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Roteiro Automotivo: Explorando a conexão entre mobilidade, gastronomia e entretenimento

O Roteiro Automotivo do Frota News é uma iniciativa inovadora no segmento de mobilidade que busca integrar o mundo automotivo, transporte e logística com as delícias da gastronomia e as diversas formas de entretenimento. Aliás, esta seção é um refresco para quem trabalhou muito durante a semana garantindo o abastecimento das cidades, do campo e das indústrias. Ela oferece uma variedade de conteúdos que vão desde dicas culinárias até eventos corporativos do setor automobilístico.

Dicas Gastronômicas

Aqui, os entusiastas podem encontrar recomendações de restaurantes, bem como, hotéis, eventos e roteiros que não só oferecem uma experiência culinária de alta qualidade, mas também possuem um ambiente que ressoa com a cultura automotiva. Artigos detalhados destacam experiências gastronômicas únicas, onde a paixão por carros e a apreciação por bons pratos se encontram.

Eventos automotivos

Roteiro Automotivo
Alguns dos eventos que foram temas do Roteiro Automotivo

O Roteiro Automotivo cobre uma ampla gama de eventos, desde lançamentos de novos modelos até iniciativas de interesses dos amantes dos veículos de passeios e comerciais. A princípio, a seção oferece uma visão interna dos eventos mais exclusivos, trazendo análises e cobertura de eventos que são o coração pulsante da indústria automotiva e transporte brasileira.

Viagens de Carro

Para os aventureiros de plantão, esta categoria sugere rotas cênicas e destinos ideais para explorar de carro. Além disso, dicas de viagens que combinam o prazer de dirigir com a descoberta de paisagens deslumbrantes, o Roteiro Automotivo se torna o companheiro perfeito para a próxima jornada sobre rodas.

Entretenimento

Do cinema à realidade virtual, esta seção é dedicada a tudo que envolve carros no mundo do entretenimento. Afinal, seja através de resenhas de filmes e séries ou análises de jogos de corrida, o Roteiro Automotivo mantém os leitores informados sobre as últimas tendências e lançamentos.

Lazer motorizado

Track days, passeios de moto e outras atividades motorizadas são exploradas nesta categoria. Certamente o Roteiro Automotivo oferece insights sobre como maximizar o prazer de dirigir, proporcionando experiências inesquecíveis para os aficionados por velocidade e adrenalina.

Negócios automotivos

Esta seção é essencial para profissionais do setor, fornecendo informações valiosas sobre eventos corporativos, tendências de mercado e oportunidades de networking. O Roteiro Automotivo serve como uma ponte entre negócios e prazer. Destacando assim, como os eventos corporativos podem também ser uma fonte de lazer e aprendizado, como Fenatran, Copa Truck, Automec e muitos outros.

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Sobre nós

Acompanhe notícias selecionadas que importam para o setor de transporte de carga e logística:
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Uma nova fase da gastronomia no Roteiro Automotivo

Experiência em gastronomia deixa de ser apenas o prato e passa a incluir serviço,
ambiente e valor percebido

A gastronomia sempre ocupou um espaço importante no Roteiro Automotivo. Ao longo dos últimos anos, visitamos restaurantes, apresentamos novidades e compartilhamos sugestões de estabelecimentos conhecidos durante nossas viagens, coberturas e compromissos profissionais. Foram dezenas de experiências retratadas com o propósito de mostrar ao leitor opções interessantes para conhecer, muitas delas motivadas por convites feitos pelos próprios restaurantes.

No entanto, percebemos que esse formato de cobertura gastronômica já não atende plenamente às expectativas de um público que busca informações confiáveis antes de decidir onde investir seu tempo e dinheiro. Em um ambiente dominado pelas redes sociais, tornou-se comum encontrar publicações em que praticamente toda refeição é apresentada como extraordinária, todo serviço é descrito como impecável e toda experiência recebe uma recomendação irrestrita.

A consequência é que o consumidor acaba exposto a um grande volume de indicações positivas, mas com poucos elementos que lhe permitam diferenciar uma experiência verdadeiramente memorável de outra apenas mediana.

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Essa percepção não é apenas resultado da observação cotidiana. Uma revisão sistemática publicada em 2024 na revista científica Food Research International, reunindo dados de 111 estudos desenvolvidos em diferentes países, concluiu que a satisfação do consumidor em restaurantes está diretamente relacionada a fatores como qualidade dos alimentos, eficiência do atendimento, atmosfera do ambiente e percepção de preço justo.

O levantamento demonstra que a experiência gastronômica deixou de ser analisada apenas pelo prato servido e passou a ser compreendida de forma muito mais ampla, envolvendo elementos capazes de determinar tanto a fidelização quanto a recomendação espontânea do estabelecimento.

Ao mesmo tempo, a crescente influência das plataformas digitais e das redes sociais transformou a maneira como o público escolhe onde comer. O consumidor contemporâneo busca mais do que fotografias atraentes e recomendações entusiasmadas; ele procura relatos detalhados, capazes de contextualizar acertos e falhas e ajudá-lo a decidir se determinada experiência realmente faz sentido para seu perfil e orçamento.

Depois de quase quatro anos de aprofundamento no universo gastronômico e de uma trajetória de aproximadamente uma década acompanhando de perto a cena culinária paulistana, entendemos que chegou o momento de promover uma mudança de posicionamento editorial. Mais do que sugerir lugares agradáveis para visitar, acreditamos que podemos oferecer ao leitor uma análise mais criteriosa, baseada em técnica, repertório e experiência acumulada ao longo desse período.

Essa decisão também está alinhada ao comportamento atual do consumidor. Estudos sobre experiência do cliente demonstram que a percepção de valor vai muito além da qualidade do prato servido, envolvendo fatores como atendimento, ambiente, consistência na execução e a sensação de que o valor desembolsado foi plenamente justificado.

Da mesma forma, pesquisas de mercado mostram que um número crescente de consumidores consulta avaliações e opiniões independentes antes de escolher um restaurante, evidenciando a importância de críticas transparentes e fundamentadas.

