Categoria de 10 a menos de 15 toneladas cresce 24,8% no acumulado até março, puxada por Mercedes-Benz, liderança do VW 11.180 e forte concentração em poucos modelos
Em um primeiro trimestre ainda marcado por cautela nas decisões de compra e ausência de recuperação generalizada no mercado de veículos comerciais, os caminhões médios surgem como a exceção. Segundo o recorte para modelos com PBT de 10 toneladas a menos de 15 toneladas, o segmento fechou o acumulado de janeiro a março de 2026 com 2.858 unidades, contra 2.290 unidades no mesmo período de 2025, o que representa alta de 24,8%.
Trata-se do único segmento de caminhões em crescimento no trimestre, com expansão em uma faixa bastante específica, ligada sobretudo a operações urbanas, distribuição regional e rotas curtas. Os médios representam 13,13% do total dos emplacamentos, um percentual superior ao de 8,59% sobre o mesmo período de 2025. Isso reflete um crescimento da logística urbana.
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No recorte por fabricantes associados à Anfavea, o principal destaque foi a Mercedes-Benz, que saltou de 367 unidades no acumulado de janeiro a março de 2025 para 1.015 unidades no mesmo intervalo de 2026, avanço expressivo de 176,6%. A Volkswagen Caminhões e Ônibus, por sua vez, manteve presença relevante no segmento, mas com sinal misto: embora tenha registrado melhora no desempenho de março, com 597 unidades contra 564 unidades no mesmo mês do ano passado, o acumulado do trimestre caiu de 1.636 para 1.472 unidades, o que representa recuo de 10%.
Se o segmento médio foi o único a crescer, esse resultado também se explica pela forte concentração em poucas famílias de produto. No acumulado de 2026, os três modelos mais vendidos respondem por 76,55% das vendas da categoria. O líder isolado é o VW Delivery 11.180, com 1.222 unidades e 42,83% de participação, seguido pelo Mercedes-Benz Accelo 1117, com 740 unidades e 25,94%. Na terceira posição aparece o Iveco Tector 11-190, com 220 unidades e 7,71% de market share. Apenas os dois primeiros concentram 68,77% de todo o mercado de médios no trimestre, um nível de domínio que evidencia como a demanda está fortemente ancorada em produtos com PBT em torno das 11 toneladas, que atendem às necessidades de distribuição.
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