversos canais de comunicação para garantir que sua solicitação seja analisada de forma adequada. Entre as opções disponíveis estão o portal do Banco Central, onde é possível registrar reclamações e obter informações sobre serviços e produtos, o canal “Fale Conosco”, que também recebe reclamações e sugestões, e o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor), específico para reclamações sobre produtos e serviços financeiros.
  • Uma dica: o Banco Central é extremamente rigoroso com essas instituições financeiras, com penalizações severas para elas.
  • Caso a reclamação não seja resolvida pelos canais habituais (sempre é resolvida), a Ouvidoria pode ser acionada como um canal independente. Além disso, o telefone 145 está disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, para registro de reclamações.
  • O consórcio pode ser uma alternativa válida em alguns casos, mas nunca deve ser confundido com investimento ou “poupança programada”. 

Conclusão

As declarações de Leonardo Bosin expõem uma realidade que milhares de clientes já viveram na prática: o discurso das administradoras de consórcios está cheio de armadilhas. E a única forma de reduzir os danos é informação clara, regulação mais  

Minha sugestão: as administradoras de consórcios passem a ser mais transparentes. 

DHL Express inaugura nova loja em Sorocaba

Sorocaba (SP) não está em alta somente pelo crescimento industrial com a ampliação da fábrica da Toyota do Brasil, entre outras indústrias. O comércio local também pode expandir com a chegada da DHL Express. A empresa inaugurou sua primeira loja no dia 25 de agosto de 2025. A nova unidade, localizada no bairro Vila Augusta, tem como objetivo expandir a presença da empresa na região e oferecer soluções logísticas para o envio de mercadoras para o Brasil e para o mundo todo.

A loja, que conta com especialistas internacionais para orientar os clientes, oferece serviços completos para pessoas físicas e empresas. Os clientes podem enviar uma variedade de itens, incluindo produtos, documentos, bagagens, pacotes e encomendas, e até mesmo remessas maiores que exigem transporte especializado. Para maior comodidade, a loja fornece embalagens DHL gratuitas e promoções exclusivas para envios realizados no local.

De acordo com Patricia Starling, vice-presidente da DHL Express no Brasil, a chegada a Sorocaba é um passo importante para fortalecer a presença da empresa no interior paulista. A nova loja reforça a rede de atendimento da DHL Express no estado de São Paulo, oferecendo suporte completo a microempreendedores individuais (MEIs), pequenas, médias e grandes empresas que necessitam de soluções logísticas especializadas8.

Serviço:

Endereço: Av. Doutor Afonso Vergueiro, 2800 – Vila Augusta – Térreo – Loja 04 – Sorocaba/SP. Horário de funcionamento: Segunda a sexta-feira, das 9h às 13h e das 14h às 18h — sábado, das 9h às 13h Contato: (15) 9 9145-9738 / lojasorocaba.br@dhl.com 

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Em Porto Alegre

No mês passado, a DHL Express também inaugurou uma nova loja no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS). A unidade, com 51 metros quadrados com foco em soluções logísticas ágeis, seguras e personalizadas para clientes pessoa física, MEIs e pequenas e médias empresas.

Localizada na Rua 24 de Outubro, um dos endereços mais movimentados da capital gaúcha, a nova loja amplia as opções para o envio de documentos, presentes, amostras e mercadorias — incluindo volumes acima de 50 kg que demandam logística especializada. Além do atendimento no balcão, a unidade oferece suporte para exportações e importações com o padrão de excelência global da marca.

A iniciativa faz parte da estratégia de expansão da DHL Express no Brasil, que busca consolidar sua presença em pontos estratégicos do país. A nova unidade se junta às já existentes em Curitiba (PR), Florianópolis (SC) e Itajaí (SC), fortalecendo o posicionamento da empresa na região Sul.

Porto Alegre é um polo regional importante, e Moinhos de Vento é um bairro estratégico, com forte presença de empresas e empreendedores. Com essa loja, aproximamos ainda mais nossos serviços dos clientes, garantindo a excelência da experiência DHL”, afirma Patricia Starling, vice-presidente da DHL Express.

