O setor de logística atravessa uma transição profunda. O avanço da digitalização, a pressão do e-commerce, as novas exigências regulatórias e a agenda ESG mudaram o perfil do profissional que as empresas buscam. O “novo profissional da logística” já não é apenas o executor de tarefas operacionais. Hoje, ele é analista de dados, gestor de clientes, especialista em sustentabilidade e protagonista da adoção de tecnologias como inteligência artificial (IA).
De acordo com estudo da SimpliRoute, empresa especializada em otimização de logística, 82% das empresas brasileiras querem investir em IA aplicada ao transporte, 77% em processamento de pedidos e 76% em atendimento ao cliente. A tendência revela que a tecnologia não é acessória: ela passa a ser o coração da logística moderna.
Do operacional ao digital
A digitalização ampliou o papel da logística. Softwares de gestão de transporte (TMS), armazéns (WMS) e visibilidade em tempo real já são rotina em grandes companhias, enquanto a IA assume funções como roteirização dinâmica, previsão de demanda e atendimento automatizado.
Esse movimento exige que os profissionais dominem não apenas fluxos físicos, mas também dados e sistemas integrados, trabalhando em torres de controle que monitoram operações de ponta a ponta.
E-commerce como motor de mudança
O comércio eletrônico brasileiro movimentou R$ 204,3 bilhões em 2024, segundo a ABComm (associação do setor), crescimento de 10,5% em relação ao ano anterior. Esse avanço pressiona a última milha, com entregas mais rápidas, flexíveis e visíveis para o consumidor.
Nesse contexto, surge uma nova função híbrida: o especialista em experiência do cliente (CX) dentro da logística, responsável por equilibrar custo, prazo e satisfação em cada entrega.
ESG e a nova responsabilidade
Outro vetor de mudança é a sustentabilidade. Programas como o GHG Protocol e as metas do governo para descarbonização colocam a logística no centro das estratégias ambientais. Profissionais precisam entender de inventário de emissões, biocombustíveis e indicadores de carbono por tonelada-quilômetro, além de segurança de dados e compliance.
É justamente nesse ponto que entra o Seminário Educação para Logística – Descarbonização 2025, organizado pela Frota News. O evento reunirá líderes do setor de transporte, logística, indústria automotiva e instituições de ensino para discutir formação técnica e estratégica no enfrentamento da crise climática. A proposta é clara: integrar inovação, tecnologia e práticas sustentáveis ao processo de capacitação profissional.
Habilidades em alta
Um levantamento do Fórum Econômico Mundial indica que até 2030 quase 40% das competências atuais serão substituídas. As empresas de logística já projetam crescimento em áreas como:
- IA e big data
- Cibersegurança e literacia digital
- Pensamento analítico e criatividade
- Gestão de pessoas e adaptabilidade
No contexto do seminário, esses tópicos ganham ainda mais relevância, pois conectam a transformação digital com a agenda de descarbonização, criando uma trilha prática de desenvolvimento profissional.
Funções emergentes
Entre os cargos que mais crescem no Brasil e no mundo estão:
- Analista de Torre de Controle: monitora operações em tempo real e atua na gestão por exceção.
- Especialista em Dados de Logística: transforma números em decisões sobre rotas, custos e níveis de serviço.
- Gestor de Descarbonização: responsável por medir e reduzir a pegada de carbono da cadeia.
- CX de Última Milha: garante comunicação eficiente com o cliente e flexibilidade na entrega.
- PO de TMS/WMS: conduz a digitalização dos processos e as automações com IA e RPA.
A corrida por qualificação
No Brasil, o “Mapa do Trabalho Industrial 2025-2027”, da CNI/SENAI, mostra que milhões de trabalhadores precisarão ser qualificados até 2027 — sendo logística e transporte entre os setores mais demandados. Instituições como SENAC, SEST SENAT e SENAI já oferecem trilhas de capacitação voltadas para tecnologia, segurança e gestão de operações.
O seminário da Frota News se conecta diretamente a essa necessidade. Ao reunir fabricantes de veículos comerciais, transportadores, operadores logísticos, especialistas e instituições de ensino, cria um espaço de construção de soluções reais para acelerar a transição para uma logística de baixo carbono no Brasil.
O profissional do futuro já chegou
Na prática, o novo profissional da logística é multidisciplinar, orientado por dados e guiado pelo cliente. Ele precisa traduzir a pressão por prazos curtos em processos sustentáveis e rentáveis, equilibrando tecnologia, eficiência e impacto ambiental.
Não se trata mais de uma tendência: quem atua em logística hoje já está inserido nessa transformação. E eventos como o Seminário Educação para Logística – Descarbonização 2025 são fundamentais para preparar o setor, alinhar estratégias e formar a nova geração de profissionais que liderarão a transição para um transporte mais limpo e inteligente.


