Levantamento da Frota News no novo anuário da ABLA revela consolidação da gestão e terceirização de frotas como principal destino dos veículos locados no Brasil; arrecadação tributária do setor também dispara e reforça peso econômico da locação
A terceirização de frotas já deixou de ser apenas uma tendência para se consolidar como o principal motor do setor de locação de veículos no Brasil. É o que mostra a análise da Frota News sobre o recém-publicado Anuário Brasileiro do Setor de Locação 2026, da ABLA.
Entre os dados mais relevantes para gestores de frotas — tanto de automóveis quanto de veículos comerciais leves e pesados —, um dos destaques é a mudança estrutural no destino da frota das locadoras: a Gestão e Terceirização de Frotas (GTF) representa 54% da frota total, superando o segmento de Rent a Car (RAC), voltado à locação avulsa e de curto prazo, que ficou em 46%. O dado reforça a crescente profissionalização do uso de veículos por empresas e órgãos públicos, além do avanço dos modelos de assinatura e contratos corporativos de longo prazo.
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Estoque de veículos em nome das locadoras:
Fonte: ABLA
Terceirização se consolida como eixo central do mercado
A leitura dos números mostra que essa virada não ocorreu de forma abrupta, mas sim como resultado de uma transição consistente. De 2021 a 2023, o segmento de GTF manteve participação estável em 52%, enquanto o RAC ficou em 48%. Em 2024, a gestão e terceirização avançou para 54%, patamar que foi mantido em 2025, consolidando uma nova configuração do mercado.
Para empresas que operam com automóveis de serviço, utilitários leves, picapes, vans e até caminhões, a terceirização vem sendo vista cada vez mais como uma alternativa para reduzir imobilização de capital, terceirizar riscos de depreciação, manutenção e revenda, além de aumentar a flexibilidade na adequação da frota ao ciclo do negócio.
Arrecadação tributária cresce fortemente e reforça peso econômico do setor
Outro ponto que chama atenção na análise da Frota News é a evolução da arrecadação de impostos associada ao setor entre 2021 e 2025. Os dados mostram expansão contínua tanto nos tributos pagos diretamente sobre a atividade de locação quanto nos impostos incidentes na compra de veículos pelas locadoras. Vale lembrar que os impostos pagos são repassados para o usuário final, pois fazem parte da composição da tarifa paga, seja pela pessoa jurídica ou física.
Impostos pagos pela atividade de locação
- 2021: R$ 2,99 bilhões
- 2025: R$ 7,8 bilhões
Impostos pagos na compra de veículos
- 2021: R$ 10,9 bilhões
- 2025: R$ 23,0 bilhões
As locadoras foram responsáveis por 24,6% das vendas das montadoras de automóveis e comerciais leves
Em 2025, o setor de locação emplacou 628.970 unidades de automóveis e comerciais leves, contra 649.399 unidades em 2024, o que representa uma queda de 3,1% no comparativo anual. Ainda assim, trata-se de um patamar historicamente robusto e muito superior ao de 2021, quando as locadoras haviam adquirido 441.858 unidades.
O dado talvez mais relevante para a indústria automotiva e para gestores de frota está na participação das locadoras no total de emplacamentos do Brasil. Em 2025, o setor respondeu por 24,6% de todos os emplacamentos de automóveis e comerciais leves do país.
Vendas para locadoras por marcas:

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