A loja funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 13h e das 14h às 18h. O endereço é Rua 24 de Outubro, 111 – Loja 31, em Moinhos de Vento.

Com mais de 380 mil colaboradores em mais de 220 países, a DHL Express é reconhecida por sua atuação global em logística expressa e compromisso com a sustentabilidade. A empresa pretende alcançar uma operação com zero emissões até 2050.

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DAF XG 530 vs. Peterbilt 579: Gêmeos fraternos com o mesmo coração PACCAR

De vez em quando, o mundo dos caminhões produz uma história que parece boa demais para ser verdade: dois cavalos mecânicos, construídos a um oceano de distância e moldados por culturas e regulamentações diferentes, mas movidos pelo mesmo coração. Conheça o DAF XG 530 FTG e o Peterbilt 579 EPIQ. Este artigo foi escrito pelo nosso jornalista colega e presidente do International Truck of The Year, Florian Engel, e CEO da revista 1TRUCK MEDIA GmbH. Publicado com exclusividade no Brasil pela Frota News. Confira este inédito test-drive comparativo, que inclui o link para o vídeo no final deste artigo:

DAF XG 530 FTG vs. Peterbilt 579 EPIQ

Por Florian Engel

Ambos rodam sobre três eixos e ambos carregam o poderoso PACCAR MX-13 sob a cabine. Um vem de Eindhoven, perfeitamente à vontade na terra das rotatórias. O outro é puro aço rodoviário, nascido e criado para as intermináveis rodovias interestaduais dos Estados Unidos.

Mesmo motor, filosofia diferente

No centro de ambos está o mesmo motor PACCAR MX-13 de 12,9 litros: suave, forte e eficiente.

No DAF, ele é ajustado para 530 cv e combinado com a transmissão automatizada TraXon de 12 velocidades da ZF, que proporciona trocas de marcha extremamente rápidas e quase perfeitas. Projetada para os variados ciclos de direção da Europa, a configuração oferece arrancadas rápidas quando necessário e um ritmo silencioso no restante do tempo.

O MX-13 da Peterbilt tem 510 cv, apenas um pouco abaixo no papel, mas combinado com o TX-12 da PACCAR. As trocas de marcha são mais lentas, as rotações são mais baixas e todo o sistema de transmissão tem aquela sensação tipicamente americana de “pegar leve”. O kickdown aqui tem menos a ver com ultrapassagens e mais com adicionar um pouco de drama à playlist do rádio. E, ao contrário do DAF, o MX-13 pode ser ouvido na cabine.

DAF XG 530
O posto do motorista no DAF XG e no Peterbilt 579

Rotatória vs. Rota 66

Na estrada, o DAF parece ter sido construído para a Europa: curvas fechadas, tração precisa e excelente equilíbrio na rodovia. A visibilidade é ótima, auxiliada por espelhos com câmera, e a aerodinâmica reduz o arrasto e o ruído na mesma medida.

O Peterbilt, por outro lado, desempenha o papel de um “cruzeiro” de longa distância. Confiante, estável e um pouco pesado na cidade, ele se sente muito mais à vontade em rodovias abertas do que em ruas urbanas. Sem carga, o passeio pode ser animado, mas uma vez na rodovia interestadual, ele desliza como um lounge sobre rodas. O pacote aerodinâmico EPIQ também compensa, reduzindo o arrasto e o consumo de combustível em até 10%.

Grande encontra ainda maior

Ao entrar no DAF, você é recebido por uma cabine alta e com piso plano, oferecendo armazenamento inteligente, acabamentos premium e excelente qualidade de construção. Espaçoso para os padrões europeus, sem dúvida.

Mas suba no Peterbilt 579 EPIQ — através de sua impressionante escada — e, de repente, o XG parece quase modesto. O espaço é abundante, com armários, mesas, micro-ondas, geladeira e espaço suficiente para viver, não apenas para descansar. Nos EUA, a cabine não é apenas um compartimento para dormir, é um segundo lar. Instale uma varanda e uma churrasqueira e você estará pronto.

Dito isso, os motoristas europeus ficariam menos impressionados com o acabamento interno do Peterbilt. As portas dos armários parecem finas e há mais madeira falsa do que a maioria dos motoristas deste lado do Atlântico aceitaria.

