sábado, março 21, 2026

Binatural planeja ampliar a produção de biodiesel com novo investimento

A possível aprovação do B16 pelo CNPE em 19 de março tornou‑se o ponto central para destravar investimentos e dar previsibilidade ao setor de biodiesel. A indústria afirma ter capacidade instalada de 15 bilhões de litros/ano, suficiente para atender à nova mistura sem risco de desabastecimento, reduzindo ainda a dependência de diesel importado. Entidades como CNA e AliançaBiodiesel pressionam o governo após sucessivos adiamentos, enquanto testes com B20 e B25 já avançam para 2027.

Nesse cenário, a Binatural projeta crescimento acelerado caso o B16 seja aprovado: receita de R$ 3,7 bilhões e produção de 500 milhões de litros em 2026, contra R$ 3,5 bilhões e 465 milhões sem a nova mistura. A empresa, líder em eficiência ambiental no RenovaBio, planeja ampliar sua capacidade de 600 para 700 milhões de litros até 2028, com investimentos de R$ 100 milhões. Para o CEO André Lavor, o avanço da mistura é essencial para segurança energética, redução de emissões e expansão sustentável da cadeia produtiva.

Saiba mais:
  • A AliançaBiodiesel afirma que a indústria tem capacidade imediata para elevar a mistura de biodiesel no diesel para até 21,6% e defende o início urgente dos testes para blends acima do B15, conforme a Lei do Combustível do Futuro. As entidades ABIOVE e APROBIO dizem estar prontas para avançar ao B16 ainda em 2026, inclusive oferecendo apoio financeiro às testagens, argumentando que ampliar o uso do biodiesel é estratégico diante da escassez global de diesel e essencial para a segurança energética e a competitividade do setor automotivo e de combustíveis. Paralelamente, criticam a MP 1.340/2026 por subsidiar o diesel fóssil e taxar exportações de petróleo, o que consideram um retrocesso à transição energética. A Frente Parlamentar do Biodiesel e 43 entidades do agro também defendem a adoção imediata do B17, citando a ociosidade de cerca de 50% na indústria e os benefícios econômicos e constitucionais de fortalecer os biocombustíveis nacionais.
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  • Gilles-Laurent Grimberg, CEO da Actioil do Brasil e CTO da Actioil Internacional, será um dos palestrantes do Biodiesel Day, em 20 de março de 2026, dentro do 12º Congresso Internacional de Bioenergia e da BioTech Fair, principais eventos nacionais dedicados às energias renováveis. Ele participará do painel sobre qualidade do biodiesel e avanços no B100, ao lado de especialistas como Vicente Pimenta (Abiove) e Marlon Arraes (MME), discutindo desafios técnicos e inovações essenciais para a expansão da mistura obrigatória e para a transição energética no país. Grimberg destaca que o momento é decisivo para consolidar os biocombustíveis como vetor de sustentabilidade e competitividade. O congresso, realizado de 18 a 20 de março no Centro de Eventos da FIERGS, reunirá temas como biocombustíveis, biogás, biomassa e hidrogênio verde, promovendo debates sobre políticas públicas, tecnologia e investimentos, com o Biodiesel Day encerrando a programação com foco no mercado e nas tecnologias do setor.
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  • A JBS com o programa Óleo Amigo alcançou a marca de 50 milhões de litros de óleo de cozinha usado coletados em dez anos. No conceito da economia circular, o óleo descartado deixa de ser um passivo ambiental para ser um ativo econômico. Todo o resíduo é transformado em biodiesel pela Biopower, empresa do grupo, que em 2025 registrou seu maior volume anual de coleta: 11,3 milhões de litros. A Biopower, uma das maiores produtoras de biodiesel do país, já fabricou mais de 4 bilhões de litros do biocombustível, evitando a emissão de cerca de 9 milhões de toneladas de CO₂. Além da coleta direta, a empresa compra óleo usado de cooperativas e coletores independentes — mais de 430 milhões de litros desde 2015.
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  • No contexto da transição energética dos transportes, o biodiesel assume papel estratégico como alternativa ao diesel fóssil, reforçando compromissos de redução de emissões e segurança energética. Com obrigatoriedades de mistura em dezenas de países — representados no Mapa Biocombustíveis divulgado pela AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva) — o biocombustível avança como vetor de descarbonização, e seu uso global já mostra transformações relevantes para gestores de frotas, distribuidores e operadores logísticos. Tudo com muitos desafios causados por problemas de controle de qualidade e logística segura de distribuição. Panorama global: líderes e volumes
biodiesel
Fonte: AEA
  • Os dados mais recentes de mercado mostram que o consumo mundial de biodiesel continua sólido, embora em patamares ligeiramente abaixo dos picos de 2022. Em 2024, os maiores volumes foram registrados em: Indonésia — aproximadamente 8,1 milhões de toneladas; Estados Unidos — cerca de 6,9 milhões de toneladas; Brasil — por volta de 6,4 milhões de toneladas. Esses três países respondem por cerca de 48% do consumo global de biodiesel. No mesmo período, a produção global manteve concentração similar, com Indonésia, Brasil e EUA somando cerca de 45% da produção mundial — em torno de 8,2 M, 6,5 M e 6,1 M de toneladas, respectivamente.
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