O mercado brasileiro de picape manteve sua força em 2025, com 478.492 unidades vendidas em todos os subsegmentos — das compactas às grandes. Dentro desse universo, o segmento das picapes intermediárias teve participação de destaque: cinco modelos — Fiat Toro, Ford Maverick, Renault Oroch, Chevrolet Montana e RAM Rampage — responderam por 114.316 unidades, ou 23,9% do total.
Agora, um novo competidor se prepara para ingressar nesse disputado terreno: a Volkswagen Tukan. Posicionada entre a Saveiro e a Amarok, o nome da inédita picape foi apresentado pela Volkswagen do Brasil, que também revelou a cor símbolo de seu lançamento: o Amarelo Canário, um tom icônico que volta ao portfólio da marca como elo entre passado e futuro.
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A Volkswagen Tukan faz parte da ofensiva de 21 novos lançamentos planejados para a América do Sul até 2028, sustentada por R$ 20 bilhões em investimentos. O projeto é 100% brasileiro — desenvolvido, desenhado e produzido no país, com fabricação confirmada para a unidade de São José dos Pinhais (PR) a partir de 2027. Mas este projeto de picape intermediária não é novo.
Entre o projeto Tarok de 2018 e a Tukan
Apresentada em 2018 como conceito Tarok, uma picape intermediária sobre plataforma MQB para enfrentar Fiat Toro e afins, a caminhonete passou anos “na geladeira” por readequação de investimentos, prioridade à Amarok e impactos da pandemia, até ter seu escopo técnico revisto (mais robustez, foco em carga e nova arquitetura) e, finalmente, ser retomada no novo ciclo de aportes da Volkswagen no Brasil, renascendo como Volkswagen Tukan.
Cores que contam histórias
A revelação do nome ocorreu na sede da CBF, durante o anúncio do novo patrocínio da Volkswagen às seleções brasileiras de futebol. No estúdio de design da marca, a presença do Canarinho, mascote da Seleção, inspirou a escolha do Amarelo Canário — uma cor que já marcou gerações em modelos como Kombi, Fusca, Brasília, Passat, Golf e Gol.
“Na Volkswagen, a cor vai além da estética. Ela traduz propósito e reforça a identidade do produto”, explica Telma Blasquez, gerente de CMF (Color, Materials and Finishing) da marca. O tom desenvolvido para a Tukan é mais sóbrio e maduro, equilibrando imponência e emoção — uma leitura contemporânea da brasilidade que a cor representa.
O nascimento de um nome: Tukan
A definição do nome seguiu um processo aprofundado e multidisciplinar, envolvendo equipes de design, marketing, produto e exportação em diferentes mercados sul-americanos. “Buscávamos um nome curto, forte e com ressonância cultural”, explica Fernando Silva, vice-presidente de Vendas e Marketing da Volkswagen do Brasil.
Inspirado no tucano, ave ícone das Américas, o nome Tukan expressa exatamente a proposta do projeto: versatilidade, personalidade e conexão regional. Essa escolha reforça a intenção da marca de traduzir elementos locais em produtos com vocação global, alinhados ao novo posicionamento da Volkswagen na região.
Ranking de Picapes Intermediárias – Brasil 2025
| Posição | Modelo | Vendas Acumuladas | Participação de Mercado |
|---|---|---|---|
| 1º | FIAT/TORO | 52.129 | 19,46% |
| 2º | RAM/RAMPAGE | 26.135 | 9,76% |
| 3º | GM/MONTANA | 20.377 | 7,61% |
| 4º | RENAULT/OROCH | 11.624 | 4,34% |
| 5º | FORD/MAVERICK | 4.051 | 1,51% |
Fonte: Fenabrave/Senatran
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