Dois continentes, um coração pulsante

O DAF XG é o caminhão europeu por excelência: ágil na cidade, eficiente na estrada e com um espaço generoso. O Peterbilt é o sonho americano para viagens longas: um loft móvel projetado para dias e noites na estrada. Como gêmeos fraternos, eles compartilham o mesmo DNA, mas não poderiam ser mais diferentes em personalidade. E, assim como acontece com irmãos, é difícil dizer qual você prefere, até que tenha dirigido os dois.

Abaixo, o link para assistir o vídeo do teste comparativo:

https://1truck.tv/item/5363/title/DAF_XG_vs__Peterbilt_579_Epiq

Águia Branca chega a 110 ônibus Euro 6 e reafirma fidelidade à Mercedes-Benz

A ligação do Grupo Águia Branca, do Espírito Santo, com a Mercedes-Benz vai muito além da escolha de chassis e motores: o grupo também é dono de concessionárias da marca da estrela de três pontas — Vitória Motors (automóveis e vans), Savana e Vitória Diesel (caminhões e ônibus) —, o que explica a fidelidade é de 98% da frota da Viação Águia Branca à fabricante alemã. Essa frota, de cerca de 700 veículos, acaba de ser reforçada com 40 novos ônibus equipados com o que há de mais moderno no portfólio da Mercedes-Benz, todos aliados à carroceria Marcopolo Paradiso G8.

Entre os 40 novos ônibus rodoviários adquiridos, estão os modelos O 500 RSDD 2745 8×2 e O 500 RSD 2438 6×2, ambos equipados com a tecnologia BlueTec 6. Com essa renovação, a Águia Branca atinge a marca de 110 veículos em padrão Euro 6, reduzindo de forma expressiva os impactos ambientais.

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Em comparação com os motores Euro 5 (Proconve P7), o Euro 6 garante cortes de até 80% nas emissões de Óxidos de Nitrogênio (NOx) e de 50% no Material Particulado (MP), além de contribuir para menor consumo de combustível em determinadas condições de operação.

Essa atualização tecnológica é a mais viável na realidade atual brasileira e em um cenário em que ainda não há viabilidade técnica e econômica para ônibus pesados de longa distância movidos a eletricidade ou biometano. A transição para o Euro 6 surge como a solução imediata mais eficiente para conciliar redução de impacto ambiental, manutenção da autonomia operacional e competitividade no transporte rodoviário, além das tecnologias de segurança incorporadas nessa geração atual de chassis de ônibus rodoviário.

Coerência na fidelidade à marca

Segundo Renato Tozzi, diretor de Operações da Viação Águia Branca, a relação da empresa com a Mercedes-Benz existe há 70 anos. “Caminhamos para 100%. É uma parceria de longa data, que mostra como as duas empresas estão alinhadas em seus propósitos institucionais e corporativos de oferecer ao cliente uma viagem segura, moderna e confortável”, reforça Tozzi.

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Do outro lado da parceria, a fabricante reconhece a importância do cliente. “A Águia Branca é um parceiro histórico, que sempre contribuiu para a consolidação dos nossos ônibus rodoviários no mercado. Agradecemos a fidelidade e seguimos juntos oferecendo qualidade, conforto e segurança para os passageiros brasileiros”, destaca Walter Barbosa, vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil.

Uma das maiores operações rodoviárias do País

Presente em oito estados brasileiros – Espírito Santo, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Alagoas, Sergipe e Pernambuco – a Águia Branca transporta 10 milhões de passageiros por ano em 347 linhas interestaduais e intermunicipais, conectando cerca de 700 localidades. A operação soma 70 milhões de quilômetros rodados anualmente. Nos períodos de alta demanda de transporte, como feriados prolongados e férias, a Águia Branca contrata outras empresas para atender suas necessidades de uma frota maior sazonalmente. Além do transporte regular de passageiros, a empresa também atua com locação de ônibus, encomendas e turismo.

