O Grupo Cetric, sediado em Santa Catarina e atuação em diversos outros estados, avança com a operação de sua frota de caminhões 100% movidos a biometano. Ao todo, são seis caminhões Roll On Roll Off e um Poliguindaste, todos do modelo Scania G460 A6X4C.
A frota a gás é a mais coerente com a atividade comercial da Cetric, que atua com coleta e tratamento de resíduos. Dessa forma, esses veículos são abastecidos exclusivamente com biometano produzido internamente pela própria Cetric, a partir do biogás gerado no tratamento de resíduos sólidos orgânicos e industriais que a empresa recebe todos os dias.
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Esse processo envolve três etapas principais:
- Produção de biogás — obtido a partir da decomposição dos resíduos em biodigestores;
- Purificação do biogás — transformando-o em biometano com alto nível de pureza, adequado para uso automotivo;
- Abastecimento interno — com infraestrutura própria que garante independência energética e controle de qualidade.

Com isso, a empresa fecha um ciclo completo de economia circular, onde o próprio resíduo movimenta os veículos que o transportam. Além disso, ela reduz a tendência da aquisição de diesel fóssil.
Sabia mais:
Eren Biogás Brasil
O grupo francês EREN, em parceria com a brasileira IVRI, anunciou a criação da Eren Biogás Brasil (EBB), uma joint venture que planeja investir entre R$ 3 a 4 bilhões no desenvolvimento de projetos de biogás no Brasil nos próximos cinco a sete anos. A empresa atuará em quatro frentes — resíduos agroindustriais, lodo de esgoto, dejetos animais e indústria sucroalcooleira — para produzir biometano, biofertilizantes e CO₂ biogênico. A EBB já negocia parcerias com empresas do agronegócio nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, com projetos que devem receber entre R$ 80 e R$ 130 milhões cada. A proposta é impulsionar a economia circular e a transição energética com foco em sustentabilidade, independência energética e uso eficiente de resíduos orgânicos.

Resíduos de Manaus vai gerar biogás
O Centro de Tratamento e Transformação de Resíduos (CTTR), em construção em Manaus, será responsável por transformar gases do efeito estufa gerados na decomposição de resíduos da Região Metropolitana em biogás, oferecendo uma solução sustentável para o descarte de lixo urbano. Com um terço das obras concluídas, o centro já pode receber resíduos de municípios num raio de até 150 km da capital amazonense. A iniciativa é vista como modelo ideal para cidades como Manaus, que ainda destina cerca de 3 mil toneladas diárias a um aterro sanitário saturado, e busca acabar com os lixões, como destacou o presidente da Abrema, Pedro Maranhão.