Por esse motivo, o Roteiro Automotivo inaugura uma nova fase em sua editoria gastronômica. A partir de agora, todas as visitas serão custeadas pelo próprio veículo, sem cortesias, permutas, reembolsos ou qualquer tipo de patrocínio por parte dos estabelecimentos avaliados. Embora continuemos abertos a conhecer novos restaurantes e receber convites e sugestões de pautas, a independência editorial será um princípio inegociável em todas as análises publicadas.

As avaliações passarão a considerar aspectos como técnica e execução dos pratos, qualidade dos ingredientes empregados, equilíbrio e harmonia dos sabores, apresentação, nível de serviço, conforto do ambiente e, sobretudo, a relação entre a experiência proporcionada e o valor cobrado ao cliente.

O objetivo não é exercer uma crítica destrutiva, tampouco procurar defeitos onde eles não existem, mas oferecer ao leitor uma opinião sincera, respeitosa e tecnicamente embasada, reconhecendo méritos quando eles estiverem presentes e apontando falhas quando elas comprometerem a experiência.

Ao final de cada visita, buscaremos responder a uma pergunta simples, mas que muitas vezes se perde em meio ao excesso de recomendações entusiasmadas que circulam diariamente na internet: vale realmente a pena dedicar tempo, deslocamento e dinheiro para estar ali? É essa resposta que o Roteiro Automotivo passa a procurar em cada mesa ocupada.

Nossa proposta nunca foi simplesmente acumular recomendações. Desde o início, buscamos apresentar estabelecimentos que demonstrassem respeito ao cliente e fossem capazes de proporcionar experiências que, de alguma forma, surpreendessem positivamente. No entanto, percebemos que o ambiente digital passou a ser inundado por uma sucessão de dicas, vídeos e publicações em que, diariamente, um restaurante parece superar o anterior e toda nova descoberta é tratada como imperdível.

Ao longo dos últimos anos, constatamos que a realidade muitas vezes é bastante diferente daquela retratada nas redes sociais. Em vez de uma sequência interminável de descobertas extraordinárias, encontramos experiências que frequentemente ficam aquém das expectativas criadas por fotografias impecáveis, vídeos cuidadosamente produzidos e recomendações entusiasmadas.

Em muitas ocasiões, deixamos restaurantes com a sensação de frustração, seja pela execução inconsistente dos pratos, pelo serviço desatento ou pela percepção de que a experiência entregue não justificava o investimento realizado.

Foi justamente a repetição dessas experiências que motivou uma mudança em nossa abordagem. Continuaremos buscando lugares que respeitem o cliente e sejam capazes de surpreender positivamente, mas entendemos que nosso compromisso maior é com o leitor. Por isso, optamos por seguir um caminho diferente: publicar menos, aprofundar mais e adotar critérios ainda mais rigorosos na hora de recomendar — ou de decidir que determinado estabelecimento simplesmente não merece uma indicação.

Afinal, acreditamos que a credibilidade de uma crítica sobre gastronomia não está apenas em reconhecer os acertos, mas também na disposição de apontar, com respeito e embasamento, quando uma experiência não corresponde ao que promete.

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Falhas digitais agora superam problemas mecânicos dos veículos: é o que revela pesquisa da J.D. Power com impacto no Brasil

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Pesquisa revela queda nos problemas mecânicos e aumento das falhas digitais em carros novos. Infotainment lidera reclamações e redefine o conceito de qualidade

A indústria automotiva global atravessa um ponto de inflexão. O mais recente J.D. Power U.S. Initial Quality Study (IQS) 2026 não apenas indica uma melhora consistente na qualidade dos veículos novos, como também expõe, com mais nitidez, o novo centro de gravidade dos problemas automotivos: não mais a mecânica tradicional, mas a complexidade digital embarcada.

O estudo, que avalia a experiência de proprietários nos primeiros 90 dias de uso, aponta uma redução significativa no número de falhas mecânicas reportadas, com a indústria atingindo seu melhor desempenho de evolução desde o final dos anos 1990. Melhora histórica na qualidade, mas por motivos mais complexos do que parecem.

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O índice médio global caiu de 192 para 175 problemas por 100 veículos (PP100) — uma melhora expressiva de aproximadamente 9%, segundo a metodologia da consultoria. Na análise técnica, a evolução é relevante por dois motivos: primeiro, porque ocorre após um período de forte instabilidade industrial (cadeia de suprimentos, semicondutores e pressão inflacionária de custos); segundo, porque sinaliza uma reconfiguração do tipo de falha percebida pelo consumidor.

Se antes a qualidade era dominada por ruídos mecânicos, ajustes de montagem e falhas de acabamento, hoje ela é cada vez mais definida por software, conectividade e experiência digital.

Infotainment: o novo “calcanhar de Aquiles” da indústria

O IQS 2026 reforça um padrão já observado em estudos recentes da J.D. Power: os sistemas de infotainment continuam sendo o principal foco de insatisfação do consumidor.

Entre os problemas mais recorrentes estão a instabilidade no espelhamento de smartphones por meio de Apple CarPlay e Android Auto, interfaces pouco intuitivas que dificultam a navegação do usuário, comandos por voz inconsistentes que comprometem a interação com o veículo, falhas em telas sensíveis ao toque e atrasos nas respostas de sistemas conectados.

Mais relevante do que a simples presença dessas falhas é o fato de que elas já superam, em impacto percebido, os problemas mecânicos tradicionais em diversos segmentos, evidenciando uma mudança no conceito de qualidade automotiva.

Outro ponto relevante do estudo é a diferença persistente de qualidade entre veículos eletrificados e modelos a combustão. Veículos elétricos (VE’s) e híbridos plug-in ainda registram maior incidência de problemas nos primeiros 90 dias de uso, especialmente em áreas como integração de baterias, arquitetura eletrônica e gestão térmica.

A tendência, porém, é de convergência gradual, indicando que a indústria segue em processo de maturação dessas tecnologias. O estudo indica que a eletrificação solucionou parte dos problemas tradicionais, mas trouxe novos desafios de engenharia e software que ainda exigem evolução.

