Após estrear, em 2024, o caminhão FH 100 B100 Flex, a Volvo amplia sua aposta nos biocombustíveis com o lançamento do B320R B100, chassi urbano movido a 100% biodiesel.
Por enquanto, as vendas de veículos B100 precisam seguir normas e autorizações da Agência Nacional do Petróleo (ANP) a frotas cativas, principalmente de empresas produtoras de biodiesel, como Amaggi, JBS e 3tentos. Essas companhias utilizam o combustível em escala própria, o que facilita a implementação inicial da tecnologia.
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“Assim como com as alternativas elétricas, chassis com motores a biocombustível podem contribuir com o meio ambiente em áreas urbanas, com redução de até 90% nas emissões de CO₂, dependendo da cadeia de produção do combustível”, destaca André Marques, presidente da Volvo Buses América Latina. Segundo ele, o novo chassi combina “ganho ambiental, viabilidade técnica e facilidade de aplicação, pois já há um grande número de produtores desse biocombustível no País”.
Financiamento com taxa reduzida
Outro avanço da montadora é sua habilitação no Pró-Transporte, programa do governo federal que oferece linha de crédito com juros menores para aquisição de ônibus urbanos. O recurso vem do FGTS e é operado pela Caixa Econômica Federal, com o Banco Volvo como agente financeiro repassador.
A iniciativa busca ampliar o acesso a financiamento em condições mais vantajosas, especialmente para operadores que enfrentam margens estreitas.
Resultados na América Latina em 2025
No último ano, a Volvo entregou 1.099 chassis de ônibus na América Latina, sendo 553 unidades no Brasil, o que representa metade das vendas regionais. A marca manteve predominância nas vendas de modelos rodoviários, que responderam por cerca de 80% do total.
Avanços em eletromobilidade
A Volvo também acelerou sua agenda elétrica no último ano. O chassi BZRLE, modelo de piso baixo 100% elétrico, já soma 40 unidades vendidas às operadoras Santa Brígida e Gato Preto, ambas de São Paulo.
Outro destaque foi o início da produção nacional dos chassis BZRT articulados e biarticulados elétricos, fabricados em Curitiba (PR) e destinados a sistemas BRT no Brasil e no exterior. Goiânia (GO) se tornou a primeira cidade do mundo a operar biarticulados elétricos, com 21 unidades entregues recentemente dentro do processo de modernização do transporte público da capital.
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