O setor de transporte e logística no Brasil entrou em uma nova fase em 2025.
Pressionadas por custos elevados devido ao custo Brasil, excesso de regras tributárias e regulatórias e escassez de mão de obra e maior rigor regulatório, as empresas passaram a operar sob uma exigência combinada: reduzir desperdícios, elevar a produtividade e ampliar a segurança ao mesmo tempo.
A constatação está na 5ª edição do Guia sobre Tendências de Gestão de Frotas e Logística, estudo conduzido pela Platform Science, que ouviu 450 profissionais de embarcadores, transportadores e operadores logísticos em todo o país. A pesquisa foi realizada entre outubro e novembro de 2025, com margem de erro de 5% e nível de confiança de 95%.
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De acordo com o levantamento, 90% dos entrevistados apontam a redução de custos operacionais como o maior desafio do setor. O índice engloba despesas com combustível, manutenção, pneus e financiamento de frota.
O dado reflete um cenário de instabilidade no preço dos combustíveis e de juros elevados, que impactam diretamente a renovação e a expansão das frotas.
Apesar disso, o estudo mostra que o foco exclusivo em custos perdeu espaço. Indicadores ligados à produtividade (77,2%) e à segurança (76,1%) aparecem praticamente empatados, sinalizando que o mercado passou a exigir desempenho equilibrado entre essas três dimensões.
Fim do modelo de compensação entre eficiência e risco
A leitura dos analistas é que o setor deixou de aceitar o modelo de compensação, no qual ganhos de eficiência eram obtidos à custa de maior exposição ao risco operacional ou viário.
Segundo o estudo, a convergência entre custo, produtividade e segurança indica uma mudança na forma como as operações estão sendo planejadas e avaliadas, tanto por transportadores quanto por embarcadores.
A gestão de frotas passa a ser analisada de forma integrada, com impacto direto em contratos, níveis de serviço e compliance regulatório.
Tecnologia ganha espaço na tomada de decisão
Pela primeira vez desde o início da série histórica, 52,4% dos entrevistados indicam o uso de dados e soluções tecnológicas como um dos principais caminhos para enfrentar os desafios operacionais.
A pesquisa associa esse movimento à combinação de operações mais complexas, equipes reduzidas e à necessidade de maior controle sobre ativos, condutores e riscos.
Renovação geracional altera o perfil da gestão
O estudo também aponta mudanças no perfil etário dos profissionais do setor.
Trabalhadores nascidos entre 1981 e 1996 já representam mais de 53% da força de trabalho. A participação da geração nascida entre 1997 e 2009 alcançou 19,5%, quase o dobro das edições anteriores da pesquisa.
Essa renovação ocorre em paralelo a um alto nível de escolaridade. Mais de 83% dos respondentes possuem ensino superior ou pós-graduação.
De acordo com o levantamento, esse perfil contribui para maior abertura à adoção de soluções digitais, como plataformas integradas de gestão, análise de dados em tempo real, automação de processos e sistemas de monitoramento veicular.
Gestão de frotas deixa de ser apenas operacional
A leitura consolidada da 5ª edição do Guia é que a gestão de frotas passou a ocupar papel mais estratégico dentro da cadeia logística. As decisões deixam de ser baseadas exclusivamente na experiência operacional e passam a incorporar indicadores, dados e métricas de desempenho.
Essa mudança impacta diretamente resultados financeiros, níveis de serviço, segurança viária e atendimento às exigências regulatórias. O estudo indica que a tendência deve se intensificar nos próximos anos, à medida que custos seguem pressionados e o mercado exige maior previsibilidade, eficiência e controle das operações.
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