A Marcopolo entra em 2026 projetando um ano de retomada gradual no mercado brasileiro, especialmente a partir do segundo semestre, quando a esperada redução das taxas de juros deve destravar investimentos e acelerar a renovação de frotas. A companhia, que acaba de anunciar resultados recordes em 2025, mira agora um ciclo de expansão sustentado por novas tecnologias, fortalecimento das operações internacionais e diversificação para novos modais.
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Um 2025 histórico que prepara o terreno para 2026
A fabricante encerrou 2025 com receita líquida consolidada de R$ 9,06 bilhões, alta de 5,4% sobre 2024, e lucro líquido de R$ 1,23 bilhão, completando quatro anos consecutivos de evolução. O grande motor desse desempenho foi o avanço internacional:
- Exportações a partir do Brasil: R$ 1,14 bilhão (+31,1%)
- Receita das unidades no exterior: R$ 2,96 bilhões (+32,3%)
- Participação internacional na receita total: 45,4% (vs. 36,3% em 2024)
A produção consolidada somou 15.024 unidades, praticamente estável em relação ao ano anterior, refletindo a acomodação do mercado interno e o fortalecimento das vendas externas.
Entre os destaques do ano, a Marcopolo lançou novos modelos na Busworld Europa, avançou na produção local da linha G8 em fábricas da África do Sul, China e México e realizou a primeira exportação da Marcopolo Rail, com três composições entregues ao Chile.
A empresa encerrou 2025 com endividamento financeiro líquido de R$ 1,48 bilhão, e o segmento industrial registrou alavancagem de apenas 0,2 vez o EBITDA dos últimos 12 meses — um indicador de solidez financeira.
O CFO Pablo Motta resume o momento:
“O ano de 2025 demonstrou a resiliência e o acerto da nossa estratégia global. A diversificação geográfica, aliada a um mix de produtos variado, demonstra nossa capacidade de gerar valor de forma sustentável.”
Perspectivas para 2026: foco na retomada e na expansão global
A Marcopolo projeta para 2026 um cenário de recuperação gradual do mercado brasileiro, especialmente no segundo semestre. A empresa trabalha com três vetores principais:
1. Renovação de frotas urbanas no Brasil
A queda dos juros deve estimular investimentos de operadores e prefeituras. A companhia espera ampliar entregas de veículos com propulsões alternativas, fortalecendo sua presença em elétricos e híbridos.
2. Crescimento no segmento de micros
Programas governamentais seguem como pilares:
- Caminho da Escola
- Entregas ao Ministério da Saúde
A continuidade dessas iniciativas deve garantir estabilidade e volume ao segmento.
3. Expansão internacional como pilar estratégico
A empresa inicia 2026 com uma carteira robusta, especialmente na Austrália, onde há grande volume de ônibus elétricos encomendados. Outros movimentos relevantes:
- Homologação de novos modelos para o mercado europeu
- Avanço das entregas de micros para a América do Norte
- Consolidação da Marcopolo Rail em novos projetos ferroviários
O que esperar do novo ciclo
A combinação de juros mais baixos, demanda reprimida no transporte urbano e fortalecimento das operações globais coloca a Marcopolo em posição favorável para 2026. A empresa deve:
- Acelerar a transição para tecnologias de baixa emissão
- Ampliar sua presença em mercados estratégicos
- Diversificar receitas com o modal ferroviário
- Sustentar margens com maior participação internacional
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