sexta-feira, fevereiro 27, 2026

Trabalhadores de aplicativos crescem 25% e mostram renda mais resiliente no Brasil, aponta IBGE. 

Em um mercado de trabalho brasileiro ainda afetado por alta informalidade e desemprego intermitente, o setor de plataformas digitais como os aplicativos Uber, 99, iFood, Lalamove e Loggi emerge como fonte de renda mais estável para motoristas e entregadores. Dados da PNAD Contínua do IBGE, divulgados em outubro de 2025, revelam que esses profissionais tiveram menor exposição a rupturas totais de receita em comparação a outros ocupados, graças ao acesso contínuo às plataformas. 

O contingente de trabalhadores com principal renda em aplicativos atingiu 1,7 milhão no 3º trimestre de 2024, alta de 25,4% ante 2022 – ritmo bem superior aos 3% de crescimento da força de trabalho privada (empregados, empregadores e autônomos), equivalente a cerca de 2% do total.  

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O estudo especial do IBGE abrange transporte, entregas de mercadorias e serviços variados, destacando a resiliência desses perfis em cenários de oscilação econômica.  

Frota News
Edição 54

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Renda variável, mas com menor volatilidade 

Embora sujeita a flutuações por demanda urbana, horário e volume de corridas ou entregas, a renda desses trabalhadores revela trajetória de menor instabilidade ao longo de trimestres, diferentemente de grupos que alternam entre emprego formal, informalidade esporádica e inatividade. 

A média mensal supera a dos demais no setor privado (R$ 2.996 vs. R$ 2.875), apesar de jornadas mais extensas (44,8 horas semanais vs. 39,3 horas) – o que reforça a ideia de permanência ativa como forma de estabilidade. 

Lucros reais por região 

Levantamento da fintech GigU confirma viabilidade financeira: em São Paulo, motoristas com 60 horas semanais lucram em média R$ 4.252 após custos operacionais; no Rio de Janeiro, R$ 3.305 para 54 horas; e em Belo Horizonte, R$ 3.555 na mesma carga. 

“É uma jornada exigente, mas a autonomia e a rentabilidade, que superam algumas ocupações tradicionais, acabam sendo grandes atrativos”, avalia Luiz Gustavo Neves, cofundador e CEO da GigU. 

O modelo não resolve questões como proteção social ou qualidade de vida, mas sua expansão estrutural – muito acima da média do mercado – amplia a resiliência individual em um contexto instável, priorizando atividade contínua sobre vínculos tradicionais. 

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Marcos Villela Hochreiter
Marcos Villela Hochreiterhttps://www.frotanews.com.br
Atuo como jornalista no setor da mobilidade desde 1989 em diversas redações. Também nas áreas de comunicação da Fiat e da TV Globo, e depois como editor da revista Transporte Mundial por 22 anos, e diretor de redação de núcleo da Motor Press Brasil. Desde 2018, represento o Brasil no grupo do International Truck of the Year (IToY), associação de jornalistas de transporte rodoviário de 34 países. Desde 2021, também atuo como colaborador na Fabet (Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte, entidade educacional sem fins lucrativos). Em 2023, fundei a plataforma de notícias de transporte e logística Frota News, com objetivo de focar nos temas que desafiam as soluções para gestão de frotas.
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