Porsche lidera, Ford surpreende e o ranking muda de narrativa

No topo do ranking geral, a Porsche mantém sua posição de referência em qualidade inicial, com 138 PP100, consolidando-se como benchmark entre marcas premium. O destaque individual vai para o Porsche 911, novamente apontado como o melhor modelo do estudo. Mas o movimento mais simbólico do IQS 2026 vem do mercado de volume.

A Ford lidera entre as marcas generalistas, com 152 PP100, marcando um retorno relevante após anos de questionamentos sobre qualidade. O resultado é interpretado no setor como fruto de uma reestruturação interna de engenharia e integração entre áreas de desenvolvimento, produção e fornecedores. Veja a pontuação de todas marcas pesquisadas ao final deste artigo.

Efeitos que refletem no Brasil

Embora o estudo seja baseado no mercado norte-americano, seus efeitos são diretamente observados no Brasil — especialmente porque grande parte dos modelos avaliados também é comercializada ou adaptada para mercados emergentes.

O Brasil, nesse contexto, enfrenta um dilema semelhante ao dos Estados Unidos, mas com uma camada adicional: a complexidade da tropicalização e da infraestrutura.

Entre os principais pontos de conexão está o fato de que o consumidor brasileiro já prioriza a experiência digital, valorizando conectividade e interfaces mais intuitivas, enquanto os veículos eletrificados começam a ganhar volume no país, mas ainda enfrentam desafios relacionados à rede de recarga e à manutenção especializada.

A percepção de qualidade também passa a ser cada vez mais associada ao desempenho do software embarcado, e não apenas ao produto físico. Além disso, montadoras que se destacam em qualidade global tendem a replicar essa vantagem competitiva no mercado brasileiro, ainda que com certo atraso em relação aos Estados Unidos e outros mercados maduros.

Agora, filtramos apenas as marcas presentes no Brasil para ficar melhor a visualização do ranking para o mercado brasileiro:

Pesquisa
Marcas presentes no Brasil

O novo conceito de qualidade automotiva

O IQS 2026 reforça uma mudança estrutural na definição de qualidade automotiva. O setor já não pode ser avaliado apenas por montagem, durabilidade ou acabamento.

Hoje, qualidade é um conceito híbrido que envolve a combinação entre hardware — sustentado pela engenharia tradicional —, software embarcado, integração digital que garante conectividade e uma boa experiência de uso (UX), além de atualizações contínuas via OTA, que mantêm o veículo em evolução mesmo após sair da fábrica.

Nesse novo paradigma, a indústria automotiva ainda atravessa uma fase de transição, e, como o estudo evidencia, a curva de aprendizado permanece ativa, exigindo adaptação constante das montadoras diante de um produto que se tornou, essencialmente, digital. 

A melhora na qualidade inicial é real, mensurável e consistente. Mas ela vem acompanhada de uma mudança profunda: os carros estão deixando de ser apenas máquinas mecânicas para se tornarem plataformas digitais sobre rodas. E, nesse novo cenário, a qualidade deixou de ser apenas uma questão de fabricação — e passou a ser, cada vez mais, uma questão de software, integração e experiência contínua do usuário.

pesquisa
Fonte: J.D. Power

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Minas Gerais lança 2 guias para acelerar a descarbonização da logística e modernizar operações de transporte

Estado de Minas Gerais publica dois guias que orientam gestores públicos e empresas na transição energética do transporte, com foco em redução de custos e oportunidades

Com a maior malha rodoviária do Brasil, somando cerca de 272 mil quilômetros, Minas Gerais ocupa posição importante na logística nacional. Essa relevância, porém, vem acompanhada de desafios ambientais: o setor de transporte responde por 12,8% das emissões totais de gases de efeito estufa no estado, enquanto a queima de diesel representa quase metade das emissões do setor energético, segundo o governo mineiro.

Para enfrentar esse cenário, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) publicou dois guias que orientam gestores públicos e empresas de transporte e logística na adoção de soluções de baixo carbono.

A editoria Frota Sustentável da Frota News analisou os guias e publicamos este resumo. Os guias completos estão disponíveis no site da Sede-MG, as cartilhas Descarbonização da Logística: Um Roteiro para a Transição Energética em Minas Gerais – O Guia do Gestor Público Municipal e Descarbonização da Logística: Oportunidades para o Setor Logístico reúnem informações técnicas, regulatórias e financeiras voltadas à mobilidade verde.

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Segundo o superintendente de Política Minerária, Energética e Logística da Sede-MG, Raphael Evaristo, os materiais cumprem papel estratégico. Aos gestores municipais, as cartilhas oferecem um norte para o planejamento de cidades mais sustentáveis e resilientes, alinhando as políticas locais às metas estaduais e atraindo investimentos verdes. Já para os empresários, esses guias indicam o caminho para uma operação mais limpa e eficiente, e também abrem portas para oportunidades de negócio e para o fortalecimento da competitividade.

O que os guias trazem

Os documentos reforçam ajudam  o estado com a economia de baixo carbono, alinhando-se ao Plano Estadual de Ação Climática (PLAC-MG) e ao dever internacional Race to Zero — iniciativa da qual Minas Gerais foi o primeiro ente subnacional da América Latina a participar. Entre os principais conteúdos, os guias apresentam:

Panorama da logística mineira e seus desafios

Os guias apresentam um diagnóstico detalhado da realidade logística de Minas Gerais e evidenciam os principais gargalos que dificultam a transição energética no setor de transporte. Entre os obstáculos mais relevantes está o alto custo de aquisição de veículos elétricos, que ainda representa uma barreira significativa para empresas e transportadores autônomos. Soma-se a isso a baixa disponibilidade de infraestrutura de recarga no estado, o que limita a expansão de frotas eletrificadas e reduz a confiança dos operadores na autonomia desses veículos.

Outro ponto crítico é a dificuldade de acesso ao crédito, especialmente para pequenos transportadores, que enfrentam entraves financeiros para modernizar suas operações. Além disso, a predominância de frotas antigas, muitas delas operadas por autônomos, reforça o desafio de renovar o parque circulante e reduzir as emissões.

