quarta-feira, janeiro 28, 2026

DHL Supply Chain aposta em 75 caminhões Mercedes-Benz Euro 6 para reduzir emissões no Brasil

A decisão da DHL Supply Chain de ampliar e renovar sua frota própria no Brasil com 75 novos caminhões Mercedes-Benz vai além de uma simples atualização de ativos. A aquisição inclui 25 cavalos mecânicos pesados Actros 2045, 40 caminhões semipesados Atego 2429 6×2 e 10 caminhões médios Accelo 1117, todos comercializados pelo concessionário Pirasa, de Campinas (SP). Os veículos passam a operar em diferentes perfis logísticos da DHL Supply Chain no País, reforçando uma frota que já conta com cerca de 300 caminhões Mercedes-Benz.

Segundo Esteban Kinjo Escobar, diretor sênior de Transporte da DHL Supply Chain no Brasil, a atualização da frota visa atender à norma Proconve P8 (Euro 6) e padronização da frota. “Com essas aquisições, cerca de 300 caminhões da nossa frota própria são Mercedes-Benz, um parceiro local e global da DHL”, afirma o executivo.

“A escolha da DHL Supply Chain pelo Actros, Atego e Accelo nos traz orgulho e satisfação. Isso demonstra a aprovação criteriosa de uma empresa extremamente profissional quanto à qualidade, confiabilidade, eficiência e rentabilidade entregues pelos caminhões da nossa marca para o especializado transporte de alto valor agregado”, diz Jefferson Ferrarez, vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Caminhões da Mercedes-Benz do Brasil.

A renovação com modelos mais novos e menos poluentes também se conecta diretamente aos investimentos da DHL Supply Chain em transportes para a indústria de saúde, segmento que exige alto nível de confiabilidade, rastreabilidade e conformidade ambiental.

O Proconve P8 (Euro 6) representa um salto significativo em relação ao P7 (Euro 5), reduzindo drasticamente emissões de poluentes como NOx e material particulado, além de exigir tecnologias mais avançadas de controle.

Comparativo de Emissões: Proconve P7 (Euro 5) vs P8 (Euro 6)

Aspecto Proconve P7 (Euro 5) Proconve P8 (Euro 6)
Entrada em vigor no Brasil 2012 2023
Redução de NOx (óxidos de nitrogênio) Limite em torno de 2,0 g/kWh Aproximadamente 0,4 g/kWh (redução de ~80%)
Material particulado (MP) 0,03 g/kWh 0,01 g/kWh (redução de ~66%)
Tecnologias exigidas EGR (recirculação de gases), catalisador de oxidação SCR (redução catalítica seletiva), filtro de partículas (DPF), sensores avançados
Impacto visual (fumaça preta) Ainda presente em alguns veículos Praticamente eliminada
Consumo de combustível Menor uso de Arla 32 (ureia) Maior uso de Arla 32, mas compensado por eficiência energética
Custo inicial Mais baixo Mais alto devido à tecnologia embarcada
Benefício ambiental Redução parcial de poluentes Redução significativa, melhora da qualidade do ar e saúde pública

 

Esse movimento no Brasil dialoga com uma estratégia global muito mais ampla. Em janeiro de 2026, o DHL Group detalhou avanços relevantes em sua jornada rumo ao net-zero até 2050. Entre os marcos estão o maior acordo de combustível de aviação sustentável (SAF) já firmado pela companhia nos Estados Unidos, parcerias para uso de biocombustíveis no transporte marítimo, testes com caminhões a hidrogênio no Oriente Médio, forte avanço da eletrificação da última milha na Alemanha e investimentos em armazenagem abastecida por energia solar na Ásia.

Embora a realidade brasileira ainda imponha limites à adoção em larga escala de tecnologias como hidrogênio e eletrificação pesada, a renovação da frota rodoviária com veículos mais eficientes e menos poluentes é, hoje, uma das formas mais realistas de reduzir emissões no curto e médio prazo.

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Marcos Villela Hochreiter
Marcos Villela Hochreiterhttps://www.frotanews.com.br
Atuo como jornalista no setor da mobilidade desde 1989 em diversas redações. Também nas áreas de comunicação da Fiat e da TV Globo, e depois como editor da revista Transporte Mundial por 22 anos, e diretor de redação de núcleo da Motor Press Brasil. Desde 2018, represento o Brasil no grupo do International Truck of the Year (IToY), associação de jornalistas de transporte rodoviário de 34 países. Desde 2021, também atuo como colaborador na Fabet (Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte, entidade educacional sem fins lucrativos). Em 2023, fundei a plataforma de notícias de transporte e logística Frota News, com objetivo de focar nos temas que desafiam as soluções para gestão de frotas.
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