Na Mercedes-Benz Vans, em Düsseldorf, o futuro chegou de quatro patas e com um faro apurado para desperdício de energia. O novo “funcionário” da fábrica não pede aumento, não reclama de hora extra e, ao contrário do cão de verdade, não late nem precisa de ração. Seu nome é Aris, um cão-robô autônomo que já anda pelos corredores da planta farejando — ou melhor, detectando — vazamentos de ar comprimido que podem custar caro à companhia.Segundo a empresa, Aris tem talento de sobra para justificar a contratação: ele evita falhas de sistema, sobe escadas sem tropeçar e ainda faz inspeções de medidores analógicos com mais precisão que muito engenheiro apressado no fim do turno. O resultado? Economia de energia que passa facilmente da casa dos seis dígitos por ano. Quem diria que o cachorro de metal seria tão bom de conta?
Do “farejo” acústico ao gêmeo digital
Equipado com inteligência artificial, Aris não apenas ouve ruídos estranhos, mas os transforma em imagens acústicas capazes de mostrar exatamente onde está o problema. É como ter um estetoscópio industrial de quatro patas andando pelo chão de fábrica. Se um vazamento ameaça virar dor de cabeça, o cãozinho digital já alerta os humanos antes que o estrago seja maior.
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E não para por aí: o robô pode até ajudar a criar um “gêmeo digital” da fábrica e verificar rotas de fuga. Em resumo, além de segurança, Aris também entrega sustentabilidade e modernidade. Se pudesse, provavelmente já estaria pedindo crachá corporativo e vaga no estacionamento.
O “irmão voador”: drone assume tarefas de logística
Mas a Mercedes não ficou só no cachorro. Para não deixar Aris sozinho nessa revolução digital, a fábrica também escalou um drone autônomo para cuidar da contagem de contêineres vazios no pátio. A tarefa, antes rotineira e cansativa, agora é feita com software de IA que identifica cargas com base em dimensões e contornos. Resultado: eficiência maior e funcionários liberados para atividades menos monótonas — ou, quem sabe, para fazer amizade com o novo colega canino.

Düsseldorf: onde vans nascem e robôs passeiam
A fábrica de Düsseldorf, responsável pela produção da icônica Sprinter e sua versão elétrica, a eSprinter, ocupa 325 mil metros quadrados e emprega 5.500 pessoas. Agora, além de ser uma das maiores empregadoras da região, é também uma das pioneiras na adoção de robôs que parecem saídos de um episódio de “Black Mirror” em edição automotiva bem-humorada.
Com a digitalização acelerada, a Mercedes-Benz dá mais um passo rumo a um futuro em que humanos e máquinas dividem as tarefas de forma inteligente. E, convenhamos, se o resultado é menos desperdício, mais eficiência e até um cachorro-robô que sobe escadas, quem vai reclamar?