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Soluções financeiras e linhas de crédito

Para enfrentar essas limitações e viabilizar a renovação de frotas e a implantação de infraestrutura de recarga, os guias destacam uma série de instrumentos financeiros disponíveis no estado e no país. Entre eles está o BDMG Verde, voltado a projetos de eficiência energética e eletromobilidade, e o BDMG Municípios, que oferece condições especiais para prefeituras interessadas em modernizar seus sistemas de transporte.

No âmbito federal, o BNDES Fundo Clima surge como alternativa para financiar a aquisição de veículos elétricos e a instalação de eletropostos. As publicações também chamam atenção para as oportunidades abertas pelo Novo PAC, que prioriza investimentos em ônibus elétricos e infraestrutura urbana sustentável, especialmente em cidades-polo como Belo Horizonte, Uberlândia e Contagem.

Incentivos fiscais e regulatórios

Os documentos orientam ainda que os municípios adotem legislações capazes de estimular o transporte de baixa emissão. Entre as medidas sugeridas estão a redução de ISS para serviços de recarga elétrica e a implementação do IPTU Verde, que concede descontos a centros de distribuição e hubs logísticos que adotem práticas sustentáveis.

Outro ponto relevante é o licenciamento fast track, que permite a tramitação acelerada de projetos de empresas que investem em tecnologias limpas. Além disso, os guias recomendam a criação de privilégios de circulação para veículos de emissão zero, como prioridade em áreas de carga e descarga e isenção de tarifas em zonas específicas.

Infraestrutura de recarga e papel da Cemig

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) é apresentada como peça central na viabilização da transição energética no estado. Seu papel envolve a integração de hubs de recarga à rede elétrica, garantindo estabilidade e capacidade para atender grandes frotas.

Os guias destacam também a importância da implantação de eletropostos de alta potência, com capacidade de até 2 MVA, capazes de abastecer simultaneamente diversos veículos. Além disso, a Cemig atua no desenvolvimento de soluções inovadoras por meio do programa Inova Cemig, que fomenta tecnologias voltadas à mobilidade elétrica e à eficiência energética.

Soluções para logística urbana e última milha

Para reduzir emissões em áreas urbanas densas, os guias propõem um conjunto de medidas voltadas à logística de última milha. Entre elas está a criação de Zonas de Baixa Emissão (ZBE), onde a circulação de veículos altamente poluentes seria restrita. O uso de bicicletas e triciclos elétricos é incentivado como alternativa eficiente para entregas em regiões centrais, contribuindo para a redução de congestionamentos e ruídos. Outra solução destacada é a instalação de smart lockers, armários inteligentes que permitem otimizar rotas de entrega e diminuir o tempo de parada dos veículos, aumentando a eficiência operacional.

Impacto direto para gestores de frota

Um dos pontos mais relevantes para o setor privado é a estimativa apresentada nos guias de que a substituição de veículos movidos a diesel por modelos elétricos pode reduzir em até 65% o custo por quilômetro rodado. Essa economia resulta tanto da redução do gasto com combustível quanto da menor necessidade de manutenção mecânica, já que motores elétricos possuem menos componentes sujeitos a desgaste. Para gestores de frota, essa informação representa uma oportunidade concreta de ganho de eficiência e competitividade.

Benchmarking e modelos de gestão

Os guias também reúnem referências de cidades brasileiras que já avançaram na mobilidade elétrica, oferecendo exemplos práticos que podem ser replicados em Minas Gerais. Além disso, apresentam modelos de concessões e parcerias público-privadas (PPPs) que podem ser utilizados para estruturar projetos de infraestrutura e renovação de frota. As publicações abordam ainda a integração entre transporte coletivo e infraestrutura cicloviária, além de soluções de micromobilidade aplicáveis a municípios de diferentes portes, reforçando a importância de estratégias combinadas para reduzir emissões e melhorar a eficiência logística.

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O aporte da DHL anunciado de R$ 2,69 bilhões para frota verde e centros logísticos

A DHL anunciou um investimento recorde de €500 milhões (R$ 2,69 bilhões) para fortalecer suas operações na América Latina até 2028, com foco especial no Brasil. O plano inclui a descarbonização da frota nacional, ampliação e modernização de centros de armazenagem — como os de Goiás e Extrema (MG) — e a adoção de tecnologias avançadas de robotização e automação. A iniciativa integra a estratégia global da DHL Supply Chain para atender setores de alta demanda, como automotivo, farmacêutico, varejo, tecnologia e e-commerce.

Segundo Oscar de Bok, CEO Global da DHL Supply Chain, o investimento responde à tendência de omnisourcing, que aproxima estoques dos mercados consumidores para criar cadeias mais resilientes e flexíveis. Ele destaca que Brasil e México se tornaram pontos estratégicos para empresas que buscam diversificar suas origens de abastecimento. A DHL pretende transformar a América Latina em um polo logístico capaz de acelerar o crescimento global da companhia.

O movimento também reforça o histórico de expansão da DHL na região. Agustin Croche, CEO da DHL Supply Chain América Latina, ressaltou o papel dos 40 mil colaboradores locais e a importância do momento para consolidar relações de longo prazo com clientes. Após o anúncio, a DHL inaugurou no México um Centro de Excelência para Veículos Elétricos, com a presença de Mario Rodríguez e Fathi Tlatli, reforçando a estratégia de apoiar a indústria automotiva. A empresa já opera mais de 240 unidades na América Latina e segue ampliando sua infraestrutura no Brasil.

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Marcopolo Rail inicia entrega dos primeiros trens Prosper CITY para Teresina

Marcopolo Rail envia a primeira composição Prosper CITY para a Companhia Ferroviária e de Logística do Piauí (CFLP)

A Marcopolo Rail, divisão da Marcopolo dedicada ao desenvolvimento e produção de soluções ferroviárias, iniciou o embarque da primeira composição do modelo Prosper CITY destinada à Companhia Ferroviária e de Logística do Piauí (CFLP). O envio marca o início das entregas do projeto que prevê três composições para o sistema de mobilidade urbana de Teresina.