Na fábrica da Mercedes-Benz Sprinter, quem manda agora é o cachorro – e ele atende por “Aris”

Na Mercedes-Benz Vans, em Düsseldorf, o futuro chegou de quatro patas e com um faro apurado para desperdício de energia. O novo “funcionário” da fábrica não pede aumento, não reclama de hora extra e, ao contrário do cão de verdade, não late nem precisa de ração. Seu nome é Aris, um cão-robô autônomo que já anda pelos corredores da planta farejando — ou melhor, detectando — vazamentos de ar comprimido que podem custar caro à companhia.Segundo a empresa, Aris tem talento de sobra para justificar a contratação: ele evita falhas de sistema, sobe escadas sem tropeçar e ainda faz inspeções de medidores analógicos com mais precisão que muito engenheiro apressado no fim do turno. O resultado? Economia de energia que passa facilmente da casa dos seis dígitos por ano. Quem diria que o cachorro de metal seria tão bom de conta?

Do “farejo” acústico ao gêmeo digital

Equipado com inteligência artificial, Aris não apenas ouve ruídos estranhos, mas os transforma em imagens acústicas capazes de mostrar exatamente onde está o problema. É como ter um estetoscópio industrial de quatro patas andando pelo chão de fábrica. Se um vazamento ameaça virar dor de cabeça, o cãozinho digital já alerta os humanos antes que o estrago seja maior.

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E não para por aí: o robô pode até ajudar a criar um “gêmeo digital” da fábrica e verificar rotas de fuga. Em resumo, além de segurança, Aris também entrega sustentabilidade e modernidade. Se pudesse, provavelmente já estaria pedindo crachá corporativo e vaga no estacionamento.

O “irmão voador”: drone assume tarefas de logística

Mas a Mercedes não ficou só no cachorro. Para não deixar Aris sozinho nessa revolução digital, a fábrica também escalou um drone autônomo para cuidar da contagem de contêineres vazios no pátio. A tarefa, antes rotineira e cansativa, agora é feita com software de IA que identifica cargas com base em dimensões e contornos. Resultado: eficiência maior e funcionários liberados para atividades menos monótonas — ou, quem sabe, para fazer amizade com o novo colega canino.

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Düsseldorf: onde vans nascem e robôs passeiam

A fábrica de Düsseldorf, responsável pela produção da icônica Sprinter e sua versão elétrica, a eSprinter, ocupa 325 mil metros quadrados e emprega 5.500 pessoas. Agora, além de ser uma das maiores empregadoras da região, é também uma das pioneiras na adoção de robôs que parecem saídos de um episódio de “Black Mirror” em edição automotiva bem-humorada.

Com a digitalização acelerada, a Mercedes-Benz dá mais um passo rumo a um futuro em que humanos e máquinas dividem as tarefas de forma inteligente. E, convenhamos, se o resultado é menos desperdício, mais eficiência e até um cachorro-robô que sobe escadas, quem vai reclamar?

Iveco e SENAI-MG mobilizam 4 mil alunos em desafio de descarbonização

O Iveco Group e o SENAI-MG lançaram o Desafio para Descarbonização, um programa que une educação técnica, inovação industrial e sustentabilidade. Com mais de 4 mil alunos inscritos e 949 projetos apresentados, a iniciativa busca o interesse de jovens para soluções ambientais.

Segundo Lucilene Carvalho, gerente de Sustentabilidade do Iveco Group, a ação reflete a estratégia da montadora, recentemente reconhecida como a mais inovadora do país. “Inovação e sustentabilidade estão no centro de nossa estratégia. Juntos com o SENAI, queremos difundir esses conceitos e promover a integração desses jovens com desafios reais”, explica.

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Educação e prática

A participação no desafio exigiu a conclusão do curso EAD de Introdução à Descarbonização Industrial, recém-lançado pelo SENAI-MG. A etapa teórica foi seguida pelo desenvolvimento de projetos em equipes multidisciplinares, abordando desde soluções de energia solar integradas a caminhões IVECO até reengenharia de peças plásticas para reduzir impactos ambientais.

“Além de trabalhar com inovação, os alunos exercitam habilidades críticas para a indústria moderna: trabalho em equipe, resolução de problemas e pensamento empreendedor”, observa Ricardo Aloysio, gerente de Educação e Tecnologia do SENAI-MG.

