domingo, março 15, 2026

Setor de biodiesel cobra avanço imediato para B16 e critica atraso do governo

A AliançaBiodiesel enviou comunicado à redação da Frota News afirmando que o setor possui capacidade instalada para atender imediatamente a uma mistura de até 21,6% no diesel, defendendo o início urgente dos testes para blends acima do B15, conforme previsto na Lei do Combustível do Futuro. As entidades ABIOVE e APROBIO, que formam a AliançaBiodiesel, destacam que o setor está preparado para avançar para o B16 ainda este ano e até se dispõem a financiar parte das testagens, ressaltando que ampliar a participação do biodiesel é estratégico diante da escassez internacional de diesel e essencial para garantir segurança energética, previsibilidade e competitividade à cadeia automotiva e de combustíveis.

Paralelamente, o setor critica a MP nº 1.340/2026, que cria subsídio ao diesel fóssil e imposto sobre exportação de petróleo, por considerar que a medida contraria a transição energética e enfraquece um biocombustível nacional, renovável e disponível. A Frente Parlamentar do Biodiesel e 43 entidades do agro defendem a adoção imediata do B17, argumentando que há grande ociosidade industrial — cerca de 50% — e que o aumento da mistura reduziria pressões sobre preços, fortaleceria a produção interna e respeitaria o regime fiscal favorecido aos biocombustíveis previsto na Constituição.

Saiba mais:
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  • Gilles-Laurent Grimberg, CEO da Actioil do Brasil e CTO da Actioil Internacional, será um dos palestrantes do Biodiesel Day, em 20 de março de 2026, dentro do 12º Congresso Internacional de Bioenergia e da BioTech Fair, principais eventos nacionais dedicados às energias renováveis. Ele participará do painel sobre qualidade do biodiesel e avanços no B100, ao lado de especialistas como Vicente Pimenta (Abiove) e Marlon Arraes (MME), discutindo desafios técnicos e inovações essenciais para a expansão da mistura obrigatória e para a transição energética no país. Grimberg destaca que o momento é decisivo para consolidar os biocombustíveis como vetor de sustentabilidade e competitividade. O congresso, realizado de 18 a 20 de março no Centro de Eventos da FIERGS, reunirá temas como biocombustíveis, biogás, biomassa e hidrogênio verde, promovendo debates sobre políticas públicas, tecnologia e investimentos, com o Biodiesel Day encerrando a programação com foco no mercado e nas tecnologias do setor.
  • Frota Sustentável: mais de 220 artigos sobre descabonização do transporte
  • A JBS com o programa Óleo Amigo alcançou a marca de 50 milhões de litros de óleo de cozinha usado coletados em dez anos. No conceito da economia circular, o óleo descartado deixa de ser um passivo ambiental para ser um ativo econômico. Todo o resíduo é transformado em biodiesel pela Biopower, empresa do grupo, que em 2025 registrou seu maior volume anual de coleta: 11,3 milhões de litros. A Biopower, uma das maiores produtoras de biodiesel do país, já fabricou mais de 4 bilhões de litros do biocombustível, evitando a emissão de cerca de 9 milhões de toneladas de CO₂. Além da coleta direta, a empresa compra óleo usado de cooperativas e coletores independentes — mais de 430 milhões de litros desde 2015.
  • São Paulo amplia frota elétrica com mais 110 ônibus e frota eletrificada do transporte urbano a 1.259 unidades
  • No contexto da transição energética dos transportes, o biodiesel assume papel estratégico como alternativa ao diesel fóssil, reforçando compromissos de redução de emissões e segurança energética. Com obrigatoriedades de mistura em dezenas de países — representados no Mapa Biocombustíveis divulgado pela AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva) — o biocombustível avança como vetor de descarbonização, e seu uso global já mostra transformações relevantes para gestores de frotas, distribuidores e operadores logísticos. Tudo com muitos desafios causados por problemas de controle de qualidade e logística segura de distribuição. Panorama global: líderes e volumes
biodiesel
Fonte: AEA
  • Os dados mais recentes de mercado mostram que o consumo mundial de biodiesel continua sólido, embora em patamares ligeiramente abaixo dos picos de 2022. Em 2024, os maiores volumes foram registrados em: Indonésia — aproximadamente 8,1 milhões de toneladas; Estados Unidos — cerca de 6,9 milhões de toneladas; Brasil — por volta de 6,4 milhões de toneladas. Esses três países respondem por cerca de 48% do consumo global de biodiesel. No mesmo período, a produção global manteve concentração similar, com Indonésia, Brasil e EUA somando cerca de 45% da produção mundial — em torno de 8,2 M, 6,5 M e 6,1 M de toneladas, respectivamente.
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