Atualmente, o transporte público da capital piauiense atende cerca de 8 mil passageiros por dia com gratuidade. As novas composições irão operar na Linha 1, que conecta a região sudeste ao centro da cidade em um trajeto de aproximadamente 17 quilômetros.

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Petras Amaral, Business Head da Marcopolo Rail, destaca que o projeto reforça a presença da empresa no mercado metroferroviário brasileiro e evidencia sua capacidade de entregar soluções de transporte urbano.

As três composições do Prosper CITY — duas com dois carros e uma com três — foram projetadas para transportar entre 360 e 540 passageiros, oferecendo áreas envidraçadas amplas, portas largas e layout interno customizável.

Atendendo às normas internacionais do setor, os VLTs foram desenvolvidos para acompanhar o crescimento da demanda por mobilidade urbana, combinando eficiência, conforto e competitividade do modal ferroviário.

Fabricado integralmente no Brasil, o Prosper CITY foi desenvolvido para cidades de médio e grande porte, combinando eficiência operacional, flexibilidade e integração urbana. Uma composição de três carros pode transportar até 560 passageiros, mostrando sua viabilidade para operações de alta demanda.

Além do contrato com a CFLP, com entregas previstas para 2026, a Marcopolo Rail mantém outro projeto em andamento: o fornecimento de três composições de dois carros para a FTL (Ferrovia Transnordestina Logística), com entrega programada para 2027. A empresa também avança em novos mercados na América do Sul, como o recente fornecimento de trens para a Empresa de Los Ferrocarriles del Estado – EFE Trenes de Chile.

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Transporte coletivo — O Brasil tem avançado na modernização do transporte coletivo por meio do eixo de Renovação de Frota do Novo PAC, que investe em tecnologias limpas como ônibus elétricos, motores Euro 6 e veículos sobre trilhos (VLTs), com apoio do Ministério das Cidades. Desde 2023, foram destinados R$ 13 bilhões para a aquisição de 8.211 novos ônibus em 152 cidades, sendo R$ 10,6 bilhões para o setor público e R$ 2,4 bilhões para o privado. Esses investimentos contemplam 2.296 ônibus elétricos, 3.015 com tecnologia Euro 6 e 39 VLTs. Em 2025, mais R$ 4,4 bilhões foram disponibilizados para novas propostas.

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Fernando Badia assume posição global na Volkswagen Veículos Comerciais e leva experiência da América Latina para a Alemanha

Badia assume posição em Hannover após conduzir crescimento de 19% na América Latina. Conheça também mais são os comerciais leves vendidos na Europa,
América Latina (México) e Mercosul

Diferentemente do Brasil, onde coexistem a Volkswagen do Brasil e a Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) — esta como marca do TRATON Group —, na Europa a Volkswagen AG, além de possuir diversas marcas, também é a maior acionista da holding TRATON e conta com uma empresa dedicada a veículos comerciais leves: a Volkswagen Veículos Comerciais. É nessa estrutura que Fernando Badia, atual Head de Vendas, Pós-Vendas e Marketing da América Latina na Volkswagen do Brasil, assumirá o cargo de Diretor Executivo de Vendas para Europa, Mercados Internacionais e Frotas da marca, com base em Hannover, na Alemanha.

A nomeação reforça o papel que o Brasil tem há anos na formação de executivos globais na indústria automotiva e, neste caso, o Grupo Volkswagen reconhece a trajetória de mais de 25 anos de Badia na companhia. Desde 2019 à frente das operações regionais, o executivo liderou um período de forte evolução dos negócios, integração entre mercados e fortalecimento da presença da marca em 24 países.

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Sob a liderança de Fernando Badia, a Volkswagen Veículos Comerciais na América Latina registrou um avanço significativo, com crescimento de 19% em 2025 e mais de 38 mil veículos comercializados. O executivo, argentino radicado no Brasil, destacou o orgulho em construir equipes de alto desempenho e um ambiente focado tanto em pessoas quanto em resultados. Sua proximidade com os mercados latino-americanos e a forte articulação com importadores e parceiros foram determinantes para ampliar sinergias, conectar culturas e fortalecer a presença da Volkswagen em diversos países da região.

Com experiência acumulada em Estados Unidos, Alemanha, Brasil e América Latina, Fernando Badia chega ao novo desafio na Europa respaldado por uma trajetória internacional sólida. Sua promoção é vista como um reconhecimento direto de seu impacto na região, como destacou Hendrik Muth, Vice-Presidente de Vendas e Marketing da Volkswagen para a Região SAM, ao atribuir a Badia papel central na evolução recente da operação latino-americana, incluindo o crescimento de 19% no último ano.

A mudança marca o encerramento de um ciclo de expansão regional e o início de uma fase global, na qual Badia passa a integrar o centro das decisões estratégicas da Volkswagen Veículos Comerciais nos mercados europeu e internacional.

Os modelos da Volkswagen Veículos Comerciais

A operação da Volkswagen Veículos Comerciais (Volkswagen Nutzfahrzeuge – VWN) possui estratégias de portfólio bastante distintas entre o mercado europeu e a América Latina. Na Europa, a divisão atua com uma linha completa de furgões, vans de passageiros e picapes. Na América Latina, a oferta é mais regionalizada e dividida com outras estruturas do grupo.

A operação da Volkswagen Veículos Comerciais (Volkswagen Nutzfahrzeuge – VWN) possui estratégias de portfólio bastante distintas entre o mercado europeu e a América Latina. Na Europa, a divisão atua com uma linha completa de furgões, vans de passageiros e picapes. Na América Latina, a oferta é mais regionalizada e dividida com outras estruturas do grupo.

