quinta-feira, janeiro 29, 2026

Iveco Group: Tecnologia militar ganha reforço com projeto robótico da IDV para a OTAN

A IDV (Iveco Defence Vehicles) foi selecionada pela NSPA (NATO Support and Procurement Agency), a Agência de Apoio e Aquisições da OTAN, para liderar um projeto estratégico de três anos que visa desenvolver, testar e integrar soluções de defesa baseadas em Sistemas Robóticos e Autônomos (RAS).

O programa é centrado na combinação de veículos terrestres não tripulados e sistemas aéreos não tripulados, todos operando de forma coordenada por um avançado sistema de Comando e Controle (C2). O diferencial está na interoperabilidade: drones, robôs e equipamentos de diferentes países e fabricantes atuarão em conjunto em missões reais, trocando dados em tempo real por meio de uma rede distribuída.

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A proposta do projeto vai além da simples demonstração de tecnologias. O objetivo é entregar uma capacidade integrada de RAS, com foco em cenários complexos de combate. Para isso, os conceitos de operação serão cocriados com os usuários finais — as Forças Armadas — por meio de simulações práticas e experimentações. Entre as missões previstas para os testes estão reabastecimento de tropas, evacuação médica, reconhecimento de rotas, vigilância, aquisição de alvos e resgate de equipamentos em ambientes hostis.

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Sob a coordenação da IDV, o programa reúne um consórcio de empresas europeias com competências complementares em robótica e defesa, como LEM, SIRALAB e REBEL ALLIANCE.

A IDV contribuirá com suas soluções em autonomia terrestre, especialmente os modelos VIKING e LMV 4×4, veículos modulares desenvolvidos para operar manualmente, de forma remota ou totalmente autônoma. O LMV, por exemplo, já é utilizado em diferentes operações e será adaptado para missões integradas com sistemas aéreos e robóticos.

Os testes operacionais ocorrerão com apoio do Exército Italiano e outras forças militares da OTAN, em ambientes controlados e de simulação realística. Segundo a NSPA, o projeto também servirá como base para a formulação de estratégias futuras de adoção dos RAS em operações reais, com definição de diretrizes e modelos de implementação para os próximos anos.

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