quarta-feira, março 11, 2026

Preço do café dispara e roubo de cargas explode: veja como a DL4 reduziu as ocorrências a 0,03%

O forte aumento no preço do café — que passou de cerca de R$ 35 para mais de R$ 60 o quilo em um ano — transformou o produto em alvo prioritário de quadrilhas especializadas em roubo de cargas. Com 18 meses consecutivos de alta, segundo o IBGE, o café se tornou tão valioso e fácil de revender que transportar o produto passou a exigir estratégias de segurança semelhantes às usadas por carros‑fortes.

No primeiro semestre, uma operação em Minas Gerais prendeu mais de 20 integrantes de uma organização criminosa que atuava também em Pernambuco e Ceará, evidenciando a dimensão do problema.

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Diogo de Oliveira, fundador da DL4

Para enfrentar esse cenário, transportadoras como a DL4 Group adotaram medidas rigorosas: mudança de horários de entrega, limite de tempo para descarga, postos avançados dentro das fábricas, rastreamento detalhado e contratação de motoristas locais, explica Diogo de Oliveira, fundador e CEO do DL4 Group, empresa focada em transporte rodoviário de carga com sede em Curitiba e atuação principalmente no Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.

Oliveira conta que a DL4 implantou dentro da indústria de café atendida no Rio de Janeiro (estado com alto índice de roubos de carga) um posto avançado, com um funcionário que mapeia e roteiriza as entregas diárias. Com essa programação, as entregas matinais em áreas de risco, “quando ocorrem 90% dos roubos”, são evitadas. “Além disso, o volume de cargas em rotas problemáticas é reduzido e, durante a descarga, a orientação é para uma parada de no máximo 15 minutos”, explica.

Essas ações reduziram quase a zero os roubos nas operações da empresa, que hoje realiza até 60 entregas diárias entre Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, com índice de furtos de apenas 0,03%. A valorização do café e a facilidade de revenda continuam atraindo criminosos, mas planejamento e tecnologia têm permitido manter a atividade viável mesmo em regiões de alto risco.

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