Portfólio da VWN na Europa

No mercado europeu, a divisão opera com sua linha global completa, focada tanto no transporte urbano de cargas quanto em passageiros e nichos de lazer:

Família Principais Aplicações e Modelos
Caddy Furgão compacto urbano (Cargo), passageiros (Kombi/Life) e lazer (California).
Transporter (Série T) Furgão médio (Transporter T6.1 / nova geração T7), vans executivas (Caravelle/Multivan) e motorhome (California).
Crafter Furgão grande (Cargo), chassi-cabine, minibus e motorhome (Grand California). Desenvolvida em plataforma própria na atual geração.
Amarok Picape média. A nova geração europeia é fruto do Projeto Cyclone (desenvolvimento conjunto com a Ford).
ID. Buzz A linha eletrificada dedicada (BEV), oferecida nas versões Cargo (furgão) e Pro (passageiros).

América Latina: Regionalização e segmentação

A oferta da divisão de Veículos Comerciais da Volkswagen na América Latina — responsável por carros de passeio e comerciais leves — é fortemente concentrada em picapes. Já o segmento de furgões e caminhões leves fica sob responsabilidade da Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO), marca do Grupo Traton.

Na região, a linha de picapes da Volkswagen é formada pela compacta Saveiro, produzida no Brasil e voltada principalmente para frotistas, e pela Amarok de porte médio. Diferentemente do que ocorre na Europa, a maior parte dos países latino‑americanos — com exceção do México — continuará recebendo a primeira geração da Amarok, fabricada na Argentina e recentemente atualizada por meio de uma reestilização profunda.

A estratégia para furgões e veículos de carga varia conforme o mercado. México e Chile importam a linha europeia tradicional, que inclui modelos como Caddy, Transporter e Crafter. Já o Brasil e os demais países do Mercosul não recebem esses furgões diretamente. Nessas regiões, o atendimento ao segmento de entregas urbanas fica a cargo da VWCO, que atua com a família de caminhões leves Delivery, incluindo sua versão totalmente elétrica, o e‑Delivery.

Na América Latina

Vehicle Model Category Market Segment Availability
Caddy Van/Furgão Small Van EuropeMexico/Chile
Transporter Van/Furgão Mid-size Van EuropeMexico/Chile
Crafter Van/Furgão Large Van EuropeBrazil/MercosurMexico/Chile
Amarok Picape Mid-size Pickup EuropeBrazil/MercosurMexico/Chile
ID. Buzz Van/Furgão Electric Passenger/Cargo Europe
Saveiro Picape Compact Pickup Brazil/MercosurMexico/Chile
Delivery Express Caminhão Leve Light Truck Brazil/Mercosur

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800+ caminhões elétricos pesados seguem para o exterior enquanto Sany avança no mercado brasileiro

Sany Heavy Truck bate recorde global de exportação de caminhões elétricos pesados em meio ao crescimento da marca no Brasil

A presença da Sany no mercado brasileiro de caminhões elétricos vem ganhando força: entre janeiro e maio de 2026, a marca — ao lado de JAC e Foton — respondeu por cerca de 90% dos emplacamentos nacionais de caminhões elétricos, segundo dados da Fenabrave. Apenas em maio, a Sany registrou 9 unidades emplacadas. A empresa também prepara o início da montagem local em Campinas (SP) no segundo semestre de 2026, com a meta de alcançar 100 unidades vendidas até o fim do ano.

Esse avanço no Brasil ocorre em paralelo a um marco histórico global. A Sany Heavy Truck enviou mais de 800 caminhões elétricos pesados para mercados internacionais, no maior pedido de exportação já registrado pela China para esse tipo de veículo. O comboio partiu do Parque Industrial de Caminhões Pesados Conectados Inteligentes SANY em 23 de junho e deve chegar ao Porto de Guangzhou em 27 de junho, de onde seguirá em embarcações oceânicas para diversos destinos.

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O volume expressivo reforça a crescente demanda mundial por veículos comerciais elétricos fabricados na China e evidencia a confiança internacional na tecnologia de caminhões pesados a bateria — um segmento que exige alta durabilidade, eficiência operacional e desempenho robusto do trem de força.

A expansão internacional da Sany Heavy Truck integra o plano global de energia limpa da companhia, que identifica oportunidades crescentes à medida que governos e operadores logísticos aceleram metas de descarbonização e eletrificação de frotas. No Brasil, além do foco em caminhões elétricos, a empresa mantém há mais de uma década uma operação no setor de caminhões fora de estrada para construção e mineração, embora esses números não apareçam nos relatórios de emplacamentos da Fenabrave.

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Paragominas
Sany SKT90E

A Hydro Paragominas, mina de bauxita no Pará, ampliou seu plano de descarbonização até 2030 com a adoção de novos modais elétricos e combustíveis alternativos. Em parceria com a Irmen Máquinas, a empresa incorporou dois caminhões totalmente elétricos Sany SKT90E, cada um com capacidade para 60 toneladas. Segundo Edil Pimentel, gerente da Operação de Mina, cada veículo pode reduzir cerca de 190 toneladas de CO₂ por ano e operar por até 12 horas por carga, passando agora por testes em diferentes condições operacionais.

A companhia também reformulou o contrato de locação de veículos leves, substituindo metade da frota a diesel por modelos movidos a etanol e adquirindo 10 carros elétricos. De acordo com Eduardo Pedras, gerente de Infraestrutura, os novos automóveis elétricos reduzem 120 toneladas de CO₂ anuais, enquanto a migração para etanol diminui outras 575 toneladas. As iniciativas reforçam a busca por alternativas que reduzam a dependência do diesel nas operações.

Outra frente de inovação envolve o transporte de colaboradores. Oito ônibus da frota receberam sistemas de ar-condicionado 100% elétricos, desenvolvidos pela catarinense Innovaklim, em parceria com a transportadora Caliman. Um dos veículos também utiliza painéis fotovoltaicos como fonte complementar de energia. Thiago Caliman, diretor da empresa, destaca que a tecnologia deve reduzir custos de manutenção, consumo de combustível e emissões, além de aumentar o conforto térmico e diminuir o ruído. Após o período de testes, a Hydro avaliará a expansão da solução para toda a frota de 35 ônibus.