O modelo do programa reflete uma tendência crescente: a integração entre capacitação técnica e desafios reais da indústria, estimulando que estudantes não apenas absorvam conhecimento, mas apliquem-no em projetos com potencial de impacto ambiental e econômico.

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Notícias curtas:

Ação social da VWCO — O projeto EmCena Brasil, uma caravana itinerante de teatro idealizada por Orlando Moreno e Luciana Marques, já percorreu mais de 600 cidades brasileiras a bordo de um caminhão VW Constellation, levando espetáculos de teatro, circo, música e oficinas de arte a cerca de três milhões de espectadores. Criado em 2008 com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, o projeto utiliza um container adaptado como palco móvel, equipado com estrutura profissional de som, iluminação e acomodação para o público. Apoiado pela Volkswagen Caminhões e Ônibus, o EmCena promove o reencontro das comunidades com sua própria cultura, oferecendo experiências artísticas acessíveis e enriquecedoras para todas as idades.

Electric Move — A Feira de Mobilidade Elétrica, Descarbonização e Transição Energética, realizada pelo Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul e Região (Simecs), contará com a 7ª edição do Simpósio SAE BRASIL de Mobilidade Urbana em sua programação. Lançada oficialmente em julho, a Electric Move será promovida de 6 a 8 de novembro, no Parque de Eventos Festa da Uva, em Caxias do Sul.

Envio Nacional — A Uber e a Loggi lançaram em São Paulo o serviço Envio Nacional, que permite aos usuários do aplicativo da Uber realizarem entregas de pacotes para mais de 5.500 municípios em todo o Brasil, com coleta e entrega operadas pela Loggi. Após testes bem-sucedidos em Campinas e Curitiba, a expansão para a maior capital do país marca uma nova fase da parceria, com potencial de alcançar mais de 10 milhões de usuários.

 

Mobilidade em transformação: Marcopolo entrega 242 ônibus para Goiânia

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Além dos articulados Attivi Express, a Marcopolo entrega mais 242 unidades do modelo Torino para a operadora Rápido Araguaia. Os veículos fazem parte da renovação da frota da Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RMTC), que atende a capital e outros 18 municípios integrados.

Com 12,56 metros de comprimento, os novos ônibus contam com suspensão pneumática, que garante viagens mais confortáveis e melhora a segurança e o desempenho operacional. No interior, os passageiros têm à disposição 33 poltronas City, portas USB distribuídas no salão, ar-condicionado e sistemas de itinerário eletrônico. A segurança foi reforçada com preparação para sistema de monitoramento e câmeras com reconhecimento facial. Em termos de acessibilidade, os veículos oferecem rampas para cadeirantes e espaços reservados para pessoas com mobilidade reduzida.

A iniciativa faz parte do projeto Nova Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (Nova RMTC), que contempla a requalificação completa da infraestrutura e da frota na região.

O fornecimento contou com o suporte da Topline Bus, representante comercial da Marcopolo no Centro-Oeste, responsável por aproximar operadores locais e oferecer soluções sob medida para os desafios da operação metropolitana. “Mais do que fornecer veículos, a Marcopolo reforça o seu compromisso com a mobilidade sustentável e com a transformação do transporte urbano. Estamos contribuindo com o bem-estar e a qualidade de vida da população”, destacou Ricardo Portolan, diretor de Operações Comerciais Mercado Interno e de Marketing da Marcopolo.

Mais notícias curtas sobre ônibus

Ônibus no Conjunto Nacional — A exposição “Rodas e Trilhos: Eletricidade nos Transportes”, promovida pela Fundação Energia e Saneamento no Conjunto Nacional até 22 de setembro, celebra o Mês do Patrimônio ao retratar a trajetória dos bondes, trens e ônibus elétricos em São Paulo, destacando peças históricas e documentos raros. Com entrada gratuita, a mostra convida o público a refletir sobre os desafios e avanços da mobilidade urbana sustentável, conectando passado, presente e futuro por meio de temas atuais como o crescimento dos ônibus elétricos, a expansão dos VLTs e as novas tendências de transporte individual.

Exposição
Fonte: Fundação Energia e Saneamento (FES)