Setor de implementos rodoviários fecha primeiro semestre de 2026 com recuo de 7,5%

Apesar do desempenho mensal recorde em junho, a indústria de implementos rodoviários acumulou queda nas vendas e busca estabilidade econômica para o segundo semestre

A indústria de implementos rodoviários encerrou o primeiro semestre de 2026 com um total de 66.736 unidades emplacadas, o que representa um recuo de 7,5% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram registradas 72.179 unidades. Apesar do resultado negativo no acumulado do ano, o mês de junho apresentou sinais de recuperação ao registrar o melhor desempenho mensal do semestre, com 12.318 produtos vendidos. Esse volume representa um crescimento de 4,3% sobre o mês de maio, que havia registrado 11.810 unidades, mantendo uma curva ascendente iniciada em abril.

A análise detalhada por segmentos mostra que o mercado de Reboques e Semirreboques totalizou 32.452 emplacamentos entre janeiro e junho, uma retração de 9,42% frente às 35.827 unidades de 2025. No entanto, nichos específicos dentro deste segmento apresentaram crescimento, como o Tanque Inox, que saltou 24,88%, e o Baú Carga Geral, com alta de 6,35%. Por outro lado, o setor de Carroceria sobre chassis registrou uma queda menor, de 5,69%, com 34.284 unidades comercializadas no semestre. Nesse grupo, os implementos do tipo Baú Lonado e Basculante conseguiram resultados positivos, crescendo 11,94% e 2,20%, respectivamente.

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No cenário do comércio exterior, os dados até abril de 2026 mostram um desempenho positivo, com 1,537 unidades exportadas, o que equivale a um aumento de 20,93% em relação ao ano anterior. Contudo, no mercado interno, o acumulado dos últimos 12 meses (julho de 2025 a junho de 2026) ainda reflete a retração do setor, com uma queda de 7,9% no volume total de emplacamentos.

José Carlos Spricigo, presidente da ANFIR, destaca que, embora programas como o Move Brasil sejam fundamentais para alavancar negócios, o setor ainda aguarda medidas que proporcionem uma base sólida para o crescimento econômico geral. Segundo o executivo, é essencial que os empresários tenham segurança e estabilidade para tomarem decisões de curto e médio prazo. A expectativa da associação é que os resultados da segunda fase do programa Move Brasil comecem a refletir nos números da indústria nos próximos meses.

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Setor automotivo expansão de 16% no semestre e Fenabrave projeta 5,2 milhões de unidades no ano

As vendas de veículos novos no Brasil devem avançar acima das expectativas em 2026, segundo projeção revisada da Fenabrave. A entidade agora estima crescimento de 8,6%, com mais de 5,2 milhões de unidades comercializadas, abrangendo automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implementos rodoviários. No início do ano, a previsão era de 6,1%. Apenas automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus devem somar 2,7 milhões de unidades, alta de 7,9%, bem acima dos 3,02% projetados anteriormente.

O segmento de motos deve bater recorde histórico, com avanço de 10% e mais de 2,4 milhões de unidades vendidas. No primeiro semestre, o mercado total cresceu 16,01%, alcançando 2.715.403 unidades. O presidente da Fenabrave destacou o “surpreendente crescimento” do setor, impulsionado pelo programa federal Carro Sustentável, que reduz o IPI de veículos mais leves e sustentáveis, além da queda de preços por maior concorrência e da expansão da rede de concessionárias, que agora soma 8.401 lojas filiadas.

Entre janeiro e junho, automóveis e comerciais leves registraram alta de 20,11%, com 1.359.107 unidades emplacadas. As motos também avançaram, com 1.174.459 unidades, crescimento de 14,10% frente ao mesmo período de 2025. Já ônibus e caminhões seguem em retração: queda de 9,09% no acumulado do ano, totalizando 61.020 unidades. Para o fechamento de 2026, a Fenabrave mantém projeções negativas: recuo de 7,8% para caminhões e 9,2% para ônibus.

O diretor executivo da Fenabrave, Marcelo Franciulli, afirma que o programa Move Brasil, que oferece juros reduzidos para renovação de caminhões antigos, impulsionou alta de quase 15% nas vendas de junho ante maio e de 13,5% frente a junho de 2025. Contudo, o programa ainda não reverteu a tendência de queda do segmento. Franciulli ressalta que os recursos do Move 2 já se esgotaram e que muitas operações não se converteram em emplacamentos devido à burocracia.

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