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Marangoni lança novo anel RTDR22 na Pneushow 2026 com foco em tração

Apresentado com destaque na Pneushow, o novo anel RTDR22 possui desenho bidirecional que otimiza a gestão de pneus das grandes frotas

A Marangoni Brasil acaba de anunciar o lançamento de seu mais recente produto, o RTDR22, durante a realização da Pneushow 2026. O componente chega para expandir o portfólio de anéis sem emendas da fabricante, que atualmente celebra seus vinte e cinco anos de atuação no mercado

Diego Antonietti, Gerente Nacional de Vendas e Marketing da Marangoni, explica que a novidade em formato de anel é aplicada, centralizada e roletada de maneira automatizada através do equipamento Ringtreader. Dessa forma, o usuário final tem acesso a um artigo com desempenho comparável ao de um pneu novo por se tratar de uma peça única.

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A fabricação do equipamento de aplicação resulta de uma parceria com a Vipal Borrachas, uma das principais fabricantes globais de borracha para reforma de pneus, conglomerado do qual a Marangoni faz parte. Esta tecnologia de aplicação já está distribuída por toda a Rede Autorizada da companhia de Norte a Sul do país. O objetivo principal é atender frotistas e caminhoneiros que demandam qualidade superior, elevado desempenho e longa durabilidade em seus pneus reconstruídos.

O modelo da Marangoni possui dezoito milímetros de profundidade, com característica bidirecional do desenho. O RTD22 atende a uma ampla gama de medidas do mercado rodoviário, abrangendo pneus como o 275/80 R 22.5, 295/80 R 22.5 e 10.00 R 20, com larguras padronizadas que variam do código 220 ao 260A produção da nova linha já foi iniciada na unidade fabril da empresa, situada na cidade de Feira de Santana, na Bahia.

Vipal é destaque no Prêmio Renova Pneu com dois reconhecimentos durante a Pneushow 2026

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Máquinas inteligentes e debates sobre competitividade e reforma tributária

Entre os destaques na Expor 2026, a Copé apresentou misturadores com rotores interconectados, enquanto a Auriquímica lançou o Luperox NeatCure, voltado à vulcanização contínua. A Chem-Trend exibiu uma pintura híbrida para pneus com secagem 40% mais rápida, e a Rutil apresentou uma injetora vertical de 250 toneladas com servomotor, capaz de reduzir em 30% o consumo de energia e água. Também ganharam relevância os novos compostos da Nitriflex e as soluções de automação da Panstone, que ampliam o controle de qualidade e a eficiência operacional.

Além dos lançamentos, a feira foi palco de debates sobre competitividade, financiamento e desafios estruturais do setor. Rodrigo Navarro (ANIP), Ricardo Alípio Costa (ABIDIP) e Adriano Viola (ABTB) defenderam uma agenda conjunta para enfrentar o avanço das importações, irregularidades comerciais e desequilíbrios regulatórios. Giulio Cesar Claro (ARESP) destacou o aumento da participação de pneus importados na recapagem, enquanto especialistas como José Roberto Damasceno (Fiesp) e Eduardo Pereira da Silva Jr. (Correa Porto Advogados) reforçaram a importância da organização financeira e da preparação para a reforma tributária. Temas como logística reversa, economia circular, governança corporativa e retenção de talentos também foram amplamente discutidos.

A programação técnica abordou ainda emissões industriais, custos operacionais, desempenho de pneus e inovações em insumos, com contribuições de Marcello V. Bernardini (Abrafiltros), Leandro Paim (ABR), Antonio Xavier (Dr. Pneu Brasil) e Wilson Brandão (Química Anastácio). A Embrapii apresentou seu portfólio de projetos de inovação, enquanto Sheila Madrid Saad (Ricca Associados) destacou o papel da governança no crescimento sustentável das empresas familiares. No conjunto, a Expobor 2026 reforçou tendências de automação, sustentabilidade, modernização produtiva e necessidade de alinhamento estratégico para fortalecer a competitividade da indústria brasileira de borracha.

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FPT estreia Telemetria FPT no Brasil e monitora motores Iveco na Copa Truck 2026

Telemetria acompanha em tempo real até 87 parâmetros do motor e promete elevar desempenho e reduzir custos operacionais

A FPT, fabricante de motores do Iveco Group, iniciou no Brasil a aplicação de sua solução própria de telemetria já disponível comercialmente. Ela foi integrada aos caminhões Iveco que disputam a temporada 2026 da Copa Truck, em um projeto de monitoramento contínuo que seguirá até o fim da competição.

A iniciativa utiliza a Telemetria FPT para monitorar motores em condições extremas, como as enfrentadas nas pistas, gerando dados que ajudam equipes e pilotos a identificar ajustes que aumentam a performance e reduzem paradas. Validada em competições internacionais como o Rally Dakar, a tecnologia acompanha em tempo real até 87 parâmetros do motor, enviando informações a cada 30 segundos para uma equipe especializada.

Segundo Eduardo Baruel, coordenador de marketing e novos negócios na divisão de Customer Service da FPT para América Latina, o serviço melhora o desempenho e reduz custos operacionais ao transformar dados em inteligência aplicada.

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Entre os indicadores monitorados estão temperatura do óleo, temperatura do motor, pressão do turbo, pressão de admissão, rotação, consumo de combustível, emissões, temperatura da água e temperatura do combustível. Nos primeiros testes, realizados em maio, em São Paulo, três veículos monitorados acumularam mais de 15 horas de acompanhamento. Nesse período, foram registrados consumo total de 107,02 litros de diesel, pico instantâneo de 217 litros por hora, rotação máxima de 3.646 rpm, pressão máxima de turbo de 370 kPa e temperatura máxima do motor de 109°C.

A Telemetria FPT, inicialmente aplicada em competições, foi projetada para operar também em veículos comerciais, máquinas agrícolas, equipamentos de construção, sistemas de geração de energia e motores multimarcas.

Os dados coletados pela telemetria na Copa Truck servirão de base para aprimorar componentes e soluções de manutenção, ajudando frotistas e operadores a reduzir paradas e otimizar custos ao longo do ciclo de vida dos motores.

