A Atvos, produtora de biocombustíveis do país, pretende investir em caminhões que vão utilizar biocombutíveis de produção no “quintal de casa”: biometano produzido a partir de cana-de-açúcar. O acordo para compra dos veículos foi oficializado no dia 28 de janeiro, na sede da Atvos, em São Paulo, com a presença do CEO Bruno Serapião e do presidente da Scania Brasil, Simone Montagna. As empresas não informaram o número de caminhões envolvidos no acordo.
Na operação da Atvos, 1 m³ de biometano substitui entre 0,75 e 0,9 litro de diesel, mantendo o mesmo desempenho. Estudos internos mostram que o custo por quilômetro rodado já é competitivo frente ao diesel, sobretudo diante da construção da primeira fábrica de biometano da empresa, em Nova Alvorada do Sul (MS). Com capacidade de 28 milhões de m³ por ano.
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A adoção dos novos caminhões é resultado de uma parceria iniciada em 2024, quando a Atvos adquiriu o primeiro modelo a gás Scania para testes.
Scania consolida liderança em transporte a gás
A Scania é atualmente a única montadora a produzir caminhões movidos a gás em escala industrial no Brasil. Desde o lançamento da linha em 2019, já foram comercializadas cerca de 2.500 unidades. De acordo com a Anfavea, em 2025 foram 669 caminhões emplacados, um crescimento de 130% em relação ao ano anterior.
Além da Scania, outras montadoras se posicionam nesse mercado. Iveco oferece o modelo S-Way, enquanto Volkswagen e Mercedes-Benz desenvolvem seus protótipos, sinalizando um futuro mais competitivo para o segmento de transporte limpo.
Do campo à cidade, o biometano avança
Em outra frente que reforça o protagonismo da Scania na transição energética do transporte pesado, a montadora mantém parceria com a Loga — Logística Ambiental de São Paulo, empresa responsável pela coleta e destinação de resíduos domiciliares e hospitalares na capital paulista. O projeto, iniciado em fevereiro de 2023, transforma resíduos de aterros sanitários em biometano, utilizado para abastecer os próprios caminhões Scania que realizam a coleta domiciliar na cidade.
A iniciativa exemplifica o conceito de economia circular urbana: o lixo produzido pelos moradores se converte em combustível limpo para o transporte municipal. Cada veículo movido a biometano deixa de consumir cerca de 35 mil litros de diesel por ano e evita a emissão de até 94 toneladas de CO₂, segundo dados da SP Regula, autarquia responsável pela regulação dos serviços de limpeza urbana.
“Cada novo veículo representa um salto tecnológico e ambiental. Já entregamos mais de 80 unidades movidas a energia mais limpa, reduzindo drasticamente o ruído e as emissões durante a coleta”, afirma Domênico Barreto Granata, CEO da Loga.
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