Segundo Bernardo Brandão, presidente da FPT para América Latina, a telemetria reforça o compromisso da marca com inovação ao transformar dados em inteligência aplicada, acelerando o desenvolvimento de soluções, validando tecnologias em condições reais e ampliando o conhecimento para aplicações on e off-road, garantindo maior disponibilidade e benefícios financeiros aos clientes.

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Iveco Bus amplia frota da VMG para 240 veículos

A Iveco Bus ampliou sua presença na frota da Viação Minas Gerais (VMG), que agora opera cerca de 240 veículos da marca. Nos últimos dois anos, a operadora de fretamento incorporou mais de 100 unidades, incluindo 34 chassis BUS 17-280 Full Air adquiridos em 2026, equipados com suspensão pneumática.

Atuando em Minas Gerais, Goiás e Pará, a VMG tem acompanhado a evolução do mercado de transporte de colaboradores, marcado por maior exigência em conforto, segurança e disponibilidade. Segundo Gustavo Moreira, diretor da VMG, a renovação contínua da frota é impulsionada pela demanda por veículos mais modernos.

A parceria de longa data entre as empresas é ressaltada por Mauricio Yamamoto, head da Iveco Bus para a América Latina, que aponta a relação consultiva com a VMG como exemplo da atuação da marca no mercado. 

Iveco E-commerce oficial e aposta em linha de miniaturas licenciadas

A Iveco inaugurou seu novo e-commerce com o lançamento da “Coleção Pocket” 2026. A iniciativa visa fortalecer o vínculo institucional da montadora com motoristas, frotistas e admiradores do setor por meio de itens funcionais de uso cotidiano, como vestuário e acessórios. O projeto atua como um termômetro de aceitação do mercado para futuras expansões do portfólio de lifestyle da marca, refletindo um esforço prático alinhado às modernas estratégias de engajamento no ecossistema de transportes.

O principal diferencial da nova vitrine digital é a linha de miniaturas oficiais, desenvolvida em parceria com a fabricante brasileira Usual Brinquedos. As réplicas incluem desde versões de rádio controle do pesado S-Way — com semelhança de acabamento e implementos operacionais — até modelos estáticos da linha Tector em diferentes vocações de carga. O portfólio incorpora o DNA do automobilismo com as edições da Iveco Usual Racing, celebrando a engenharia da fabricante nas pistas da Copa Truck.

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Aposta em 2.000 caminhões a GNL no Brasil une Nimofast, Edge e Green Cargo com uma frota recorde para descarbonizar transporte

Com investimento de R$ 8 bilhões, projeto busca viabilizar megafrota de caminhões a GNL, unindo previsibilidade de custos e sustentabilidade para grandes embarcadores

Um acordo firmado entre o Grupo Nimofast, a Edge e a Green Cargo deu origem ao projeto GreenTech Logística Integrada. A iniciativa marca a estruturação da maior plataforma nacional de transporte de longa distância movida a Gás Natural Liquefeito (GNL), propondo um modelo de infraestrutura sustentável, multicliente e escalável que atende à necessidade urgente do mercado de aliar a descarbonização à rentabilidade financeira.

A concepção e a liderança executiva do projeto estão a cargo do Grupo Nimofast, que conduzirá toda a operação por meio da Interconecta Negócios e Transporte Ltda. Para viabilizar a plataforma em uma escala inédita no país, o conglomerado formou parcerias com fornecedores de alto calibre.

A Edge será a responsável pela segurança do suprimento de GNL em um contrato de longo prazo, com o diferencial de incorporar biometano certificado à matriz. Ao mesmo tempo, a Green Cargo ingressa como representante exclusiva no fornecimento dos veículos pesados da marca JAC Motors. Juntas, as empresas projetam compromissos financeiros de R$ 8 bilhões ao longo da próxima década, montante que cobrirá a aquisição de equipamentos, custos de leasing, fornecimento de combustível e a complexa gestão da operação.

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A implementação logística ocorrerá de forma acelerada. O pontapé inicial está programado para o ano de 2026, com a entrega dos primeiros 60 caminhões do modelo JAC Q7, equipados com motores de 560 cv e tração 6×4. No primeiro trimestre de 2027, a frota saltará para 160 veículos, tendo como meta atingir a marca de 2.000 caminhões em operação num prazo de 24 meses.

Tendo o município de Paulínia (SP) como base central, a frota percorrerá corredores de longa distância, conectando complexos portuários e polos industriais para atender embarcadores de setores vitais, incluindo agronegócio, energia, mineração, química e carga geral. Todo o fluxo operacional será rastreado por um sistema digital integrado, encarregado de monitorar as emissões geradas e de viabilizar comercialmente os créditos de carbono da frota.

Frota Sustentável
Jornalismo com foco em soluções

O abastecimento do combustível foi estruturado por meio de uma solução off-grid de alta eficiência. A Edge fará a distribuição rodoviária a partir do Terminal de Regaseificação de GNL de Santos (TRSP). A grande inovação técnica da aliança, no entanto, é a adição do biometano com certificação por atributo, que será produzido na Onebio — planta controlada pela Edge localizada em Paulínia e considerada a maior unidade de purificação do país.

Os ganhos em sustentabilidade da operação são projetados para alterar o panorama de emissões do setor logístico. A transição do diesel para o novo pacote tecnológico promete uma redução de até 25% nas emissões de dióxido de carbono e de até 90% no material particulado.

Em sua capacidade plena, a operação evitará o lançamento de cerca de 80 mil toneladas de CO₂ na atmosfera anualmente, benefício ambiental que equivale à absorção de 5 milhões de árvores.

O Presidente e CEO do Grupo Nimofast, Ramon Reis, reforça que a substituição do diesel na longa distância sempre foi o maior gargalo do país. O executivo destaca que a Interconecta não nasce como uma transportadora tradicional, mas como uma plataforma que garante previsibilidade de custos para os embarcadores e pavimenta a evolução do mercado rumo a soluções carbono-negativas no transporte de cargas.

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